Na visão poética de Efigênia Coutinho. a felicidade pode ser um dom

Efigênia Coutinho acredita em amor à primeira vista

Paulo Peres
Poemas & Canções

A artista plástica e poeta Efigênia Coutinho, nascida em Petrópolis (RJ), afirma que “Felicidade é Dom” e trabalha poeticamente essa tese.

FELICIDADE É DOM
Efigênia Coutinho

O amor em que eu acredito,
É sentido apenas num olhar,
Traz o azul da cor do mar…
Por teu olhar seja bendito.

Pois a felicidade é um dom,
Que dois seres une pra vida
Que traz na essência vivida
Os acordes de doce som.

Marejo os olhos de emoção,
Constatando tal realidade.
Então diante desta festividade,
Entrego-te todo meu coração.

Para que juntos sonhamos,
As ordens do Deus Cupido,
Selando o desejo cumprido
Dos sonhos que almejamos!

3 thoughts on “Na visão poética de Efigênia Coutinho. a felicidade pode ser um dom

  1. Felicidade, onde andas agora?
    Te espero aflito por horas
    Mas continuas sempre ausente.
    Assim começa o poeta a poetar,
    A realidade distorcer e arrumar.

    Felicidade é apenas ilusão da mente,
    diz com certitude um outro descontente,
    E assim a rima os leva a compor quimeras…
    Mas será que a felicidade existe deveras?

    Ainda faltam 2 versos para o soneto completar…
    Fico até aflito para mais um encontrar
    Ah, sabe de uma coisa: vou por aqui ficar.

    • Gostei, Sapo de Toga! Acredito que o simples fato do humano saber que ele
      é irremediavelmente, mortal; já não tem motivos para se sentir feliz. O menos mau, é que aqui podemos recorrer ao ópio e a vaselina: festa, filosofia, religiosidade, namoro, transa, bovarismo e discontrações diversas. Mas quando a gente acorda do doping, dá-se conta de que aquilo era apenas uma esquiva, a fim de não ficar de cara com a dura realidade.
      Porra, um dente que fura ou que é sacado traz consigo uma dor do diabo! Você planeja algo: para a sua execução ser exitosa depende de centenas de covergências e coincidências, cada uma destas, por seu turno, estão condicionadas a outras centenas de pré-eventos.
      Ei, mas não vai espalhar, hein! Para os covardes e nefelibatas, senso de realidade significa péssimismo e até derrotismo.
      -Aí resisde o lado bom da vida: remar contra a maré, para ganhar não somente músculos, mas também malícias, para lidar com os tubarões.
      Doutro modo, muitas vezes, ser feliz ou infeliz depende da capacidade de fingir de cada um. Então deixe cada qual monte o seu próprio teatro. Estou aqui para aplaudir!

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