Não foram 4, foram 40.

Carlos Chagas

Quatro deputados viram-se condenados pelo Supremo Tribunal Federal como réus do mensalão. Vem agora o Procurador Geral da República e confessa que o escândalo foi muito maior, apenas faltando provas para o indiciamento e a condenação de outros. Segredo não havia a esse respeito, bastando verificar que 350 milhões de reais manipulados pelos compradores de votos jamais poderiam ir parar no bolso de apenas quatro deputados.

No mínimo 40 receberam mesada. Com certeza seus nomes constaram de denúncias, referidos no correr do processo, ainda que tenham escapado. Qualquer dia a lista acabará conhecida. Servirá, senão para mandar esses novos mensaleiros para a cadeia, ao menos para identificá-los e saber quantos ainda continuam deputados. Uma preliminar para as eleições de 2014.

Com relação ao julgamento, há quem preveja surpresas próximas. Cabe ao relator Joaquim Barbosa redigir o acórdão, em seu conteúdo maior, ainda que cada um dos demais ministros deva acrescentar seu texto, referente a seus votos.

A surpresa pode estar na rapidez com que o também presidente do Supremo desincumbe-se de suas tarefas. Senão em fevereiro, quem sabe em março o acórdão estará pronto? Os advogados dos réus terão prazo restrito para apresentar embargos ao plenário da mais alta corte nacional de Justiça. Depois de julgados os recursos, estará o processo definitivamente concluído, para publicação. As sentenças terão, assim, transitado em julgado.

Traduzindo essas previsões: em março os condenados poderão estar presos. Ficará a dúvida sobre a sorte dos quarenta que escaparam.

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