Não há alternativa e o Brasil precisa seguir buscando a industrialização

Resultado de imagem para industrialização chargesFlávio José Bortolotto

Os economistas e principalmente os estadistas sabem que só a industrialização gera grande padrão de vida para a maioria do povo, criando uma grande classe média sustentadora de consumo de massa. O Liberalismo puro, tipo “laissez-faire” defendido pelo economista Paulo Guedes, não o sistema intervencionista ao qual me filio, desenvolveu a industrialização na Inglaterra e a partir dali ninguém mais se industrializou sem protecionismo e uso inteligente do Estado, como explicado no excelente livro do economista alemão/americano Friedrich List (“Sistema Nacional de Economia Política” – 1841).

Os Estados Unidos foram o primeiro país que debateu o assunto a fundo e fez a escolha correta.

DOIS PARTIDOS – Após a Guerra da Independência Americana (1775 – 1783), os EUA formaram dois partidos políticos. Um deles era o Federalista (G. Washington, A. Hamilton, J. Adams etc.) que propugnavam a industrialização, logicamente via protecionismo, tarifas, uso inteligente do Estado, criação de um Banco Nacional de Desenvolvimento etc. Enfim, uma política de Nacional-Desenvolvimentismo.

E foi criado também o Partido Democrático-Republicano ( T. Jefferson, J. Madison etc.) que propugnava o “liberalismo laissez-faire” e consequentemente manter os EUA agropecuário composto de médias propriedades de aproximadamente 100 hectares por família.

Argumentavam os democratas-republicanos que o padrão de vida de um colono americano proprietário de 100 hectares de terra era incomparavelmente superior ao de um operário qualificado na Inglaterra. E nisso tinham toda razão.

ACONTECE QUE… – Argumentavam os Federalistas que naquela época isso era verdade, mas com o correr das gerações, no final não muito longo, cada fazendeiro acabará sendo proprietário de 1/2 campo de futebol, (1/2 hectare) como aconteceu na velha China, e aí o padrão de vida será baixíssimo.

Venceram os federalistas com a industrialização do país alicerçadas nas teses do grande Alexander Hamilton, autor de “Report on Manufactures” (1791).

Os EUA escolheram o caminho certo e dele nunca se desviaram. E por que o Brasil, que a partir de 1930, com o grande presidente Getúlio Vargas (1930-1945) e (1951-1954), o dinâmico presidente JK ( 1956-1961), a Revolução Civil-Militar de 64 especialmente com os governos dos presidentes COSTA E SILVA, EMÍLIO MÉDICI E ERNESTO GEISEL) e agora os governos do PT que propugnaram, a meu ver acertadamente, o Nacional-Desenvolvimentismo, deram com “os burros na água”?

Não foi porque escolheram o modelo errado, pois fizeram a opção correta pela Nacional-Desenvolvimentismo Industrial. Erraram porque administraram mal, perdendo o controle de deficit fiscal e principalmente do endividamento nacional.

Deveríamos corrigir isso, e não voltar para o velho modelo de liberalismo laissez-faire propugnado pelo economista Paulo Guedes, que vigorou no Brasil em todo o Século XIX e XX até 1930, e nunca nos tirou de uma grande roça de café e fazenda de criação de gado, de baixíssimo padrão de vida para o povo em geral.

90 thoughts on “Não há alternativa e o Brasil precisa seguir buscando a industrialização

  1. Economias como a da Austrália, da Nova Zelândia e do Chile não são industrializadas. No entanto, são Países que dão ótimo IDH – Indice de Desenvolvimento Humano – para seus povos.

    No Brasil a industrialização se tornou o símbolo da má alocação de recursos, do desperdício de esforços e da prisão de um povo inteiro a sistemas econômicos cartelizados que espoliam e escravizam toda a população.

    No setor público todas as indústrias são deficitárias e apresentam prejuízos crescentes, debruçando gastos monstruosos sobre o orçamento público. Gastos que poderiam estar sendo direcionados a outros setores como saúde e segurança públicas.

    No setor privado, temos, por exemplo o setor automobilístico que emprega apenas 130 mil trabalhadores. No entanto, toda a população é obrigada a pagar pelos maiores preços do universo nos carros produzidos em solo brasileiro. Tudo por causa da proteção do governo ao cartel da industria automobilística, onde o brasileiro fica refém, porque não pode importar carros usados (é proibido) ou porque a imposto alfandegário de importação torna a importação proibitiva.

    Portanto, para proteger os cartéis da FIESP, FIRJAN e FIEMG, o governo espolia toda a população.

    Melhor seria que o governo retirasse a proteção desses cartéis e permitisse a importação de veículos de melhor qualidade e muito mais baratos beneficiando a população consumidora.

    O capital mal alocado nessas indústrias migrariam, então, para outros setores em que o país tem vocação, trazendo eficiência alocativa para a economia brasileira.

    O setor industrial já representou 30% da nossa economia, mas,cada vez mais, graças a Deus, o setor industrial vai se tornando menos expressivo na formação dos valores agregados do nosso Produto Interno Bruto.

    Hoje a indústria representa apenas 22% do nosso PIB. 72% são agregados pelo nosso setor de serviços e os outros 6% pelo agronegócio.

    Desculpe-me o nosso Mestre Bortolotto, mas não posso deixar utilizarem o tema – industrialização -como fonte e pretexto para defenderem o continuísmo (reacionário) de políticas econômicas keynesianas que nos trouxeram esse estado de calamidade econômica.

    O Brasil precisa cada vez menos das indústrias e vai mostrando a sua verdadeira vocação na agricultura.

    O povo estaria bem melhor sem essas indústrias oligopolizadas pelo goveno que empobrecem a população e drenam recursos fantásticos de outros setores que poderiam estar empregando muito mais do que os 130 empregados da indústria automobilistica. Por exemplo.

    Volto a repetir, precisamos de uma economista liberal, que desamarre a economia que foi toda amarrada por economistas keynesianos, que criaram promoveram uma falsa liberalização, pois, criaram Agências Reguladoras que protegem os cartéis lhes garantindo reservas de mercado. O que elimina a livre concorrência – o livre mercado – fazendo a população brasileira virar escrava dessas empresas. É o que ocorre, por exemplo, com as telefônicas, com a indústria automotiva, com as empresas aéreas, e assim por diante.

    Somos escravos desses cartéis, de oligopólios criados pelo próprio governo, que se ajudam mutuamente, num comensalismo estatal chamado acertadamente de Patrimonialismo.

    Precisamos abrir a economia do país, mesmo significando isso, no primeiro momento, desindustrializar-se.

    Falta-nos eficiência alocativa de capital. O livre mercado, a livre concorrência nos proporcionará isso.

    Grande abraço!

  2. O mestre Bortolotto que me desculpe, mas ele comete dois equívocos em sua análise. O primeiro, bem, não é um equívoco mas sim uma demonstração sublimar do anti Bolsonarismo. A segunda, é que a industrialização por si só não é mais um agente de desenvolvimento. Hoje, já temos países extremamente industrializados e que são pobres. A industrialização é na verdade a segunda geração e começa com a produção contínua. Depois, tivemos a geração de tecnologia e agora, estamos na quarta onda, chamada de Indústria 4.0 que é quando as máquinas se tornam inteligentes. E já há quem fale na Indústria 5.0. Enquanto a iniciativa privada continua crescendo os governos só atrapalham e disto temos que tomar cuidado. Governos protecionistas mas, que na verdade só pensam no controle, não da economia, mas de como a economia pode servir a classe política e aos apadrinhados, como temos visto em todos os casos que envolvem a Petrobrás, as empreiteiras e a classe política acabam se envolvendo com o roubo e e não têm o menor senso de responsabilidade e honestidade. O Brasil só vai crescer quando o governo se tornar enxuto e fazendo apenas a gestão. O assunto por si só é extenso e muito mais que esta reflexão.

