Na corrida ao Planalto, a subida de Jair Bolsonaro deixa o PT atônito

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Charge do Miguel (Jornal do Comércio/PE)

Bernardo Mello Franco
O Globo

A alta de Jair Bolsonaro deixou o PT atônito. O partido terminou a semana passada beirando a euforia. Considerava que Fernando Haddad havia se tornado favorito a vestir a faixa. Os mais animados já discutiam a nomeação antecipada de ministros.

As novas pesquisas jogaram água no chope petista. No Datafolha de ontem, dois dados alarmaram a campanha. A rejeição de Haddad subiu nove pontos, chegando a 41%. Ao mesmo tempo, Bolsonaro recuperou a liderança entre as mulheres, que resistem mais ao seu discurso de ultradireita.

ANTIPETISMO – “Acendeu uma luz amarela na campanha. De amarela para vermelha”, resume o ex-ministro Gilberto Carvalho. “As pesquisas refletem o crescimento do antipetismo. Isso significa que os ataques ao Haddad estão surtindo efeito”, analisa.

Quem acompanhou o petista nos últimos dias notou um candidato de salto alto. Embalado por pesquisas favoráveis, ele fazia uma campanha olímpica, ignorando os adversários. No debate da TV Record, chegou a menosprezar Ciro Gomes, sugerindo que queria seu apoio no segundo turno.

Agora o tom mudou. Ontem Haddad elevou a voz contra Bolsonaro. Chamou o capitão de “figura exótica”, sugeriu que ele precisa de tratamento psicológico e questionou sua evolução patrimonial.

UM DILEMA – A campanha do ex-prefeito vive um dilema. O núcleo petista quer que ele reforce a associação com Lula e as promessas para o eleitor mais pobre. Mas o candidato sabe que precisa moderar o tom se quiser buscar votos da centro-direita no segundo turno.

Ontem ele deu sinais trocados ao dizer que “parte expressiva da elite brasileira abandonou a social-democracia pelo fascismo”. Pode ser, mas agora o seu desafio é outro: conter o crescimento de Bolsonaro em redutos lulistas, como o Nordeste.

Os petistas também batem cabeça para entender a alta do rival entre as mulheres. Alguns acreditam que os protestos de sábado, com forte tom feminista, teriam assustado as eleitoras mais conservadoras. “O #EleNão pode ter ajudado o #EleSim”, admite Gilberto Carvalho.

11 thoughts on “Na corrida ao Planalto, a subida de Jair Bolsonaro deixa o PT atônito

  1. A velha figura do pendulo. Quanto mais se estica para um lado, com mais força ele vai para o outro.
    Por isso essas maluquices esquerdopatas em questões de comportamento(ideologia de genero, “feminazis”, e outras besteiras) tendem a reforçar a reação conservadora na sociedade.
    ELE NÃO a maioria esmagadora era de ativistas feministas

  2. Quem criou o fenômeno Bolsonaro foi o próprio PT. Parte do povo só está querendo votar no boçal sem pensar no que o boçal representa porque o pt fez um monte de merda (obviamente fez coisas boas também e que devem ser mantidas seja qual for o presidente). Há ainda o culpismo, isto é, aquela turma que põe a culpa de todos seus problemas no PT. O sujeito que não entrou na universidade e poe a culpa no sistema de cotas em vez de estudar mais. O comerciante que fechou as portas porque queria ter um lucro exorbitante põe a culpa na política econômica do pt em vez de examinar seus erros, e por aí vai. Há uma enormidade de pessoas colocando a culpa de seus fracassos no pt (afinal é sempre melhor colocar a culpa nos outros do que assumir a respinsabilidade) e raivosas votam em Bolsonaro. Some a isto os crentes, militares, ex-militares, filhos de militares, neonazis e pessoas preconceituosas e violentas nobgeral e plaboyzinhos querendo ostentar armas e temos o eleitorado de Bolsonaro. Agora não adianta chorar. Se ganhar é torcer para um general inteligente e capaz governar. Bolsonaro é um asno e seu vice um jumento. Aliás representam muito mal as forças armadas, como um chegou a capitão e outro a general é um mistério.

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