Não devemos atribuir poderes mágicos à manipulação eleitoral de “fake news”

Resultado de imagem para FAKE NEWS CHARGESHélio Schwartsman
O Globo

Longe de mim sugerir que as fake news não são um problema, mas me parece que estão superestimando o tamanho da encrenca. Para início de conversa, fake news é só um nome novo para um contratempo antigo: a falsidade. E, das pintas da onça ao camaleão que muda de cor para enganar predadores, o logro está inscrito na própria natureza. Antecede o ser humano em centenas de milhões de anos.

Mentiras, rumores e boatos sempre assombraram eleições. A novidade agora é que, com as redes sociais, eles circulam com muito mais rapidez e atingem muito mais gente. Em algumas circunstâncias, em especial quando a disputa é apertada e a corrente de desinformação surge nos últimos instantes, fake news podem definir o resultado do pleito. Não devemos, porém, atribuir poderes mágicos à manipulação eleitoral.

CONTRA A VONTADE? – Ninguém ainda inventou uma técnica de marketing político que faça com que petistas votem contra a vontade em Bolsonaro ou que direitistas convictos se encantem com o candidato do PT. É quase zero a probabilidade de um militante petista deixar de apoiar Haddad porque leu em algum canto que o ex-prefeito seria a favor do incesto.

O que esse tipo de informação fraudulenta costuma fazer é turbinar o ânimo do sujeito que já era antipetista, radicalizando-o mais. As fake news falam muito sobre o nível ético de quem as utiliza, mas não creio que estejam deturpando a vontade popular.

SEM SOLUÇÃO – Sou um pouco cético quanto à possibilidade de encontrarmos soluções tecnológicas para resolver esse problema. Ninguém ainda desenvolveu o algoritmo da verdade. Mudanças nas leis e nas regras das redes podem até melhorar momentaneamente as coisas, mas, como na biologia, acabam desencadeando uma espécie de corrida armamentista, na qual fraudadores e reguladores correm para não sair do lugar.

Nossa melhor esperança acaba sendo que, com o tempo, as pessoas aprendam a desconfiar mais do que encontram nas redes sociais.

17 thoughts on “Não devemos atribuir poderes mágicos à manipulação eleitoral de “fake news”

  1. Os estadunidenses Walid Phares e o deputado republicano Dana Rohrabacher são experientes o suficiente para saberem do que estão falando. O interesse dos governos iraniano, venezuelano e do grupo terrorista hezbollah nas eleições brasileiras é real. Todo cuidado é pouco contra essa organização criminosa que tomou conta do país.

    • O que me surpreendeu é que recebo uma lista da FSP, mas só vieram artigos contra o Bolsonaro. Este não veio. Concordo plenamente com o que ele escreve. E vou além. O Haddad já se considera derrotado e precisa arrumar uma desculpa para justificar a derrota, para consumo interno.

  2. A imprensa manipula, e fica por isto mesmo!
    A mentira é a maior presente nas redes sociais, em todos os temas. Muitos acreditam, repassam. Outros jogam no lixo boa parte do recebem.

    Pergunto: por que a “fake news” é o que é? Por que existe uma enorme falta de conhecimento e de cultura da maioria do povo brasileiro.

    Da forma como a campanha foi feita, poucos
    serão os votos trocados de hoje até o dia das eleições. Quem escolheu Haddad é petista ou quer ser. Já quem votará em Bolsonaro é anti-petista e quer mudanças! Os primeiros são “da religião” vermelha. Por mais que Haddad minta ou diga a verdade, votarão nele. E quem votará em Bolsonaro está rindo com a força que faz Haddad para realizar um debate.
    Vendo as propagandas Haddadizianas nota-se que ele usa mais tempo para atacar o “inimigo” do que vender seu peixe. Ninguém compra peixe podre a não ser quem gosta de comer peixe podre!

    De repente, comecei a pensar que Haddad ao atacar Bolsonaro da maneira que vem fazendo – se metendo até na saúde ou falta dela do inimigo, pode estar fazendo também fake news”?