    • Que seja bem-vinda então a RPL-PNBC-DD-ME, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, o mais breve possível, porque evoluir é preciso.

  3. 1) A TI tem dois grandes comentaristas na área de economia: Mestre Bortolotto, autor do excelente artigo e o sr. Wagner Pires que escreveu acima.

    2) Aprendo com os dois. Parabéns !

    3) Bom domingo e boa semana de trabalho/estudos/etc.

  4. Prezado Bortolotto,
    O que você quer dizer com a palavra ‘industrialização’ quando escreve “Os economistas e principalmente os estadistas sabem que só a industrialização gera grande padrão de vida para a maioria do povo.”

    O que exatamente você quer dizer por ‘industrialização’.

    Indago, para poder entender e apreciar seu artigo, porque quando você começou com a ‘revolução industrial’ na Inglaterra, esta teria sido a primeira onda.

    A segunda onda foi aquela com destaque para energia fóssil, petróleo, especialmente, incluindo aí aço, alumínio, papel, explosivos e borracha.

    A terceira onda foi a robótica, a união do conhecimento científico com produção industrial.

    Há uma quarta vindo por aí, marcada por avanços que estão na fronteira da ciência, como a nano, bio e neuro-tecnologias.

    De que INDUSTRIALIZAÇÃO você está falando?

    O que é que você quer dizer quando usa essa palavra?

    Soa como se fosse ‘velharia’ conceitual.

  5. Na verdade, e dizendo claramente,o Brasil não tem a mínima chance de sair dessa cilada econômica montada pelo PSDB e pelo PT.

    A nossa economia está tão amarrada em cartéis, monopólios e oligopólios, que não há livre iniciativa no sentido puro do termo. Não há, em essência, livre concorrência no Brasil!

    O país está todo amarrado!

    Nesse sentido, não há como o país esboçar uma reação econômica, porque, nessa amarração keynesiana, todo o conjunto precisa de uma injeção de capital vinda do governo. Porque não há – no mercado – capacidade da livre iniciativa injetar recursos na economia em forma de investimentos, porque o governo drenou-lhes o capital para distribuir às “campeãns nacionais”.

    Como o próprio governo drenou-se, também, a si mesmo, na forma de tomada de empréstimos do Tesouro Nacional junto ao mercado financeiro para subsidiar construtoras e outras empresas cartelizadas através do BNDES, não há dinheiro, também, do governo para continuar injetando-o na economia.

    Economias dirigidas por economistas keynesianos e governos comunosocialistas precisam de que os seus governos injetem dinheiro público na economia para criarem, artificialmente, crescimento econômico. Crescimentos que são voos de galilha. Os chamados ciclos econômicos.

    Dessa forma, como a nossa economia foi toda amarrada, não há a menor sombra de dúvidas de que o Brasil não sairá do calabouço em que se meteu, sem que se desfaçam essas amarrações.

    Sob essa ótica, é loucura querer reacionar o mesmo sitema e a mesma sistemática que nos enterrou.

    Abram os olhos!

  6. Quanto mais governo, quanto mais keynesianismo, quanto maior é a máquina estatal, maior será a capacidade de desvio dada aos burocratas.

    Não é à toa que o PT ficou com ódio quando o bosta do FHC (outro comuna) privatizou a Vale do Rio Doce.

    Grande abraço!

  7. Os americanos nunca consumiram tanto produtos tão baratos vindos da China!

    Os consumidores americanos nunca estiveram tão felizes!

    Sobra capital à vontade para a economia americana aplicar em outros setores!

    Prova disso é que os Estados Unidos vivem uma economia, praticamente, de pleno emprego.

    Esse papo de proteger nossas indústrias é papo de burocrata que se locupleta com o patrimonialismo.

    Enquanto no Brasil nós protegemos nossas indústrias e o Brasil segue com uma taxa de desemprego de 13%, nos Estados Unidos – que transferiram 40% das suas indústrias para a China – segue com taxa de desemprego de 4,10%.

    O resto é conversa fiada.

    https://tradingeconomics.com/

  8. Foi ao ponto: “erraram porque administraram mal.”
    Tudo que é estatal, num país da impunidade, roubar é normal. Portanto, é o erro anunciado.
    Tivesse a produção toda nas mãos da iniciativa privada, sem monopólios, tudo daria certo, como nos EUA.
    Quanto a Geisel, dizer que foi um grande presidente? foi ele que enterrou nossa economia, fechando-a ainda mais ao mundo, enquanto os tigres asiáticos enriqueceram. (ferrovia do aço, contrato de 9 usinas nucleares, etc) .
    É delírio achar que exista administração normal num país anormal.
    Dizem que os americanos sabiam no que ia dar a CSN e a FNM , quando a construíram para nós. Entre eles falavam que nós iriamos jogá-las no lixo. E jogamos muitas vezes e o povo pagou a conta com um dinheiro que deveria ir para a saúde, moradia,etc

  9. Agradeço de coração aos Senhores Comentaristas que me honraram e honram com Comentários. Aos que já Comentaram e aos que Comentarão depois.

    Prezado Sr. WAGNER PIRES,

    Como mostrado no artigo, vimos que já no Século XVIII os EUA escolheram a INDUSTRIALIZAÇÃO via Nacional-Desenvolvimentismo com viés Iniciativa Privada EUA.
    O Brasil, especialmente a partir de 1930 com o grande Estadista GETÚLIO VARGAS, políticas continuadas depois por JK, Revolução Civil-Militar 64 e até os Governos PT-Base Aliada, também escolheu o Nacional-Desenvolvimentismo, só que por carência de Empreendedores GETÚLIO VARGAS teve que optar por viés Estatal, e os outros Desenvolvimentistas Industrializadores não foram PRIVATIZANDO PARA EMPRESAS PRIVADAS NACIONAIS como deveriam ter feito. E por isso deram “com os burros na água”.
    Porém, a meu juízo, se se PRIVATIZA para Empresas com Matriz no Exterior, o que me parece que o Economista PAULO GUEDES não é contra, ” a emenda fica pior que o Soneto”, porque só as Empresas com Matriz ( Sede) no Brasil capitalizam 100% aqui dentro, e desenvolvem TECNOLOGIA NACIONAL, o que é estratégico.

    Muito da sua Crítica à Industrialização Brasileira é verdadeira, e tem que mudar, deve-se mesmo Privatizar, mas somente para Empresas com Matriz no Brasil, mas a meu ver, o Modelo em si, Nacional-Desenvolvimentismo com o máximo de viés na Iniciativa Privada NACIONAL, é o mais Produtivo.

    Agora mesmo se discute a Privatização da Eletrobras SA, Estatal Monopólica de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica que incrivelmente acumulou Prejuízos de R$ 30 Bi nos últimos anos. Se ela fosse vendida por exemplo ao Grupo KLABIN ou VOTORANTIN, seria ótimo para a Economia Brasileira, vendida a um Banco Internacional ou Fundo de Investimento com Matriz no Exterior é um grande Prejuízo para a Economia Nacional, pior do que manter a Estatal mesmo com algum prejuízo, que com um pouco de Administração e seriedade no Governo, não deve acontecer.

