Na reta final, a emoção esquenta a disputa polarizada pelo Planalto

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Haddad ainda está longe de alcançar Bolsonaro

Pedro do Coutto

A reportagem de Thiago Prado, edição de ontem de O Globo, focalizou a manifestação em favor de Jair Bolsonaro, domingo, na Avenida Paulista. As imagens não deixam dúvida sobre a força de sua candidatura. Tenho a impressão de que a decisão do primeiro turno levará Bolsonaro e Haddad para o desfecho final.  As ruas e praças, como sempre dão o eco de uma realidade. Não se pode brigar com os fatos, como diz o velho ditado, aliás expressão jornalística comum em todas as redações.

Será que o debate na Globo dia 4, quinta-feira, poderá alterar as tendências reveladas pelo Ibope e Datafolha? Uma pergunta que só poderá ser respondida a partir da antevéspera do pleito.

INDECISOS – Nas antevésperas das urnas é quando grande parcela de eleitores indecisos poderá decidir seu voto. Mas de qualquer forma a distância dos dois primeiros para Ciro Gomes, em terceiro, é bastante ampla.

Os ataques desfechados por Geraldo Alckmin contra o candidato do PSL não surtiram o efeito esperado pelo seu autor, ao contrário, serviram para acordar indecisos e injetar mais emoção nas etapas derradeiras do voto no dia 7 de outubro.

Bolsonaro havia afirmado que não aceitaria resultado das urnas diferente de sua vitória, mas recuou e disse, como publicou O Globo, que em caso de derrota “não há nada para fazer”. O candidato sentiu portanto o erro enorme da sua primeira declaração sobre a eleição, tema destacado na edição de domingo da Folha de São Paulo, jornal que publicou editorial na primeira página chamando atenção e condenando o lance antidemocrático contido na afirmação infeliz do candidato.

REJEIÇÃO AO LULISMO – Tenho a impressão de que o embate também inclui a rejeição bastante alta em relação ao Lulismo. Dessa forma, pela primeira vez na história, a tendência para as urnas passa pela estrada das restrições aos dois candidatos. Os votos de Bolsonaro dirigem-se contra o PT e a seu principal líder, aliás, condenado e preso.

Por outro lado, as intenções de voto contra os dois candidatos reúnem Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Marina Silva e outros. Talvez esta posição explique uma divisão de forças que acaba, pela pulverização que provoca fortalecendo tanto o próprio Bolsonaro quanto Fernando Haddad.

POLARIZAÇÃO – É preocupante a polarização que se estabeleceu e se revelou no primeiro turno. O voto no dia 7 é inspirado na rejeição tanto a Bolsonaro quanto a Haddad, embora, no fundo, seja uma reação contra a volta do PT ao poder.

Entretanto, para finalizar, os exemplos conduzem à certeza de que ninguém pode exercer o poder através de vias indiretas. Eis um exemplo: Vargas elegeu Eurico Dutra.  A primeira coisa que Dutra fez foi romper com seu grande eleitor.

4 thoughts on “Na reta final, a emoção esquenta a disputa polarizada pelo Planalto

  1. Se o mito não ganhar com certeza terá havido fraude !

    E aí preparem-se os tanques rumarão à Brasília.

    Vai começar a limpeza da Pátria !

  2. A massa quer Bolsonaro presidente. É moral e pedagogicamente, o resultado mais eficiente para o Brasil. A vitória de Haddad seria simplesmente uma derrota moral e pedagogicamente péssimo para um país que gastou tanto esforço pessoal e intelectual para tentar limpar-se do mal que a corrupção no PT causou. Seria um grande susto em um primeiro momento, dando lugar a uma revolta que realmente poderia trazer consequências imprevisíveis. Que haveria consequências, isso é real.

  3. Eu sou contra o Haddad porque o acho incompetente, um esquerdista barato e um capacho do Lula.
    A delação do Pallocci reafirmou o que todos sabíamos: o Lula era o chefe da quadrilha que saqueou o país com o intuito de se enriquecer e permanecer no poder. Em verdade acho que eles deveriam ser punidos como traidores da pátria.

  4. Os votos de Bolsonaro dirigem-se contra o PT e a seu principal líder, aliás, condenado e preso.
    Essa frase diz tudo. Estão vendo só, tucanos indecisos, covardes e trairas. Não enxergaram ou não quiseram enxergar(o que é muito pior) essa verdade latente das aspirações da maioria esmagadora da população desde de 2013, no minimo. Ou o marginal Aecinho teria conseguido 2/3 dos votos em São Paulo no 2º turno, por que? E o João Dória ganhar no 1º turno a eleição(coisa que nunca aconteceu na cidade da São Paulo), por que?
    Era desde sempre claro esse voto ANTI PT, principalmente em São Paulo, nos estados do sul e do centro oeste. Por que Alckmin que tinha tudo para ser o candidato ANTI PT desprezou tanto assim esse sentimento latente da maior parte da população? Na falta de opção melhor, as pessoas optaram por Bolsonaro. Agora é tarde para se lamentar e inclusive há um risco enorme dos tucanos perderem o próprio governo de São Paulo.
    Tudo isso é um castigo mais do que merecido a esse partidinho que merece ir para a lata de lixo da História. Partido de covardes e insensíveis. E ainda tem umas “múmias” desse partido defendendo o voto no PT ainda mesmo no 1º turno. Vão aqui os nomes de algumas dessas múmias:
    – Bresser Pereira(de triste memória)
    – FHC( que sempre teve uma simpatia pelo Lulla-coisa meio patológica.A bem da verdade não declarou voto no PT no 1º turno, mas só no 2º o que dá na mesma, pois já considera Alckmin carta fora do baralho.
    – José Gregori(ventriloquo de FHC) Só fala bobagens.
    – Alberto Goldmann que tem ódio mortal pelo candidato a governador João Dória.( ô partidinho desunido, sô!)

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