Não era, Dunga?

Jamais saberá porque resistiu 16 anos, de 1994 a 2010. Não conseguirá entender, a não ser vendo, lendo e ouvindo órgãos da Organização Globo. Já começaram desde hoje a bater duro no treinador.

Mas não há dúvida de que desde a convocação, passando pela escalação e pela não substituição em plena derrota, Dunga contribuiu, colaborou e completou a tragédia que atinge milhões de brasileiros.

Unanimidade “total”, como diria Ricardo Teixeira: o Brasil inteiro se manifestou protestando quando Dunga deixou aqui, uma porção de jogadores praticamente indispensáveis. Justificativa de Dunga: “Não quero jogadores que vivam à noite”. Perdeu de dia, nenhum jogo era à noite.

Dunga confunde liderança com cativeiro, ninguém podia contestar coisa alguma, tinham que aceitar. E na derrota, chorar, embora eu não tenha nada contra o choro.

Na televisão de sexta, depois da derrota, a Organização ainda não tinha orientação. Começou hoje, sábado, com o jornal. Toda a Primeira dedicada a Dunga, com manchete, jornalisticamente nota 10.

Depois, a Primeira do Caderno de Esportes, quase inteiramente em branco, com uma pequena foto de uma matéria sobre o treinador numa lata de lixo, como se dissessem: “Dunga não existe mais, acabou”.

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PS – Mas o treinador ainda vai durar muito como matéria, para toda a Organização. Como desperdiçar um assunto tão vasto, que ficará amargando a vida de milhões de brasileiros?

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