    Prezado Sr. PAULO 2,
    Gosto de muitas ideias do Candidato Sr. JAIR BOLSONARO, como ser Anti-Bolivariano o que significa ser Pró-Capitalista que é o regime mais Produtivo inventado até hoje, do Cidadão de Bem poder com os devidos cuidados mas com pouca burocracia e despesa, ter dentro de casa guardada em local inacessível a Crianças, uma arma de fogo, especialmente uma espingarda de 2 canos, mas se ele partir para o Capitalismo Liberal Laissez-Faire do Economista PAULO GUEDES, não terá o meu Voto.
    É o Regime que vigorou no Brasil até 1930 e só nos deu um baixíssimo Padrão de Vida.
    A meu ver, a Industrialização 5.0, onde máquinas inteligentes comandarão máquinas, aumentando ainda mais a PRODUTIVIDADE não deixa de ser INDUSTRIALIZAÇÂO porque milhões de Pessoas se dedicarão a projetar, fabricar, programar, dar manutenção, etc, e o Desemprego resultante será provavelmente resolvido com uma Renda Mensal Mínima paga a Todos ( Homens, Mulheres e Crianças do País) para a Economia ter capacidade de Consumo.

    Prezado Sr. Prof. ANTÕNIO ROCHA,

    Agradeço ao elogio exagerado dirigido a mim, que também aprendo muito com o senhor.

  10. “Se ela fosse vendida por exemplo ao Grupo KLABIN ou VOTORANTIN, seria ótimo para a Economia Brasileira, vendida a um Banco Internacional ou Fundo de Investimento com Matriz no Exterior é um grande Prejuízo para a Economia Nacional, pior do que manter a Estatal mesmo com algum prejuízo, que com um pouco de Administração e seriedade no Governo, não deve acontecer.”

    Não, não seria. Vender para Klabin ou Votorantin mantendo as agências reguladoras é o mesmo que passar um monopólio estatal para um monopólio privado. Os dois são deletérios.

    O que tem que se fazer é eliminar as Agências Reguladoras, abrir o mercado e depois, só depois, privatizar.

    Não importa quem irá comprar, pois o que o país busca é eficiência alocativa e livre concorrência que garantam os menores preços aos consumidores.

    Se essa eficiência é dada por empresa nacional ou não, não vem ao caso.

    O resto é matéria de Balança Comercial. Se nós teremos ou não capacidade de honrar o Balanço de Pagamentos.

    Com a eficiência alocativa, não tenho dúvidas que sim.

    Capital bom é capital bem alocado, produzindo emprego e renda para o país.

  11. Prezado Sr. EDUARDO,

    Os Economistas dividiram a Economia basicamente em 3 Setores: Primário – Agro-Pecuário e todas as indústrias extrativas minerais e vegetais da Terra, Secundário: Manufatura – Indústria que usa as Matérias-Primas para fabricar Produtos e aí se englobam todas as “Ondas” que o senhor muito bem citou, e o Terciário – Serviços englobando os Bancários, Financeiros, a Construção, Salão de belezas, Restaurantes, Turismo, etc, etc.

    Quando me refiro a INDÚSTRIA, me refiro ao Setor Secundário, o que criou a grande Classe Média e o Consumo de Massa. A que paga melhores Salários. É por isso que os Americanos “choram” ao avistarem os Pavilhões do Rust Belt.

    • “Secundário: Manufatura – Indústria que usa as Matérias-Primas para fabricar Produtos e aí se englobam todas as “Ondas”.”

      Posso estar enganado, mas acho que você aprontou uma tremenda confusão conceitual, além de misturar as chamadas ‘ondas’.

      Você descaracterizou a ideia de ‘ondas’ e depois juntou pedaços de uma com outra.

      O chamado ‘cinturão da ferrugem’ que você mencionou de passagem, é um exemplo eloquente que uma ‘onda’ (manufaturas industriais) cederam lugar.

      Não existe a menor possibilidade de reviver tais manufaturas no nordeste americano. Talvez você com o seu desenvolvimentismo tentasse com a siderurgia aqui, um bocado sucateada.

      Envia-se aço, ferro fundido, vergalhões de todas as espécies e formatos e volta da China com valor agregado. A propósito, a siderurgia perde volume de empregados cada vez mais.

      As vezes eu imagino que suas construções temáticas giram em torno de um modelo que vingou até a década de 70.

      Há um mundo ‘novo’ vindo por aí onde a redução da mão de obra é a tônica.

      Por fim noto que raramente você cita autores, gente atualizada na área econômica, nacional e ‘lá fora’, que pudesse servir de fundamento às suas teses. O que torna-as, assim, mais opiniológicas.

      Thomas Piketty está mais para análises econômicas voltadas para o social. Desconheço quem, exceto na esquerda, que apoie com o vigor que ele faz a taxação de grandes fortunas.

      Não há brasileiros de renome nas suas citações. Aqueles que você reverbera de cara abordam a tendência de análise da esquerda típica da UNICAMP.

      Gostaria de mais originalidade e não do mesmo. O desenvolvimentismo é velho demais e não há exemplo de sucesso nele. É uma ideia velha e no Brasil será sempre testada pela esquerda.

      Luiz Gonzaga Belluzzo é um desses desenvolvimentistas que em um artigo em CARTA CAPITAL (2015) tentou ‘amarronzar’ Roberto Campos. Confundiu o leitor e nada falou de Campos que tinha verdadeira ojeriza da turma da UNICAMP.

      Tivessemos sobre o tacão dessa gente o Brasil jamais se recuperaria.

  12. Nos mostrou que nos últimos 30 anos os EUA transferiram 40% de sua Base Industrial pára a China.
    O Sr. WAGNER PIRES, nosso ilustre Colega comenta que isso foi bom para a economia dos EUA porque o Consumidor EUA nunca comprou tantas coisas tão baratas produzidas na China.
    Mas eu me pergunto? Será que o ganho em importação de Produtos baratos Chineses ( eletrônicos, roupas, tênis, etc) compensou a enorme perda de Salários Industriais que pagavam muito bem.
    O que que adianta eu poder comprar certos produtos baratos da China e agora ter que trabalhar de fritador de batatinhas do MacDonalds ganhando US$10/Hora e sem estabilidade mínima no Emprego, coisa que os grande Sindicatos da Indústria conseguiam cada vez que negociavam um Contrato com a Indústria.
    O Povo EUA deu a resposta elegendo na última Eleição Presidencial o Sr. DONALD TRUMP, contra tudo e contra todos. O Sr. DONALD TRUMP disse: sem Indústria ( sem Make America Great Again) seremos uma Nação de 3º Mundo.

    • Sr. Bortolotto, esse arranjo económico nômico está excelente para o povo americano. Volto a repetir: os americanos nunca consumiram tanto como estão consumindo agora. Os recursos que estavam alocados nas indústrias em solo americano deslocaram-se para outros setores da economia. Se os americanos estão consumindo mais é justamente porque está tendo mais emprego e mais renda. A China virou uma serviçal dos americanos. Esse arranjo é tão vantajoso para os EUA que a China já acumulou mas de quatro trilhões de dólares em reserva fornecendo produtos a preço de banana para o povo americano se esbaldar!
      Gostaria que o Brasil estivesse no lugar dos EUA!
      Os brasileiros estariam vivendo como Reis!
      O trabalho de fritafor de batatinhas continua a cargo dos quarenta milhões de, principalmente, latinos que vão lá viver das sobras do banquete!
      Pelo amor de Deus, Sr. Bortolotto, nossa vocação não é e nunca foi industrial! Um país inteiro defendendo o interesse de indústrias estrangeiras em detrimento do empobrecimento da população forçada a valer ver de uma renda miserável e ao mesmo tempo se submeter aos maiores preços do universo sobre produtos industrializados caros e de pé sisma qualidade. Isso tudo para defender cartéis que compram Medidas Provisórias e se deliciam com governos intervencionistas keynesianos cleptocráticos.

