Nada como uma carta do Drummond

Rubem Braga dizia que a poesia é necessária. Nossos amigos Carlos Cazé e Paulo Peres nos mostram que Drummond é ainda mais necessário. E publicamos também um poema de Elvandro Burity em homenagem à Marinha.

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CARTA

Carlos Drummond de Andrade

Há muito tempo, sim, não te escrevo.
Ficaram velhas todas as notícias.
Eu mesmo envelheci: olha em relevo
estes sinais em mim, não das carícias
(tão leves) que fazias no meu rosto:
são golpes, são espinhos, são lembranças
da vida a teu menino, que a sol-posto
perde a sabedoria das crianças.

A falta que me fazes não é tanto
à hora de dormir, quando dizias
“Deus te abençoe”, e a noite abria em sonho.

É quando, ao despertar, revejo a um canto
a noite acumulada de meus dias,
e sinto que estou vivo, e que não sonho.

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HOMENS DO MAR

Elvandro Burity

Avante marujo!
Com orgulho e altivez
A Esquadra vos espera
Para o bem servir à Pátria.

Pelos mares da vida
Não importa a tormenta
Naveguem…
Com honra, força, coragem e empenho.

Brasil! Teu povo é forte
Como é grande a tua terra!
Glórias aos homens que elevam a Pátria!
Glórias aos homens do Mar.

 

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