“Não entrei no Governo para servir a um mestre, mas ao país”, diz Moro à revista norte-americana Time

“Não era minha intenção prejudicar o governo”, afirma Moro sobre acusação

Deu no Correio Braziliense

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro negou, em entrevista publicada nesta quinta-feira, dia 21, pela revista Time, que tivesse a intenção de prejudicar o governo de Jair Bolsonaro quando deu a entrevista coletiva na qual justificou seu pedido de demissão.

“Não era minha intenção prejudicar o governo. Mas eu não me sentiria confortável com minha consciência se não explicasse por que eu estava saindo”, afirmou Moro à publicação norte-americana.

INTERFERÊNCIA NA PF – Ao sair, Moro acusou Bolsonaro de tentar interferir politicamente na Polícia Federal, abrindo uma grande crise no governo e tornando o presidente alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-juiz da Operação Lava-Jato disse ainda que não entrou no governo “para servir a um mestre”. “Entrei para servir ao país, à lei”, disse. A frase foi postada por Moro no twitter ao compartilhar o link para a entrevista.

DESCONFORTÁVEL – As acusações são alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), cuja relatoria está com o ministro Celso de Mello. Na entrevista, Moro é questionado sobre a gestão do governo federal diante da pandemia do novo coronavírus, que já é o terceiro país com mais casos da Covid-19, e afirmou que se sentia “desconfortável” em fazer parte de um governo que não leva o vírus à sério. “Mas meu foco está no estado de direito”, disse à publicação.

A revista relembra os anos de Moro à frente dos julgamentos da Operação Lava Jato como juiz federal da 13ª Vara de Curitiba, no Paraná, e a condenação proferida por ele ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2017.

“DIFÍCIL AVALIAR” – Ao ser questionado sobre a noção de corrupção do atual governo, Moro responde que “é difícil avaliar” e que o desejo da população brasileira em manter a democracia “continua, apesar das circunstâncias do momento”.

“O Brasil é uma democracia firme. Suas instituições às vezes sofrem alguns ataques, mas estão funcionando. E há uma percepção crescente na opinião pública de que precisamos fortalecer os pilares da nossa democracia, incluindo o Estado de Direito. Esses desejos continuam, apesar das circunstâncias do momento”, disse.

RAMAGEM – Ao detalhar os motivos de sua saída, Moro afirmou que Bolsonaro queria nomear Alexandre Ramagem para a diretoria-geral da PF sem motivos; a alegação levou o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, a suspender a nomeação de Ramagem.

O ministro Celso de Mello deve decidir pela publicidade total ou parcial do vídeo de uma reunião interministerial realizada no dia 22 de abril, que tem sido apontada pelo ex-ministro como uma das principais provas da tentativa de interferência na PF, até esta sexta-feira.

17 thoughts on ““Não entrei no Governo para servir a um mestre, mas ao país”, diz Moro à revista norte-americana Time

  1. Moro é show, e fala o que basta ao leitor.
    Homem inteligente, estudioso, calmo e destemido por isso não poderia se sujeitar a um presidente que não tem nenhuma dessas qualidades.
    Se quiser, vai ser nosso presidente com todas as honras que o povo brasilero lhe dará.
    Vai que é tua , Moro!

    • Não será Presidente, por falta de estrutura partidária. Mesmo que tenha um PRN para dizer que é seu.
      Não tem jogo de cintura para o embate político, o toma lá dá cá das alianças partidárias. Isso ocorreu também no período militar, que tinha um Partido para dizer que e seu, a Arena- Aliança Renovadora Nacional. Era o Partido do Sim. O MDB era o Partido do Sim Senhor.

      • Roberto Nascimento … bom dia, senhor!

        Está indo de fake???

        Realmente, o MDB não pegou em armas, nem tampouco torturou ou sumiu com alguém, como a Comissão da Meia Verdade concluiu.

        É por essa afirmação odiosa do senhor que defendo a reabertura da Comissão da Verdade … para que a Nação não continue a ficar sem saber o que o MDB dos históricos, como sou um dos remanescentes, lutou para a Redemocratização.

        Conta outra, amigo.

        Sds.

        • Lionço, meu caro, claro que a importância do MDB foi crucial para a retomada da vida democrática, principalmenta ala Autêntica, cujo o expoente foi bom deputado Alencar Furtado e presidido pelo excelentíssimo Dr. Ulisses Guimarães. Mas, o MDB era uma frente com vários matizes ideológicos. Me referia a essa ala conservadora do Rio de Janeiro, que sempre votava com a Arena.
          Não suporto fake, escrevo de memória, sem consultar o Google, portanto, fake, não. Posso errar, não ter a concordância dos colegas, mas, não posto texto alheio.

  2. O ex ministro Sergio Moro, mostra nesta entrevista, o quanto é ingênuo e desconhecedor das mumunhas políticas. Acostumado com as maneiras do judiciário, onde nada é negociado(ou pelo menos deveria ser assim), tudo é imposto, entrou na política, onde nada é imposto, tudo é negociado, logo descobriu que estava “ceifando em seara alheia”, e não teve alternativa a não ser “pedir o boné”. Para tentar ser alguém na política, vai ter que aprender muito e mudar de atitudes. Bom mocismo na política brasileira, não dá “carreira”, vai ser enganado até pelo eleitor.
    Vai ter que fazer concurso novamente para o judiciário e voltar a ser juiz, sua verdadeira vocação.

  3. Leonel Brizola dizia que a política ama a traição mas abomina os traidores. O ex ministro vai perceber na prática quando assumir sua intenção eleitoral.
    Moro o traidor da Pátria agora segue pelo mundo fazendo o mesmo papel podre de Lula e Dilma, de ficar difamando o Brasil no exterior.
    Moro foi desleal, ponto final.

  4. Não entendo nada de política , mas de traição eu entendo ,

    Como Judas Iscariotes, que queria reinar na terra , não entendeu nada do que Jesus ensinava..

    Moro agiu exatamente como Judas , não entendeu , mesmo Bolsonaro sendo grosso , boçal , não se corrompeu , estamos vivendo meses de governo central sem nenhum caso de corrupção ..

    Se Moro não estava para ajudar , deveria dizer na cara dura com Bolsonaro , mesmo se tivesse que ir as via de fatos pra provar que não era traíra , e sim Bolsonaro ..
    Mas não, armou um circo e virou palhaço !!

    • “Delegado diz que foi sondado por Ramagem em 2019 sobre assumir PF do Rio de Janeiro.
      Chefe da PF-AM, Alexandre Saraiva prestou depoimento em inquérito que apura se Bolsonaro interferiu na corporação.” (G1 – 13/05/2020)

      Ou seja, bagaçado, quem é traidor o Moro ou o “mito”?

      Desde 2019 ele já tramava contra o Moro e Valeixo mandando seu animal de estimação, Ramagem, convidar o Chefe da PF-AM para assumir a PF-RJ.

      Diz se isso é ou não é papel de traidor!

  5. E pensar que este “triste Dr Moro” era o estandarte entusiasticamente alardeado na campanha por os ferozes críticos de hoje. Até que lembra a passagem de Cristo entre o Domingo de Ramos e a Sexta da Crucificação.

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