      • Donald Trump não majorou tarifas alfandegárias sobre o aço chinês para defender a sua indústria do aćo, não, Sr. Bortolotto. Basta ver que, para outros países como o Brasil, Trump não fez o mesmo, isto ê, não retaliou. Essa medida do Trump não é medida de cunho econômico, volto a repetir. É medida de cunho geopolítico. O intuito é dar o troco na China que vinha estimulando e usando a Coreia do Norte para atemorizar o mundo com ogivas nucleares, querendo mostrar a força dos países comunistas. Coirlsa de comuna de Merda, mesmo. Ocorre que Trump sabotando o aço chinês, sabota, de quebra, a Coréia do Norte, que vive de exportar carvão mineral utilizado pela China na sua indústria do aço.
        Trump, ao contrário do comuna de Merda – Obama – devolveu ao povo americano a sua dignidade, coisa que o comuna Obama tinha jogado no lixo. Foi chamado até de macaco por líder Kim – o ditador Norte coreano. Um miserável moral esse Obama.
        Entenda, pois, que é muito mais vantajoso para os americanos obterem o aço a preço de banana e alocar os recursos que seriam investidos na indústria do aço em solo americano em outros setores. Entenda que a medida de Trump foi medida geopolítica. Nada mais.

    • Desculpe-me, Bortolotto. O Pires deu um dado e você saiu com devaneios (a esquerda é sempre pródiga em fazer perguntas inconsequentes): “Mas eu me pergunto? Será que o ganho em importação de Produtos baratos Chineses ( eletrônicos, roupas, tênis, etc) compensou a enorme perda de Salários Industriais que pagavam muito bem.”

      O seu “será” aqui turva tudo. É devaneio. E mais, quem se dá ao luxo de importar tudo o que a população deseja, certamente tem cacife interno para suportar os trancos.

      Acho que se você mudasse para os EUA e morasse lá uns 5 anos, entenderia melhor a coisa. Morei 14 anos.

  13. Sr. Bortolotto,

    Quem quiser ser fazendeiro hoje aqui, na Inglaterra, mesmo comprando a terra barato ira trabalhar toda a vida ate morrer e nao tera conseguido pagar nem pela terra…

    Lembro de um post seu, semana passada (Abril 12, 2018 9:48am), mencionando Adam Smith:

    …”numa Economia existem dois tipos de Trabalho, o ÚTIL que acrescenta RIQUEZA, e o INÚTIL ( Trabalho Doméstico, guardas, vigias, fiscais, segurança, etc, etc, que embora NECESSÁRIO, devem ser reduzido ao mínimo.”

    Qual a porcentagem mundial vivendo de trabalho INÚTIL? E no Brasil?
    Foi a monocultura nos campos, ou o trabalho no setor de serviços que movimentou a economia brasileira na ultima década??

    Sim, serviços é a escravatura moderna; terminar um ano de trabalho com 13 papéis de holerite e divida no banco nao é nada producente… Comeu, dormiu, vestiu, e ‘morreu’ mais um ano, na mesma situação…

    Quanto a Industrialização, a quarta revolução industrial, que vem com tudo e é agora, exige um trabalhador altamente qualificado.
    Nos armazéns da AMAZON, robôs fazem o serviço de 400 empregados, os 40 que sobraram para operar os robôs são trabalhadores comuns, mas altamente preparados.
    Portanto, a educação vem antes da industrialização, ou caminha junto, mas nao e só ler o manual, estamos falando de uma revolução no processo industrial sem precedentes.

    O Brasileiro tem que olhar para si, para descobrir que somos provavelmente o pais com mais matéria prima, mais energia, mais possibilidades de fazer acontecer essa revolução de forma integral, atingindo e beneficiando toda a sociedade.

    Primeiro, fim da corrupção, governo justo, leis que funcionem. Neste quesito pode-se copiar o que de melhor foi feito ate agora pelos seres humanos, seja onde for.

    Segundo, ter a certeza de que a educação nos preparara para uma industria totalmente nova, movida a novos materiais, mas principalmente inteligência artificial que precisa ser regrada…
    Gente incompetente pra entender I.A. não tem vez nesse mundo, exemplo disso e o ‘menino’ do Facebook, que deve ter a cabeça ‘rolada’ em breve…

    Meu ponto de vista quanto ao seu propósito de industrialização:
    Acho baboseira todo esse papo furado midiático dos filmes falando em Marte, impressoras 3D…
    Acho que a inteligência humana atingiu o grau de conhecimento ideal para poupar o Planeta Terra, e neste panorama o Brasil e o único país com extensão suficiente para tornar o seu povo auto-suficiente, integrado com a natureza (protegendo os recursos naturais) e com a tecnologia, melhorando sua qualidade de vida.

    E tenho a certeza de que a geração que pode construir esse futuro esta viva e presente.

    O problema e esse barulho insuportável de um Mercado FALIDO (economia atual) e um bando de políticos RIDÍCULOS (macacos de circo tentando manter a sustentabilidade de algo insustentável).

    Eu acabo de descobrir gente produzindo o açúcar de banana (mais benéfico que cana , beterraba ou palma).
    O produtor também faz vinho de banana, uísque de banana.
    Esta do outro lado do Planeta.
    Informo os técnicos de institutos agrícolas no Brasil… Ninguém! nunca ouviram falar….

    Todo um conhecimento, toda uma tecnologia da informação, toda a sabedoria do mundo, sendo trocada pela manipulação de meia dúzia de famílias que controlam os Bancos Centrais e preferem manter 90% da população mundial em trabalhos INÚTEIS, para terem as rédeas de um sistema velho, falido, o Mercado Financeiro….

    • PS: Os modelos de iniciativa privada com matriz no Brasil….

      Que podemos dizer, hoje, da Alpargatas, o maior produto industrializado Brasileiro em termos de alcance mundial: as Sandálias Havaianas?

      O negocio é serio, voce vai a uma praia em Cornwall, sudoeste da Inglaterra, o chuveiro de agua doce da praia é uma sandália havaianas!

      Era da JBS, escravagistas que mandam mais gente inabilitada para o SUS devido a exaustivas horas de trabalho cortando frangos ou carnes, e trazem a falência do setor previdenciário…

      Daí vendem a Alpargatas para os Setúbal e os Salles, atuais donos….
      Que vai ser feito disso em termos de benefícios para o Brasil????
      Se banco e pior que igreja, que não paga imposto….

      Feito no Brasil, uma ova, Made in BraZil e que se dane o Brasil…

      Estamos ferrados com esse modelo que se sobrepôs ao modelo ridículo da Zona franca de Manaus, visando uma Indústria Brasileira, Matriz local…

      Alguém por favor quebre o Maggi antes que fiquemos sem a terra pra colocar nossas fabriquinhas….

    • Que comentário mais pontual, inteligente e profundamente analítico. Esse sim, remete o leitor ao futuro.

      Por que a pessoa tem que ressuscitar defunto (desenvolvimentismo) permanece para mim um mistério insondável.