    Considerando que boa parte do eleitorado lê, ouve e vê e não entende nada, pouco está sendo produzido pelas mensagens.

    No fundo, bem no fundo, o PT já se sente morto, começa a feder mas ainda tenta ganhar algumas flores e mensagens de condolências.

    Domingo que vem, dia 28 de outubro, encerra-se mais uma página trágica na história de nosso país.

    Espero que na nossa também!

    Fallavena
    Fallavena

  3. “TENDO EM VISTA QUE O ARREGÃO, VERDE E AMARELO, FUGIU DO DEBATE ENTRE PRESIDENCIÁVEIS, e nem mandou o bonecão do posto amarelo para representá-lo, como havia prometido à revista Piauí, então é justo concluir que o adversário do fujão venceu o debate por WO. FOSSE NAS ELEIÇÕES NORTE-AMERICANAS UMA FUGA DESSA, VERGONHOSA, O FUJÃO ESTARIA ACABADO. Os norte-americanos não suportam político arregão, fujão. Nem Hillary Clinton, que tinha telhado de vidro, não fugiu do debate com o grosseirão Donald Trump. Perdeu, mas não fugiu do debate. O fato é que Bolsonaro, com o que está por detrás dele, é o último cartucho do pombal verde e amarelo que roubou na mão grande o mandato da primeira mulher presidente do Brasil, conquistado nas urnas, e colocou em seu lugar uma enorme quadrilha de ricos delinquentes acossados pela Polícia Federal. Delinquentes que, aliás, não tem mais onde se esconder a partir de janeiro de 2019 senão atrás de forças armadas que tb tem as mãos suja$ e muita culpa no cartório da história do Brasil. https://piaui.folha.uol.com.br/herald/2018/06/07/sabatina-bolsonaro-vai-mandar-bone

  4. Existe algo mais fake que o Haddad e o PT colocarem as cores do Brasil e retirarem o nome do presidiário de sua propaganda? E a Manuzinha orando ao senhor em uma igreja? Existe escárnio maior?

  5. “PELO ANDAR DA CARRUAGEM, VEM AI MAIS UM 171 ELEITORAL, NAS URNAS OU NO PAU. Comigo não violão, vai que é sua Mané. Tô fora. Os robôs robotizaram quase tudo. “Tá dominado, tá tudo dominado…”, é a bola cantada por Tigrão na década de 90. É a política invadida pelo charlatanismo, o militarismo e o crentísmo robotizados. Os quais perfazem as colunas mestras que estão dando sustentação ao bolsonarianismo robotizado, com o crentísmo sob visível lavagem cerebral feita por pseudos pastores, falsos profetas, metidos na politicalha partidária-eleitoral inescrupulosa, sórdida, nojenta, asquerosa, até o pescoço, com as suas igrejas chafurdadas no mar de lama do $istema político podre, corrompido, à moda anti-cristo, protagonizando uma espécie de cruzada religiosa no campo da política, que põe em risco até mesmo o estado laico, com quase todas as igrejas evangélicas de todos os municípios do Brasil transformadas em QG do Bolsonarianismo com quase todos os seus fiéis transformados em eleitores e cabos eleitorais do candidato do PSL, fato eleitoral esse, atípico, que por si só já desequilibra a disputa, desvirtua o processo eleitoral e gera insegurança total no pleito, e deveria ser motivo mais do que suficiente para anular as eleições, inviáveis sob o clima que ai está propício a barbaridades inomináveis. https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/10/20/sob-controle-4

  6. Todo o texto acima encaixa na história do PT como protagonista desde a sua criação em 1980. Pratica tudo o que fala dos outros. É o roto que aponta o dedo ao esfarrapado.
    Se especializou em falar do mesmo com palavras diferentes.
    Francamnte.

    • O fato é que as pessoas lúcidas e antenadas, que sabem das coisas, não acreditam mais em “raça” nenhuma, de lado nenhum, principalmente “raça” oriunda do covil de vigaristas sediado em Brasília.

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