Na vida real, o jornalista Marcelo Rezende era muito alegre e vivia rindo

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Marcelo, ao vivo e a cores, era a felicidade em pessoa

Carlos Newton

Mais um amigo que se vai. Desta vez, o jornalista Marcelo Rezende, que vinha lutando contra um cncer no pncreas nos ltimos meses. Como apresentador de TV, a partir do programa Linha Direta, da Globo, ao fim da dcada de 1990, Marcelo exibia uma postura rgida no combate ao crime e corrupo, era um defensor do interesse pblico. Se quisesse, com facilidade poderia ter entrado na poltica, seu trabalho no jornalismo o credenciava para a funo, por estar sempre envolvido nas causas populares.

Na vida real, ele era muito diferente. Sempre alegre, fazendo piadas, suas gargalhadas enchiam a Redao de O Globo, onde nos conhecemos. Era reprter esportivo, apaixonado por futebol, comeou a trabalhar no Jornal dos Sports, nada indicava que fosse se tornar apresentador de programas populares na TV.

SUCESSO NA TV Quem levou o jovem Marcelo Rezende para O Globo foi o jornalista Merival Jlio Lopes, que era seu parente. Em 1987, ele saiu do jornal e foi trabalhar na TV Globo, tambm como reprter esportivo.

Em 1995, nosso amigo Evandro Carlos de Andrade, diretor de Redao de O Globo, foi dirigir a Central Globo deJornalismo na TV. Ele j conhecia Marcelo Rezende da poca do jornal. Evandro tinha grande percepo e olho clnico, era um descobridor de talentos. Foi ele quem percebeu o potencial de Marcelo Rezende e o transformou naquele apresentador srio e destemido, que nada tinha a ver com a alegria que ele transmitia na vida pessoal. Fez um sucesso extraordinrio e se transformou num dos profissionais mais famosos da TV brasileira.

Ficamos muito amigos na redao de O Globo. Depois, nos tornamos tambm vizinhos e passvamos os fins de semana juntos, na belssima Praia das Amendoeiras, em Maric. Bons tempos. Marcelo sempre foi a animao em pessoa e vai nos fazer muita falta.

3 thoughts on “Na vida real, o jornalista Marcelo Rezende era muito alegre e vivia rindo

  1. Sempre que um se “encanta”, como diria Guimares Rosa (a gente no morre, fica encantado), me vem o texto de John Donne

    “Nenhum homem uma ilha isolada; cada homem uma partcula do continente, uma parte da terra; se um torro arrastado para o mar, a Europa fica diminuda, como se fosse um promontrio, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua prpria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gnero humano. E por isso no perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.” John Donne quis dizer que a morte de algum deixa a humanidade menor, porque quem partiu fazia parte dela.
    Ernest Hemingway usou o titulo Por quem os sinos dobram de J Donne como titulo de um dos seus livros.

  2. Cara muito inteligente, um excelente gancho para humoristas. So simplesmente impagveis os quadros do Porpetonne imitando ele no Praa Nossa.
    Vai fazer muita falta. Deus o tenha!

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