  14. Prezado Sr. MÁRIO JR,

    Infelizmente caro Sr. MÁRIO JR o Brasil não tinha os Recursos Humanos como os EUA para fazer tudo com a Iniciativa Privada. Por não ter cãos suficientes tivemos de caçar com gatos.
    Mas agora devemos ir corrigindo, aperfeiçoando nossa Administração, como advoga o ilustre Sr. WAGNER PIRES privatizar o que se puder, em minha ótica exclusivamente para a Empresa com Sede no Brasil, aumentar muito a Concorrência Interna reduzindo muito o alcance das Agências Reguladoras, diminuindo o Custo Brasil, e principalmente criando ESTABILIDADE JURÍDICA.
    Mas não mudar o Modelo mais produtivo já inventado: Nacional-Desenvolvimentismo INDUSTRIALIZANTE com o máximo de viés na INICIATIVA PRIVADA DE MATRIZ NO BRASIL.

  15. Prezado Sr. LORIAGA LEÃO,

    O senhor tem o mérito de advogar uma Reforma Política para melhor, a meu ver, ” A mãe de todas as Reformas”.
    Mas sua proposta de RPL-PNBC-DD-ME de Democracia Direta não a acho praticável para Países Gigantescos como o Brasil
    Temos que aperfeiçoar nossa Democracia Representativa.

  16. Prezado Sr. ANDRE BR,

    Concordo plenamente com sua análise de que o Brasil tem Recursos Humanos e Naturais para se: bem Administrado e Educado, dar um salto de qualidade muito grande em nosso Padrão de Vida.

    Primeiro: Fim da Corrupção, Governo Justo que consuma no máx. 25% do PIB, e Leis que funcionem e igual para Todos.

    Segundo: Ter a certeza de que a EDUCAÇÃO estendida a todas nossas CRIANÇAS e JOVENS, especialmente os mais Pobres, nos prepara para uma Indústria totalmente Nova.

    Reduzir ao máximo o Trabalho Inútil ( Doméstico, segurança, etc,) que embora NECESSÁRIO não agrega VALOR aos Produtos, como o Trabalho ÚTIL.

  17. “Após a Guerra da Independência Americana (1775 – 1783), os EUA formaram dois partidos políticos. Um deles era o Federalista (G. Washington, A. Hamilton, J. Adams etc.) que propugnavam a industrialização, logicamente via protecionismo, tarifas, uso inteligente do Estado, criação de um Banco Nacional de Desenvolvimento etc. Enfim, uma política de Nacional-Desenvolvimentismo.”

    O problema deste parágrafo é que ele conta história, simplifica e depois faz uma conclusão que nada tem a ver com a história.

    Mata o parágrafo o “Enfim”. Como enfim? A guerra de Independência nada tem a ver com ‘nacional-desenvolvimentismo’, Bortolotto.

    Santo Deus!
    Leia bons livros, sobretudo de autores americanos. Esquece Celso Furtado.

    Sua tese equivale a do sujeito que fez digressões sobre a calmaria que Cabral enfrentaria alegando que o atraso na chegada ao Brasil tinha que ver com a qualidade do algodão usado na confecção das velas!

      • Se você faz com a história uma análise como bem lhe aprouver, confesso que será simplesmente impossível segui-lo.

        Você escreveu antes uma coisa, e depois ponderou sem se dar ao menos o direito a si mesmo de perceber que reforçava um erro para juntar uma conclusão espúria.

        Os desenvolvimentistas sempre acham que um erro crasso e grave nada mais é do que um salto qualitativo para a busca do certo!

        A UNICAMP opera assim. Sempre.

        • Veja o raciocínio desse pessoal desenvolvimentista: tomam a guerra de independência americana e ‘casam-na’ com ‘desenvolvimentismo industrial’. Quer dizer, operam com dados justapostos que não se adequam e depois vão à história e dizem, ‘tá vendo, olha a industrialização lá!’.

          Impossível uma construção dessas.

          Parecem como o sujeito que, como disse alhures, explica o atraso da chegada das naves de Cabral pela qualidade do algodão usado nas velas.

  18. Agradeço também ao Sr. PEDRO RODRIGUES DA SILVA, e demais Comentaristas que por ventura forma esquecidos.

    É tão bom, quando se trocam idéias com Pessoas de alto nível como as que comentaram.
    Não somos donas da verdade, até porque ela é complexa, mas de trocas de ideias assim eu aprendo muito.
    Muito OBRIGADO.

  19. Muito interessante a discussão provocada pelo artigo do nosso amigo Bortolotto, com argumentos ponderáveis de lado a lado.
    Gostaria apenas de aduzir algumas questões para apenas animar mais e talvez complicar um pouco a discussão:
    – Falar do Brasil como um país de vocação agrícola, tentador por sua grande extensão territorial e o indiscutível sucesso empresarial das companhias do agronegócio deixa de considerar que os modernos meios de produção agrícolas baseados em monoculturas, que são os que têm sustentado nossas exportações, por sua notável mecanização e necessidade de grandes áreas de cultura agravam sobremaneira o êxodo da população do campo para as cidades (principalmente as grandes cidades, temos hoje algumas entre as de maiores populações do mundo) onde não encontram atividade econômica para a sua sobrevivência.
    -A propalada “economia de serviços”, de que muito se falou alguns anos atrás como o caminho pós industrialização, depende para a sua sustentação de uma população com renda suficiente para pagar por estes serviços, e essa renda tem que vir de algum lugar. Países como o Panamá, de baixa população e com uma sustentação econômica (ainda que atualmente insuficiente) como a exploração do Canal, que se tornou um grande centro financeiro e de turismo de compras, onde o dinheiro vem todo de fora e sem praticamente nenhuma produção interna, são poucos e, como lá, tendem a ter má distribuição de renda.
    – Austrália e Nova Zelândia são países de baixa densidade populacional que constituíram sua economia, inicialmente, em bases agrícolas, e que têm um nível educacional bastante superior ao nosso. O Chile, também com uma população relativamente pequena, teve sua sustentação principalmente devida à exploração de suas minas de cobre para a exportação.
    – O Brasil, que já ultrapassou os duzentos milhões de habitantes, com uma muito desigual distribuição de terra agricultável, com uma triste herança de deterioração de sua educação básica que dificulta sobremaneira o treinamento das pessoas para o trabalho, exporta seu minério de ferro a qualquer preço para importar depois o aço feito com ele e os produtos manufaturados feitos com esse aço, e exporta com impostos baixíssimos através das manobras feitas pelas mineradoras associadas a empresas estrangeiras para pagar menos aqui dentro. Sem falar em minérios estratégicos como o nióbio que são, escandalosamente, quase doados ao exterior.
    Se tivéssemos atingido um nível razoável de industrialização seríamos menos exportadores de commodities, concentradas em poucas empresas, e mais exportadores de produtos manufaturados, diluídos por mais empresas, e a nossa enorme população teria uma renda pequena mas suficiente para nos dotar de um dos maiores mercados internos do mundo.
    – Se o nosso sistema educacional fosse mais focado onde deve, na educação básica e média em vez de privilegiar as universidades em detrimento de formar melhor as pessoas para a vida, inclusive para os que estivessem destinados a carreiras superiores pudessem chegar lá mais preparados e aproveitar melhor as universidades, teríamos gente mais preparada para aprender as habilidades necessárias para o trabalho moderno, em vez de uma das maiores quantidades de analfabetos do mundo.
    Mas para tirar esse enorme atraso precisamos de uma classe política honesta e dedicada a trabalhar para o Brasil e não em benefício próprio, e conseguir isso exige um povo menos preocupado com disputas ideológicas das quais a maioria não entende a metade do que com escolher melhor nas urnas, e uma ofensiva forte contra a corrupção em todos os níveis, desde o cidadão mesmo e o “jeitinho brasileiro” no seu mau sentido, para assegurar candidatos que mereçam ser votados.

