Na sucessão presidencial, candidato que está forte não pede apoio, aceita apoios

Charge do Amarildo (agazeta.com.br)

Pedro do Coutto

A frase que está no título deste artigo é de Juscelino Kubitschek, dita a mim em 1963 para o Correio da Manhã no início de sua campanha para eleição de 1965 (eleição que não houve), definindo o clima de campanhas eleitorais e de disputas políticas. Ontem, no O Globo, Guilherme Caetano publicou uma reportagem revelando que Jair Bolsonaro e Sergio Moro iniciaram roteiros em busca de apoios de governadores.

Moro busca contar com os governadores de Minas Gerais e Paraná. Bolsonaro espera reunir um número expressivo de governadores estaduais, a maioria contando com o fato de ser presidente da República e possuir a caneta mágica. Nenhuma das duas atitudes significam base política eleitoral sólida.

CAMINHO NATURAL – Pelo contrário, representam uma realidade: que dependem do apoio de outros e invertem a equação que acentua a força dos candidatos. Eles não lutam por apoio, eles aceitam apoios, como JK afirmou, pois no momento que candidaturas se firmam, apoios políticos surgem em série. É natural.

O ser humano é assim e política, também definia JK, no fundo é esperança da população, do eleitorado, de melhoria de vida, de poder mudar de posição na sociedade. Buscar apoios, digo, representa um sinal de fraqueza, significa que para decolar é preciso o apoio dos outros.

O candidato que é forte, definia Juscelino, ouve gritar o seu nome em várias esquinas. O ex-presidente que não retornou em 1965 e fez o Brasil dar um salto econômico, conhecia bem a alma do povo e os impulsos que mobilizavam o eleitor. Com Bolsonaro e  Moro verifica-se o contrário, estão fracos.

VACINAÇÃO SEGURA –  A secretária de Logística do Ministério da Saúde, Rosana Leite de Melo, matéria de Vinicius Sassine, Folha de S. Paulo, afirma que a vacina para crianças de 5 a 11 anos é absolutamente segura e destaca que o imunizante é um instrumento de proteção e que causa defesa contra o coronavírus e suas variantes.

Rosana Leite de Melo contraria o questionamento de Marcelo Queiroga sobre a segurança da vacina. Queiroga, por sua vez, de forma insensata, repete o presidente da República. A secretária diz também que antes de recomendar a vacinação das crianças contra a Covid-19 os cientistas realizaram testes clínicos com milhares de crianças e nenhuma preocupação séria foi identificada.

EM DEFESA DA ANVISA – Defendeu também a posição da Anvisa que aprovou a vacina e, dessa forma, contrariou também o estranho plebiscito, revestido de audiência pública, que o ministro da Saúde está realizando no site da pasta que dirige.

Rosana acrescentou: “Tenho uma filha de 11 anos e vou vaciná-la. Não estão acontecendo reações contrárias em crianças que justifique considerar a vacina algo emergencial. E tem outros interesses contra isso tudo. Essa desconfiança não está confirmada pela realidade”.

2 thoughts on “Na sucessão presidencial, candidato que está forte não pede apoio, aceita apoios

  1. JK estava certíssimo.
    Em 2018 todos queriam uma foto com Bolsonaro! Moro era um Super Juiz. Lula estava preso!
    O PSL decolou como um foguete rumo ao infinito! Agora vai!
    Decorridos 3 anos, quantas decepções? Nada, mas nada mesmo era o que parecia. Milhões se deixaram enganar mais uma vez pelo novo Collor reconfigurado!
    Voltemos a realidade.

  2. “A secretária diz também que antes de recomendar a vacinação das crianças contra a Covid-19 os cientistas realizaram testes clínicos com milhares de crianças e nenhuma preocupação séria foi identificada.”

    Para justificar o uso de milhões de crianças como cobaias de um experimento macabro e totalmente desnecessário, já que o percentual de fatalidades por covid19 nessa faixa etária é baixíssimo, a Secretária mente descaradamente para engabelar a população.

    Explico: segundo a própria ANVISA, a aprovação da vacina para as criancinhas baseou-se num estudo ÚNICO da Pfizer, realizado em cobaias dos EUA, Finlândia, Polônia e Espanha. A Pfizer NÃO testou a sua droga genética em crianças brasileiras; repito nenhuma criança brasileira tomou a vacina da Pfizer. A Secretária, não se sabe or quais motivos, rendeu-se ao lobby das big-pharmas e está mentindo para enganar a população. Deveria ser defenestrada do seu cargo.

    Outro detalhe: desde quando testes clínicos servem como evidência da segurança de uso massivo de uma droga experimental, cujo estudo ÚNICO sequer foi concluído? Lembro que milhares de relatos de observações clínicas positivas, conduzida por cientistas da área médica, sobre o uso off-label da Ivermectina contra a Covid19, foram totalmente desprezados pelo MS.

    Os deputados da base do governo deveriam convocar o Gerente de Medicamentos da ANVISA para que ele explique ao povo as mentiras usadas para liberar a droga experimental e o crime que ele cometeu ao incluir, indevidamente, a eficácia da vacina da Pfizer contra doenças SRAG, algo que nem mesmo o fabricante ousou fazer em seu estudo ÚNICO. A Secretária mentirosa, lobista do experimento da Pfizer, também deveria ser convocada para explicar a mentira desses estudos clínicos e a questão da segurança por conta do efeito adverso de MIOCARDITE E PERICARDITE, reconhecido pelo fabricante da droga experimental.

    Pergunta ao autor do artigo, Sr Pedro do Coutto: qual o percentual de crianças de 5 a 11 anos vitimadas fatalmente pela Covid19? O Sr leu atentamente o documento PPAM, da ANVISA, na parte dos efeitos adversos?

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