Na visão do PSDB, a corrupção do governo é assunto sem relevância

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Charge do Jota A (O Dia/PI)

Pedro do Coutto

Acho que o título do artigo sintetiza a decisão que o PSDB tomou na noite desta segunda-feira, de não deixar o governo Michel Temer e, portanto, manter os titulares da legenda que ocupam quatro Ministérios atualmente. O Partido – reportagem de Maria Lima, O Globo – alegou compromisso com as reformas que se encontram em tramitação no Congresso – no caso, as Reformas Trabalhista e Previdenciária. Mas a verdade é outra. O PSDB permanece na base que sustenta o equilíbrio de Temer no Planalto porque fez um compromisso com o PMDB: votar pela absolvição do senador Aécio Neves para depois assegurar o apoio do PMDB ao candidato que o PSDB vier a escolher para a sucessão presidencial de 2018.

Na primeira fila da cogitação relativa a 2018, encontra-se o governador Geraldo Alckmin, que aliás foi peça decisiva no sentido de que os tucanos não rompessem com a administração do país. Quer dizer, não rompessem nos dias atuais,  porque o futuro é incerto e a dinâmica da política pode levar o partido a mudar de rumo a qualquer instante.

SÓ PROMESSA – Apoio ao candidato do PSDB em 2018 representa apenas uma promessa que se vai com o vento e com a realidade que se impuser no país no próximo ano. Mas promessa é sempre algo animador, não importando quaisquer empecilhos.

Entretanto, episódios novos estão para surgir, sem dúvida alguma. A Rede de Marina Silva recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão do TSE. O recurso é importante, sobretudo porque abriu uma divergência no STF, colocando em lados opostos Gilmar Mendes e Luiz Fux.

O ministro Fux, matéria de Juliana Arreguy e Cristiane Jungblut, em O Globo, afirmou que o TSE usou um artifício para absolver a chapa Dilma-Michel Temer. E acrescentou que, se a ação chegar ao Plenário do STF, seu voto será pela cassação do mandato do presidente da República. Para ele, a exclusão das delações da Odebrecht, de João Santana e Mônica Moura foi um erro.

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REFORMA FORTALECE A PREVIDÊNCIA PRIVADA

Em entrevista ao Valor desta terça-feira, o presidente da entidade que congrega os Fundos Privados de Previdência Complementar anunciou um grande avanço na captação de recursos, ao longo do debate que se trava no Congresso Nacional em torno da reforma previdenciária com recursos estatais. É o caso da Previdência privada de modo geral, uma vez que o projeto que o presidente Michel Temer elaborou muda as condições básicas para aposentadoria.

Defensor da reforma, o presidente da Bradesco Vida, Jorge Pohlman Nasser, destaca que a reforma abriu uma janela de oportunidades para o setor privado.

A questão é muito simples: temendo perda dos valores da aposentadoria, grande parte dos servidores das estatais e do serviço público tem partido para buscar opção na previdência privada.

 

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