    • Ué… quer dizer então que o nosso setor de serviços que agrega 72% do nosso PIB, é portanto, disparado o maior setor da economia é mesmo assim isso não significa nada, pois, os 22% agregados pela indústri valem mais?!
      Ora, Jesus Cristo. Um setor industrial que é o que menos emprega é o mais cartelização e é praticamente dominado por multinacionais, querer defender esse arranjo macabro de cartéis e oligopólios estrangeiros que drenam o capital e escravizam a população com a impossibilitado lidade de comprar produtos de Boa qualidade e de bons preços é, no mínimo,sinal de cegueira, ignorância. Ou má intenção mesmo. É como já disse num exemplo muito claro: defender o cartel da indústria automobilística estrangeira alegando que ela gera 130 mil empregos e, para isso cerrando toda a população com os preços de automóveis mais caros do Universo é de uma estupidez sequipedal!
      Melhor seria estarem esses recursos humanos e materiais alocados em outro setor do qual temos vocação, setor de serviços, por exemplo, onde poderia estar gerando muito mais emprego. O brasileiro estaria muito mais bem servido importando os automóveis produzidos lá fora em países com vocação para a indústria automobilística. Por que temos que produzir aqui dentro mantendo multinacionais explorando a população em troca de 130 mil vagas? Toda uma população sofrendo e tendo como justificativa essas míseras130 mil vagas?
      Ora isso é mais uma imbecilidade criada por keynesianos.

      • Wagner, verifique quanto do PIB do nosso setor de serviços é representado por um dos sistemas bancários mais caros e lucrativos do mundo, que drena o dinheiro da população dando muito pouco em troca, verifique quantos milhões de brasileiros vivem abaixo do nível de renda mínimo que lhes permitiria uma vida quase digna, e algum consumo eficaz destes serviços, verifique o nosso índice de desemprego (o real, não o anunciado) e verifique o nosso PIB per capita e o nosso IDH geral. A quem aproveita realmente o nosso setor de serviços? Não é o PIB dele que é alto, é o da indústria que é baixo.

        • A quem aproveita?

          Mas, que pergunta é essa, meu caro.

          Todo mundo depende do setor de serviços, os outros dois setores dependem de maneira exorbitante do setor de serviços.

          A indústria depende do comércio para empurrar seus produtos.

          A agricultura depende do comécio para empurrar seus produtos.

          A população inteira de 209 milhões de brasileiros depende do comércio para fazer suas compras, cortar o cabelo, tratar dos dentes, fazer uma operação, se consultar, usar serviços advocatícios, obter ajuda de uma secretária, pegar um ônibus ou outro serviço de transporte, etc, etc, etc… “ad infinitum”

          Pelo amor de Jesus Cristo! É de longe o maior setor econômico de qualquer país.

          Quanto aos maiores spreads do universo cobrados pelos bancos brasileiros, isso, de modo algum é culpa da falta de industrialização – PELO AMOR DE DEUS! Isso, novamente, ocorre, justamente, por conta da cartelização do setor promovida, justamente, por governos keynesianos que controlam e regulam o setor financeiro à mão de ferrro!

          O trabalho do Banco Central é, miseravelmente, este! Garantir que o oligopólio que impera em nosso sistema financeiro (em que apenas 6 bancos controlam mais de 90% do mercado de crédito) continue cada vez mais forte.

          Isso é uma desgraça! A maior desgraça gestada por governos keynesianos!

          Houvesse uma desregulamentação do setor e a abertura do mercado para outras instituições financeiras operarem com o desfazimento de uma tonelada de instruções normativas expedidas pelo Banco Central para cercear a concorrência, isso não seria assim.

          É preciso estudar a questão da alocação de capital para saber que capital bom é capital bem alocado.

          Do que adianta manter uma estatal como a Petrobrás mergulhada na maior dívida mundial e com prejuízos extratosféricos sequidos, fazendo a população pagar o combustível mais caro do mundo para tentar salvar isso que é uma desgraça para o povo?

          Qual é o sentido de manter esse monopólio?

          Porque eu tenho que usar o Estado para manter um “patrimônio nacional” se essa desgraça só serve para garantir oitenta mil empregos diretos e mais duzentos e vinte mil empregos indiretos, ao custo do combustível mais caro do mundo e de prejuízos sustentados pelo Orçamento Federal que é dinheiro do provo. Tudo isso,que arrebenta com toda uma população para dizer que está defendendo 300 mil empregos? Quer dizer que para defender 300 mil empregos é justificável arrebentar e fazer sofrer todo um país?

          E quem disse que acabando com a ANP, abrindo o setor à livre iniciativa e privatizando a bosta da Petrobrás o número de empregados não vai aumentar?

          O dinheiro que estava saindo pelo ralo para essa bosta de empresa passa a ser direcionado para insvestimento em infraestrutura. Isto é o que se chama de otimização de alocação de capital.

          Ou alguém aí vai ser louco de investir num projeto furado?

          • …”alguém aí vai ser louco de investir num projeto furado?”

            Quem votar na chapa do Meirelles?

            “Há uma grande ilusão acontecendo neste país e essa é a ilusão de que o governo deveria fornecer liderança, supostamente para dar o exemplo para as pessoas de como viver. Isso só era verdade quando o governo era novo, quando era ótimo, quando as maiores pessoas do país eram os estadistas.”

            Temos que evoluir, uma grande nova direção, com homens MUITO maiores que um simples cargo de Presidente da Republica.
            Que a Presidência fique com homens menores.
            Os maiores precisam se encontrar fora da política, os novos lideres precisam se conhecer…
            Aonde?
            Nos novos meios de comunicação?
            A ver, o novo….

  20. Prezado Sr. WILSON BAPTISTA JUNIOR,

    Pessoas como o senhor, de grande experiência no Mercado de Trabalho, de conhecedor do Mundo adquiridos dando Cursos de Informática por aí a fora no Exterior, de grande Bom-Senso Mineiro, enriquecem muito a discussão, quando escrevem.
    Muito Obrigado.

  21. Pois é, confessamos que essa ideia de industrialização nacional como algo positivo, porém olhando em retrospectiva, constatando que esse modelo foi feito durante a ditadura militar e que Lula tentou reviver.

    Modelo que não deu certo.

    O que ficou evidente é que esse modelo nacionalista fracassou durante a ditadura militar e fracassou durante os governos petistas que Lula e Dilma tentaram ressuscitar.

    Simplesmente beneficiar um punhado de empresas corruptas (estatais ou privadas) com imensa vastidão de recursos públicos (aliás às custas de outra empresa crucial na economia nacional) não gera qualquer competitividade, pelo contrário, só se cria gigantes de pés de barro, que diga-se de passagem parece ser a tônica desse desenvolvimentismo furado.

    • Acrescentando ao comentário anterior, lembramos que um dos empreiteiros contemplados pelo tipo de “política valiosa” festejada pelos nacionalistas durante a ditadura militar, e que os governos petistas estão voltando a fazer a mesma coisa, foi Sérgio Naya, amplamente enriquecido pelo regime militar e que, mais tarde, seria responsável pelo Edifício Palace II no Rio de Janeiro, não é lá grande exemplo de “capacidade competitiva”… Artigos como esse frequentemente usa como paradigma a ser seguido o modelo Chinês “comunista”/de capitalismo de estado, também calcado no materialismo, corrupção e crescimento artificial – https://www.youtube.com/watch?v=rJGSDkmlRNM

      • Aproveitando o artigo para acrescentar o episódio do grupo JBS à lista de exemplos do fracasso retumbante desse tipo de “desenvolvimentismo” oco…

        • Prezado Sr. RENATO,

          O Nacional-Desenvolvimentismo Industrializante implica realmente no Governo incentivar a formação de grandes Complexos Industriais-Comercias-Bancários como os Alemães da época de BISMARCK, os Zaibatsu Japoneses da Revolução Meiji e os Chaebols da Coreia do Sul.
          Deu errado no Brasil por falta de Patriotismo da Iniciativa Privada e má administração do Governo.
          Mas o Modelo me parece o melhor para tirar um Pais do Sub-desenvolvimento e Industrializá-lo.

