Na política é raro acontecer pedido mútuo de desculpas, como fizeram Guedes e Maia

Guedes e Maia marcam encontro após semana de atritos - Jornal O Globo

Ao se reconciliarem, Maia e Guedes deram o bom exemplo

Vicente Limongi Netto

É cativante a boa ação política. Aquele que une sempre está somando e estimula grandezas de atitudes. Nesse sentido, louvores para o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, e o ministro da Economia, Paulo Guedes pelos pedidos mútuos de desculpas. Entre mortos e feridos, salvou-se o interesse público. É preciso igualmente registrar, por justiça aos fatos, a participação do senador Renan Calheiros na vitoriosa equação.

O jantar foi na casa de uma figura neutra, ministro do TCU, Bruno Dantas, ex-consultor do Senado, cuja indicação para o Tribunal de Contas foi defendida por Calheiros. O ex-presidente do Senado e do Congresso por 4 legislaturas, não aparece nas fotos que selaram a paz entre Maia e Guedes. Renan deixa isso para amadores.

REGUFFE E CRISTOVAM – Não creio que um possível recuo do senador Reguffe, candidatando-se a reeleição em 2022, contrariando promessa de campanha, sofra arranhões na sua trajetória política (coluna Eixo Capital – Correio Braziliense, 6/10).

Patético, ridículo, melancólico e inacreditável, será Reguffe admitir ser descaradamente usado para fortalecer candidatura do medíocre, caquético, pretensioso e arrogante Cristovam Buarque, que já foi reprovado pelo eleitor nas últimas eleições. Xô, Cristovam!

BERARDO CABRAL – A Constituição chega aos 32 anos. Promulgada no governo Sarney.  Legado histórico, expressivo e significativo que, a seguir, empossou Collor de Mello. Uma curta mas profícua gestão, de um jovem idealista arrancado do cargo por orquestração de maus cidadãos. Contrários a um Brasil progressista e moderno.

A Carta Magna orgulha o Brasil e os brasileiros. Muitos trabalharam com empenho e denodo na elaboração do documento. Porém, nenhum parlamentar se dedicou mais aos afazeres da futura Constituição do que o relator-geral da Assembleia Constituinte, o deputado amazonense Bernardo Cabral. O Brasil deve muito a este autêntico patriota.

BOCEJOS INFINITOS – O Brasil está atingindo a pavorosa marca de 150 mil pessoas mortas pelo covid. Bolsonaro e áulicos continuam afrontando o bom senso e as recomendações das autoridades da saúde.

Faz questão de flanar pelo Brasil desprezando o uso da máscara. Prefere, pateticamente, estimular a burrice, a imprudência e a estupidez. Deus castiga. 

O bocejo da pandemia é assustador. Sem compaixão. Para alguns evapora energias. Requer vigilância dobrada. O bocejo afronta pálpebras. Estremece ouvidos. Amedronta almas. Zomba dos braços. Desafia sentimentos. Esmorece sobrancelhas. Enfrenta silêncios.  Entristece os olhos. Empalidece rostos. Soluça corações.  Risca cílios. Passeia nas costas. Fragiliza pernas. Arde dedos. Aperta ombros. Sacode o peito. Espanta a testa. Magoa o dia. Espreme a virilha. Recolhe o amor e assusta os namorados.

3 thoughts on “Na política é raro acontecer pedido mútuo de desculpas, como fizeram Guedes e Maia

  1. Hummm. A Constituição de 1988 teve grandes coisas, mas acho que a um balança pendeu mais para direitos. Os deveres ficaram meio que esquecidos.

    Também admiro o senador Reguffe, um legislador que sempre foi parcimonioso com as verbas que tem direito (de gabinete e indenizatória). Quem dera seus pares agissem da mesma forma.

    Collor de Mello? Nesse caso divirjo. Ele foi um mau gestor, inexperiente. Na economia cometeu erros semelhantes ao governo anterior. Também aconteceram coisas parecidas em negócios do governo com empresas. A abertura econômica foi estabanada (deveria haver, mas de outra forma).

    Quanto à forma de enfrentar a pandemia. Concordo que o governante deveria agir de forma exemplar, conduzir a nação com bom senso, o que não aconteceu.

  2. Sr Limongi,
    Collor foi um incompetente. ” Com um só tiro eu acabo com a inflação”.
    Congelou as poupanças, traumatizou o país e não resolveu o problema da inflação.
    Tentou se recandidatar em 2018 à Presidência e foi recebido com um desprezo total.

  3. Se o povão é imaturo, despreparado e mais; vai aprender pelo pior meio que é a dor.
    Mas, já é hora de cair na real e perceber que não terá hospital de primeira linha onde mora; não tem helicóptero ou avião para transporta-lo; não tem $ suficiente para comprar os remédios necessários e o Bolsonaro tem tudo isto.
    Quem não usa máscara quantas vezes já fez o teste de covid?!!!
    Eu pessoalmente ainda não fiz nenhum pois não tenho $ para tanto e não quero me expor indo a lugares longe e aglomerados para fazer de graça.
    O “tosco” já não engana ninguém. Pode fazer o que quiser mas será muito difícil a reeleição.

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