Na Previdência, muitas dúvidas ainda sobre capitalização para aposentadorias

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Charge do Bruno Galvão (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

Geralda Doca, em O Globo edição de ontem, revela que ainda provoca dúvidas o regime de capitalização para concessão de aposentadorias quanto aos trabalhadores e servidores regidos pela CLT. Assinala a repórter que a equipe do ministro Paulo Guedes não superou as dúvidas quanto a eficácia do sistema capaz de resolver o problema. Os economistas Fábio Gambiagi e Luis Eduardo Moura numa simulação concluíram que para sustentar a capitalização seria necessário uma contribuição de 32% além da contribuição atual. Isso de um lado.

De outro, a controvérsia em torno do fato de a reforma só abranger os contratados a partir de agora, tendo 20 anos de idade, e aí contribuiria durante 35 anos.

RENDA MAIS ALTA – Gambiagi acha possível uma aliquota que não cause uma impossibilidade concreta. Chegaram os dois economistas a uma conclusão de que apenas poderiam ingressar na capitalização os celetistas com renda mais alta, a fim de possibilitar um desconto em torno de 30%. Com isso, o trabalho de concluir um projeto capaz de ser viável exigirá, portanto, novas etapas para sua elaboração, o que sem dúvida alguma, penso eu, terá que ingressar num sistema que se torne viável e possa ser aprovado pelo Congresso.

A equipe econômica admite a possibilidade da participação de recursos do FGTS entre 4 e 5% para incorporação dos recursos capazes de garantir a própria capitalização de cada trabalhador. Nesse caso, os recursos do FGTS deixariam de se destinar ao financiamento do programa voltado para o financiamento da casa própria. As dúvidas persistem, como se observa.

NADA MUDA – No caso do FGTS ,a destinação de recursos financeiros pAra a conta dos que vão se aposentar depois de aprovado o projeto apenas substitui o objetivo por outro.

E tem que se considerar que a capitalização não poderá incluir os grupos de renda menor. Pois estes não possuem sobra para efetuar o desconto, criando assim um impasse material inevitável.

O fato concreto é que até hoje, depois de muitos estudos, a equipe de Paulo Guedes não conseguiu alcançar um consenso na base da introdução de um sistema previdenciário por outro. Inclusive a ideia dominante e se baseia na hipótese de as empresas empregadoras terem o percentual destinado ao INSS reduzido de 20 para somente 8,5%, o que inviabilizaria definitivamente a Previdência Social.

9 thoughts on “Na Previdência, muitas dúvidas ainda sobre capitalização para aposentadorias

  1. Bom dia leitores(as):

    Senhor Pedro do Couto , como implantar e viabilizar ” o tal regime de capitalização para concessão de aposentadorias ” se o poder aquisitivo da grande maioria dos trabalhadores Brasileiros é baixíssimo , sem contar a altíssima rotatividade no emprego estimulada pelo próprio governo ?
    Obs.:
    O modelo Chileno esta falido , se é esse que se pretende implantar no Brasil .
    O atual modelo universal aplicado no Brasil , queira ou não , é mais justo , pois atende á todos , ricos e pobres , como é público e notório , o que falta é “idoneidade e honestidade” aos gestores do atual sistema , pois infelizmente o Presidente Jair Bolsonaro , colocou a raposa (banqueiro ladrão – ministro Paulo Guedes ) para tomar conta do galinheiro (digo , previdência social ) visando privatizar sua gestão e entrega-la aos banqueiros .
    Por qual cargas d’água o ministro da economia “Paulo Guedes” fugiu e até hoje continua fugindo do ministério público , para não que prestar contas sobre seu envolvimento na roubalheira nos fundos de pensão das estatais e de economia mista , e o presidente Jair Bolsonaro o acoita ?

      • Já comentei isto: Interessante os formuladores das ideias de reforma da Previdência, ligados ao Instituto Millenium (pesquisem), bancos, empresas de capitalização e previdência privada: Paulo Taffner, Helio Zylberstajn, Arminio Fraga (ex-presidente do Banco Central), Abraham Weintraub (segundo de Onyx Lorenzoni na Casa Civil, foi do Banco Votorantim), Fabio Giambiagi, além do cabeça, Paulo Guedes, todos com altos ganhos, alguns especuladores do mercado, para os quais uma previdência oficial é dispensável. Nenhuma entidade ligada aos trabalhadores, aposentados etc.

    • Caro José Carlos, permita, assino mil vezes teu comentário.
      O Governo é o Gestor, a bem da verdade, péssimo, pois, quantos roubos já foram escandalizados. O trabalhador e patrão, abastecem o cofre, e o governo banca quem nunca colocou “um tostão”. Porque não fazem uma”Auditoria externa”???
      Que o Congresso rejeite essa patifaria, o Deficite é falta de caráter do Guedes, indiciado que arrebentou os Fundos de pensão das Estatais, em bilhões, e convocado 4 vezes para depor, não atendeu a nenhuma, Bolsonaro errou feio ao nomeá-lo ministro. Que Deus nos acuda!!!!

  2. Entristece-me o fato de tantas reformas e nenhuma direcionada a bancos, que lucram bilhões. Ninguem vê esse disparate? Ninguem acha que a dívida pública precisa ser auditada? Os bancos não podem lucrar tanto e comprar tantas empresas. Acabam tomando conta do mercado, desvirtuando os papeis de bancos.

  3. Antes de mais nada, parabéns ao Jornalista Pedro do Coutto pela sua incansável disposição de analisar a pretendida “Reforma” da Previdência Social, que uma vez consumada será mais um crime contra os interesses das gerações futuras do Povo Brasileiro.
    Às gerações atuais cabe o dever histórico de não permitir que seja praticado este ato de traição nacional.

    Como falar em “Reforma” da Previdência Social – Regime Geral e Próprio (aqui temos excessos a serem corrigidos: juízes, parlamentares e militares)?
    Sem antes, auditar a Dívida Pública?
    Sem antes, auditar o alegado Déficit da Previdência Social – Regimes Geral e Próprio?

    Porque evitar o Debate dos contraditórios, onde se analisariam os Fatos e argumentos a favor e contra deste hoje apenas alegado déficit da Previdência Social?

    Porque a Imprensa – Tv’s Globo, Band, SBT e Record e os jornais O Globo, Estadão e Folha de S. Paulo – não abrem espaço para a Profª Maria Lúcia Fattorelli expor sua visão das duas questões umbilicalmente vinculadas, a Dívida Pública e o Déficit da Previdência Social – Regimes Geral e Próprio?

    Porque aceitar o Debate, com os axiomas de que o Déficit da Previdência Social é um fato inquestionável?
    Uma verdade dogmática?
    Porque?

    Abaixo, dois textos introdutórios ao conhecimento e reflexão acerca das questões em pauta:

    https://www.auditoriacidada.org.br/wp-content/uploads/2013/10/FAQ-Auditoria-Cidad%C3%A3.pdf

    https://www.auditoriacidada.org.br/wp-content/uploads/2012/04/Numerosdivida.pdf

    Boa Semana ParaTodos!

  4. O Preço da Derrota do Renan e da Vitória do Rodrigo Botafogo Maia

    Aposentadoria será aos 65 anos para homens e mulheres

    O governo vazou, hoje, a informação de que a reforma da previdência exigirá idade mínima de 65 anos para aposentadorias de homens e mulheres.

    *O governo sente-se fortalecido politicamente com as eleições na Câmara e no Senado.*

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