          • “Nacional-Desenvolvimentismo Industrializante”

            “Governo incentivar a formação de grandes Complexos Industriais-Comercias-Bancários”

            Passa décadas e a verborragia desse “especialistas” não muda!

  22. Prezados Colegas,

    Esclareço que quando se defende a Industrialização, (ampliação do 2º Setor de uma Economia), não quer dizer que se concorde com tudo de errado que nosso Modelo Nacional-Desenvolvimentista tem, como muito bem apontados pelo Sr. WAGNER PIRES, e tanto foi mal administrado pelo PT-Base Aliada na última tentativa de executá-lo, que deu “com os burros na água”. A nosso ver temos que consertar esses erros e não mudar para o Modelo Liberal Laissez-Faire. Caso contrário é como “jogar a água suja do banho, com BEBÊ e tudo”.

    Quando defendemos a ampliação da Indústria ( 2º Setor da Economia”, embora hoje ele represente +- 22% do PIB, é porque dos 3 Setores, a Indústria é a que é a mais dinâmica, que melhor cria Classe Média Verdadeira e distribui melhor a Renda que as outras duas.
    Uma Economia só é próspera quando tem grande Indústria, e a MAIORIA DE SUAS GRANDES EMPRESAS COM MATRIZ NO BRASIL.

    Algum tempo atrás uma reportagem da revista TIME fez uma análise das 3 maiores Economias da América Latina: Brasil, ilustrada pela linha de Montagem de Jatos EMBRAER SA; México, ilustrada por uma engarrafadora da COCA-COLA e Argentina, ilustrada por uma planta frigorífica de
    processamento de carne de gado.

    Ali estava claramente mostrada, a importância da INDÚSTRIA. É nela que cada Trabalhador gera o maior Excedente para a Nação.

    • É o mesmíssimo discurso de 40 anos atrás!

      Podem errar uma, duas, três vezes e vão continuar a ressuscitar velharias.

      Veja-se essa frase: “Esclareço que quando se defende a Industrialização, (ampliação do 2º Setor de uma Economia)”, já estamos em nanotecnologia e ainda o ilustre Bertolotto segue falando em ‘ampliação’ de setor que dista do 4º!

  23. Na condição de entender de economia apenas o que vem ser débito e crédito ou poupar e gastar, a discussão acima é salutar a respeito do futuro do país.

    Curiosamente, se o que move a economia são os números e estes são absolutos, as escolas econômicas são variáveis, e seguem vários autores e … teorias.

    Talvez seja justamente essa enorme variedade de teses sobre como uma nação progredir, se desenvolver, que o Brasil vem se arrastando há décadas neste particular, de jamais ascender ao desenvolvimento que poderia alcançar.

    Mesmo com o dois melhores mestres que temos, Bortolotto e Wagner Pires, que andava sumido, e não tem este direito de nos deixar por tanto tempo, ambos discordam quanto à forma que deveria ser usada para progredirmos, sinal de que a situação brasileira é tão grave e caótica, que mesmo entre os especialistas não há consenso!

    Agora, o debate que se estabeleceu acima foi de altíssimo nível, todos, sem exceção, visando exatamente o bem do país, mesmo com interpretações diferentes, mas com o mesmo objetivo e intenção.

    Por outro lado, o Brasil se mostra mesmo um país sui generis.
    Temos terras, mão de obra, clima favorável, uma geografia exuberante, e deixamos de lado fontes de renda absolutas, extraordinárias, como o turismo, que não foi mencionado, e que poderia ser uma alavanca importante para aumentar a nossa renda nacional.

    Evidente que esta área também deveria se despir de certos preconceitos, na medida que o emprego e o progresso viriam juntos, melhorando a vida de milhões de pessoas hoje sem ter como se sustentar, e me refiro à instalação de cassinos.

    Um total de 20 dessas casas de jogos, instaladas em áreas notadamente atrasadas do país, onde a locomoção do turista e até do turismo interno seriam através de voos ou de estradas de ferro, indiscutivelmente seriam extremamente importantes no desenvolvimentos dessas regiões, desmembrando o Brasil das cidades litorâneas e dos locais mais visitados pelos turistas.

    Se a industrialização é tão difícil quanto complexa, então vamos investir ou trazer empreendedores nessa área que atrai bilhões de pessoas:
    O jogo.
    Las Vegas, Atlantic City, Macao, Mônaco, Argentina, Uruguay … por que não o Brasil com esta sua extensão territorial e com regiões mais pobres que outras?

    Não preciso citar a quantidade de vagas as mais diversas que um cassino necessitaria para funcionar, e a cidade que o abrigaria teria de ter para atender esta demanda.
    Por que não se leva esta ideia adiante?

    Só não me venham com as tolas questões dos “viciados” em jogos, que eu retrucaria com os dependentes químicos das cracolândias abandonados à própria sorte!
    Inventem novas e originais desculpas para continuarmos neste atraso, nesta falsa democracia, que sequer me possibilita eu fazer o que posso, pelo menos, que seria eu gastar o meu dinheiro como quero e entendo!!!

    Enfim, se as escolas econômicas, as teorias, as teses, as interpretações sobre qual seria a correta para o Brasil e que não deram certo ainda, tratemos de nos ater a novas formas de atrair o investidor e, a meu ver, o jogo é uma das mais produtivas!

    Foi um imenso prazer eu ler os comentários de Bortolotto e Wagner Pires, dois dos mestres em economia verdadeiramente interessados no Brasil!
    E parabenizo os comentários que se sucederam, pois complementaram o debate de forma útil e proveitosa.

    A minha contribuição é esta, de modo que tenhamos grandes atrações para os turistas locais e estrangeiros, logo, renda, emprego e desenvolvimento!

    • O ilustre Sr. FRANCISCO BENDL, um dos “esteios” do Tribuna da Internet onLine, me honra com Comentário.
      Imerecidamente me elogia demasiado, e modestamente diz que de Economia Política só sabe a diferença entre ganhar e gastar Dinheiro.
      Não é assim. O Sr. FRANCISCO BENDL tem um histórico de vida muito grande, tendo a maior parte de sua vida profissional sendo Vendedor/distribuidor de Produtos Veterinários e Médicos em todo o Sul do Brasil e partes do Uruguai e Argentina.
      A nosso ver, tudo deve ser fomentado, a Agro-Pecuária, extração Mineral/Vegetal, os Serviços no qual se inclui o Turismo, e como muito bem lembrado pelo Sr. FRANCISCO BENDL, os Cassinos que sendo bem Regulados são grande incentivo ao Turismo, Shows, etc, gerando muitos Empregos.

      Mas para tirar um País do Sub-desenvolvimento, caso do Brasil, a nosso ver só com INDUSTRIALIZAÇÃO.

