Não basta um grande amor para fazer poemas, diz Affonso Romano de Sant’Anna

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Poemas & Canções

O jornalista e poeta mineiro Affonso Romano de Sant’Anna, no poema “Arte Final”, explica que não é somente um imenso amor que nos leva a poetizar.

ARTE FINAL
Affonso Romano de Sant’Anna

Não basta um grande amor
para fazer poemas.
E o amor dos artistas, não se enganem,
não é mais belo
que o amor da gente.
O grande amante é aquele que silente
se aplica a escrever com o corpo
o que seu corpo deseja e sente.
Uma coisa é a letra,
e outra o ato,
quem toma uma por outra
confunde e mente.

2 thoughts on “Não basta um grande amor para fazer poemas, diz Affonso Romano de Sant’Anna

  1. 1) Poesia pertinente… sucesso nos anos 1950…

    2) Porteiro suba e diga
    José Ribeiro

    Porteiro suba e diga a aquela ingrata
    Que aqui a espero
    Não sairei
    Até lhe ter lançado em pleno rosto
    O meu desgosto
    E a vergonha que passei
    Não tema, não estou embriagado
    Venho controlado, só pra saber
    Se é fato que ela troca os meus abraços
    Com os palhaços que vem ao cabaré
    E diga a esses trouxas
    Que bebem e comem
    Que aqui tem um homem
    Disposto ao que for
    Mas diga pra ela
    Que a espero tremendo
    Sofrendo e gemendo, morrendo de amor
    Dois anos são passados desde quando
    Ela chorando
    Me apareceu
    Dois anos eu lutei para salva-la
    Para tirá-la
    Da miséria em que viveu
    E tudo para que se me enganava?
    Me atraiçoava, fingindo amar
    Porteiro suba e diga a aquela ingrata
    Que aqui espero o cabaré fechar.

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