Na segunda metade do governo, o que esperar?

Gelio Gregapani

Ao iniciar, o governo Dilma foi recebido com desconfiança. Lula, com grande popularidade, elegeria até um poste. Ela era o poste, do qual os petistas esperavam que obedecesse cegamente ao Lula e protegesse os malfeitos de seus correligionários. Para a “base aliada” que continuasse a distribuir cargos e mensalões, como Lula fazia, e para os mais desamparados e os mais incapazes que continuasse a distribuição das bolsas “tudo” e cestas básicas.

Nós militares receávamos que fosse uma revanchista raivosa que, sem a capacidade de ceder quando a pressão se tornasse demasiada, nos encurralaria a ponto de nos forçar a uma revolta desesperada, mesmo sem o apoio popular, ou seja, fadada a derrota. Parecia ser esta a tática em vigor.

Muito disso não aconteceu. Continuou com a política assistencialista, mas não compactuou com a corrupção como o esperado, e com algumas tímidas punições aos corruptos mais em evidência criou uma imagem de correção que encantou a população, mas assustou os corruptos da base aliada.

Soube contrariar o Lula e o Dirceu em alguns pontos, conquistando simpatizantes da oposição, mas ganhou a inimizade de poderoso grupo dentro do PT. Enquanto, o Lula conquistava os banqueiros garantindo-lhes lucros exorbitantes, Dilma forçou a baixa dos juros. Apesar de tomar atitudes nacionalistas, ofendeu os militares com a maldita Comissão da “Verdade”. Ganhou apoio popular, mas colecionou inimigos.

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INIMIGO PODEROSÍSSIMO

No âmbito mundial, as atitudes nacionalistas da Presidente contrariaram os interesses do estabelecimento financeiro internacional, um inimigo poderosíssimo, que, se antes já atuava contra a autonomia do nosso País, agora desencadeia contra nós uma guerra de morte. O artigo do “The Economist” é uma declaração que a guerra já começou.

Nesta segunda metade do período presidencial, o que podemos esperar? – Certamente tempos difíceis, sabotagens internacionais, oposições internas ferozes, alimentadas pelas corrupções do PT que virão a público, economia declinante quer pela recessão internacional, quer pela inconseqüente política assistencialista herdada, impossível de ser mantida eternamente, mas difícil de desmanchar. E um governo pode resistir até a denÚncias comprovadas de corrupção, desde que a economia corra bem. Com a economia declinante, qualquer escândalo pode virar pretexto.

Podemos esperar um período difícil para o Governo e para o País. Para enfrentar as pressões estrangeiras necessitamos de união, mas união não haverá. Talvez a melhor maneira de romper o impasse seria a presidente se afastar do bando de corruptos que a cerca e agrupar em torno de si os nacionalistas, que são os únicos dispostos a se sacrificar por um ideal, mas para isto teria que dar um basta nos revanchistas da Comissão da “Verdade” e dos Direitos “Humanos”, pois o núcleo organizado dos idealistas se concentra nas Forças Armadas.

Pode ser ainda que aconteça um conflito mundial de grandes proporções, mas aí muda todo o cenário.

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