Na sexta-feira, o Impostômetro mostrará que este ano os brasileiros já pagaram R$ 800 bilhões em tributos, mas os serviços pioram cada vez mais.

Carlos Newton

É um marcador digital que se movimenta com incrível velocidade. Registra com precisão, em tempo real, quanto os brasileiros pagam de impostos aos governos federal, estadual e municipal. Este sexta-feira, por volta das 13 horas, vai ultrapassar a marca dos R$ 800 bilhões.

 A estimativa é do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) e da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). Os especialistas da entidade  salientam que a arrecadação de impostos no Brasil “vem em um crescendo, com as marcas alcançadas com antecedência cada vez maior em relação aos anos anteriores”.

Em 2010, esta marca de R$ 800 bilhões foi registrada no dia 22 de agosto. Em 2009, no dia 8 de outubro e, em 2008, no dia 7 de outubro. Ou seja, a cada ano, a voracidade fiscal aumenta, de forma impressionante.

Segundo estudos do IBPT, a previsão do instituto é de que a arrecadação em 2011 chegue a R$ 1,4 trilhão, cerca de R$ 200 bilhões a mais do que no ano passado.

“Em tudo o que fazemos, desde o momento em que acordamos, estamos pagando impostos. O sistema tributário brasileiro está excessivamente moldado para tributar o consumo. Nos países desenvolvidos, ocorre o inverso, tributa-se menos o consumo e mais a renda e o patrimônio’, afirma, Gilberto Luiz do Amaral, gerente de estudos do IBPT, mostrando a injustiça social praticada no Brasil.

Se os impostos fossem utilizados para melhorar a qualidade de vida da população, tudo bem. Mas na verdade os serviços públicos básicos estão em processo de franca decadência, e grande parte da arrecadação acaba desviada pela corrupção que grassa na administração pública, em seus três níveis – federal, estadual e municipal. Esta é a realidade brasileira, não há a menor dúvida.

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