Na fraude da terra, o MST de Lula volta a exigir o que sempre quis – verba do governo

MST: "Estamos de pé e dispostos a contribuir no legítimo levante das  massas" - Brasil 247

Número de invasões de terras despencaram neste governo

J.R. Guzzo
Estadão

O ex-presidente Lula já garantiu, entre as múltiplas promessas que está fazendo na campanha eleitoral para a Presidência da República, que o MST vai ter uma posição importante no seu governo. É um dos seus piores projetos, caso isso seja mesmo um projeto, e não uma peça de conversa fiada para tapear a esquerda mais primitiva que viaja no seu bonde – e para atender as neuroses da porção do público urbano que se assusta com os “pecados mortais” da produção rural brasileira.

Essa gente tem certeza de que a soja e o milho estão destruindo a Floresta Amazônica. Acha que o agronegócio “envenena a comida” dos brasileiros, com a utilização de “agrotóxicos” e outros horrores da química. Está convencida de que os fazendeiros perseguem os índios.

AGRONEGÓCIO – Suas terras são muito grandes, mecanizadas e consumidoras de tecnologia avançada – coisas que o “pequeno proprietário” e a “agricultura familiar” não podem ter.

Na verdade, o agronegócio é o oposto do que os padres, os centros acadêmicos e os artistas de novela querem para o Brasil rural: um País de “pequenas propriedades”, dedicado à produção de coisas “orgânicas”, aos métodos naturais de cultivo e capaz de obter a aprovação da menina Greta e do ator Leonardo DiCaprio. O MST finge que está nessa balada.

Tudo isso é uma falsificação completa. O agronegócio é o setor mais bem-sucedido da economia brasileira, e não precisa das ideias de Lula e do PT – chegou aonde está sem eles, e só prospera com eles de longe.

SEM REFORMA AGRARIA – Quanto ao MST, pode-se dizer com segurança que a última coisa que passa pela cabeça dos seus proprietários é fazer uma reforma agrária no Brasil.

O MST quer, hoje, o que sempre quis: invadir terra para receber verba do governo, diretamente ou por meio de ONGs, em nome da solução do “problema social no campo”.

Esse problema tem de existir sempre – sem ele, os dirigentes do MST não vivem. Eles não querem terra para o pequeno agricultor que não tem dinheiro, nem condições, para comprar um pedaço de chão. Querem se entender com o Banco do Brasil.

SEM INVASÕES – Nada poderia provar isso com mais clareza do que a sua posição contrária à distribuição de títulos de propriedade que vem sendo feita pelo governo.

Como assim? O objetivo do MST não é fornecer aos sem-terra justamente isso – terra para cultivar e legalização da sua propriedade? Não: o MST acha que a terra tem de ser “coletiva”.

No governo Dilma houve 1.000 invasões. No de Lula foram 2.000. No de Fernando Henrique foram 2.500 – inclusive a fazenda do próprio presidente. Em 2021, foram 11 e, ao todo, de 2018 para cá, apenas 24. Não é preciso dizer mais muita coisa.

9 thoughts on “Na fraude da terra, o MST de Lula volta a exigir o que sempre quis – verba do governo

  1. Essa foto é “infernal”!
    Resta saber o que significa aquela contrastante pulseira branca no braço de alguns da “legião”?

    • Provavelmente a marca da besta, impulsionados pelos illuminati alienígenas do passado.
      Esses todos, torcedores do América RJ.
      Por vezes, algo passageiro como uma brisa,sinto-me envergonhado de estar em mesmo plano com o senhor.
      Mostra-me tão claramemte como sou um bosta.
      Esclarecedor, pois.

  2. Guzzo só esquece que os alimentos que vão à mesa dos brasileiros é na sua maioria, fornecida pelos pequenos agricultores. Não se pode generalizar. O MST produz alimentos e alguns assentamentos são exemplares.
    Também esquece de dizer que o agronegócio, embora gere divisas ao país e isso é bom, também aumenta nossa dívida interna.
    Aliás, sou favorável a que se taxem essas exportações de produtos primários em uns 5%. Baratearia alguns alimentos e ainda diminuiria nosso déficit fiscal.

  3. Para a senadora subir nas pesquisas, devemos ajudá-la a ser mais conhecida pelos seus eleitores.

    tebet:

    Senadora da bancada ruralista.
    Seu principal projeto pede a suspenção das demarcações de terras indígenas e o pagamento de indenizações para fazendeiros invasores.
    Dona de um latifúndio em Caaparó (MS). Que por coincidência trata-se de um município conhecido pelos episódios de violência contra os indígenas.
    Esposa de Eduardo Rocha, aquele que foi super atuante na CPI da Assembléia Legislativa de MS contra o Conselho Indígenista Missionário (CIMI), que por acaso é uma entidade conhecida por denunciar violência contra os povos originários.
    Bozonarista raiz, tanto que ainda faz parte de sua base.
    Ajudou Aécio a se safar no borogodó do Wesley Batista.
    Votou a favor:
    -PEC do teto de gastos.
    -Reforma Trabalhista.
    -Reforma da Previdência.
    -Orçamento secreto.

    Espero ter ajudado.

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