      • Não, sr. Bortolotto. Para tirar o nosso país do subdesenvolvimento será apenas com a mudança da mentalidade capimunista, da mudança no paradigma da nossa educação que foi enterrada pelos comunistas nesses mais de 50 anos de dominação ideológica e da degradação cultural do país.

        Será com muito esforço para a desimbecilização da sociedade, imbecilizada pelos meios de comunicação dominados pelos comunistas.

        Isso só ocorrerá quando a dominação ideológica imbecilizante das faculdades, meios de comunicação e de todo o desaparelhamento do estamento estatal feito por comunistas for desfeito.

        Aí poderemos refazer a nossa educação e a nossa cultura abarcando o ensino das melhores matérias científicas e tecnológicas.

        Aí sim, poderemos até pensar em industrializarmos. Mas, somente a partir daí, não antes.

        O mesmo que ocorreu com o Japão e a Coréia.

  24. Senhores … Bom dia!

    Por suas condições naturais, o Brasil tende a ser grande no setor primário … acontece que tendência não enche barriga de ninguém … há que se trabalhar a terra e seu subsolo!!! e antes há que se estudar – não só o transmitido pelas gerações; como o desenvolvido nas Universidades e Centros de Pesquisa.

    No caso brasileiro, temos a Embrapa que nos levou a termos Agronegócio para consumo interno e externo … a Embrapa é estatal e as fazendas são particulares … … … porém, os recursos da Embrapa são do Orçamento e os lucros do Agronegócio são dos proprietários. O que observo é que não há contrapartida social pelos que se enriquecem com o Agronegócio. Esse se foi tornando cada vez mais lucrativo e os trabalhadores foram se deslocando para as cidades, provocando uma superpopulação nas cidades!!!

    Abraços.

  25. Wagner Pires assino embaixo sua posição. Falar em governo propor desenvolvimento é apoiar a atual conjuntura onde o privado e público se misturam nas contas na Suíça. O setor público só permanece grande para manter as regalias e a corrupção. O Estado tem que se preocupar com Educação, Saúde e Segurança. O dinheiro público não pode ser canalizado para montar empresas onde o cabidão vai falar alto e onde a gerência pública não tem como competir com a iniciativa privada. Veja o caso dos Correios, acho que é único no mundo, um monópolio dá prejuízo. O Correios na mão da iniciativa privada seria uma empresa totalmente diferente do lixo que temos hoje na mão do governo.

    • Prezado Sr. ANTÔNIO,

      Muitos Colegas ilustres, com experiência de Vida como o Sr. WAGNER PIRES, a quem respeito e admiro, acham que o melhor Modelo Econômico é o da Escola Austríaca de Economia Política, ( KARL MENGER, BOHM-BAWERK, LUDWIG VON MISES, FRIEDRICH HAYEK, etc).
      A nosso ver a Escola Austríaca é excelente para Países JÁ RICOS, Ex. Inglaterra.
      Para tirar um País do Sub-Desenvolvimento, caso do Brasil, nos parece muito mais eficiente o Nacional-Desenvolvimentismo Liberal Intervencionista KEYNESIANO.

      Se nossas tentativas foram muito frustadas atribuo a falta de PATRIOTISMO de nossa Iniciativa Privada, e má administração Governamental, mas não ao Modelo em si.

      Lord KEYNES sempre disse que nosso maior desafio no futuro seria ter um Modelo Político-Econômico que produzisse: Eficiência Econômica, Justiça Social e Liberdade Individual. Acho que o seu Modelo é o que chega mais próximo disso.

      • Prezado Sr. Flávio concordo com vc também. Keynes seria ótimo para o nosso país, mas tem um grande problema. A corrupção alastrada em todos os níveis torna o investimento Estatal totalmente inócuo nesta terra onde a moral e os bons costumes parecem ter desaparecido. Desculpe, mas acredito em Keynes, um dos melhores do mundo, mas no Brasil não produz frutos devido a corrupção e a malandragem inerente ao caráter brasileiro. Abraços

        • Que keynes seria ótimo, sr. Antônio.

          O sr. está gostando do estado em que o Brasil se encontra?

          Acredito que não, por óbvio!

          Pois então, sr. Antonio, o país está assim justamente porque nunca houve outra forma de economia que não fosse pelo modelo keynesiano.

          Nosso país nunca experimentou outra forma econômica que não fosse com o maldito dirigismo econômico estatal propugnado por keynes, o economista predileto dos comunas.

          O sr. está gostando do keynesianismo?

          Pois é. Muito menos eu.

      • “Se nossas tentativas foram muito frustadas atribuo a falta de PATRIOTISMO de nossa Iniciativa Privada, e má administração Governamental, mas não ao Modelo em si.” (Bertolotto).

        O fracasso não catapulta os desenvolvimentistas a reconhecer que estão navegando em barco furado. Sempre acham um jeitinho de dizer, ‘da próxima vez dará certo’.

        A bola da vez foi a falta de patriotismo!

    • Não sei quantos dos senhores ja ouviu falar na maior empresa de courier da Europa, HERMES (Alemanha).
      Trata-se do modelo mais sensacional que já vi em logística!
      Sou usuário do serviço, que desbanca o Royal Mail de longe!!!
      Cobram 2 reais para coletar o pacote na sua casa e entregam em 3 dias.
      Servicos que custam no minimo R$60,00 via correio (Royal Mail) saem por R$25,00 na Hermes.

      Empregam 10.000 dos nossos vizinhos (que viram couriers com seus carros pessoaos) só pra levar e trazer os pacotes de uma lojinha ou banca (com a placa Hermes) á nossa porta.
      É incrivel !!! Outro modelo, outro mundo!

      Eis os números do braço britânico da empresa:
      “Lançada em 2009 em resposta ao aumento da demanda por uma solução de entrega ao consumidor conveniente, flexível e acessível.

      O serviço de dois dias da myHermes, por meio de sua rede nacional de ParcelShops e serviço de entrega de três dias coletados a partir da sua porta.
      Desde o seu lançamento, a myHermes expandiu os serviços disponíveis com o lançamento do myHermes ParcelShops em junho de 2012 e o serviço agora está disponível em mais de 4.500 locais.

      myHermes ParcelShop é um serviço de entrega simples e acessível localizado em lojas de conveniência locais e quaisquer banca, esquina, em todo o país.”

      O maior deposito da Hermes na Europa fica em Rugby, na Inglaterra, tem o tamanho de 34 campos de futebol.

  26. Quanto à defesa da industrialização feita pelo Bortolotto … é só comparar São Paulo com qualquer outro estado.

    Santa Catarina está se projetando com grande IDH por causa da industrialização de seu agronegócio … o tradicional RS está com poucas indústrias que transformem sua produção agrária.

    Industrialização estatal tem como paradigma meu RJ … com problemas que nem precisam ser citados!!!

    • Sim, o país inteiro sendo sugado para manter os cartéis das maiores capitais do Brasil: a FIESP, a FIRJAN e a FIEMG.

      Todo o país pagando os preços mais caros do mundo nos piores produtos do mundo para manterem ricos os barões da FIESP da FIRJAN e da FIEMG.

      Num arranjo imbecil que empobrece a população, transfere renda de todos os estados para essas capitais que ficam, cada vez mais ricas.

      Todo o país sendo obrigado a pagar o preço que o governo e os barões da indústria determinam.

      A falta de uma visão mais profunda e a distorção dos fundamentos da economia e a doutrinação comunokeynesiana no país facilita esse arranjo econômico maldito viciado em nosso país.

      Isso vai mudar!

  27. Prezado Sr. LIONÇO RAMOS FERREIRA,

    Acho que o senhor foi duro demais com os Empresários do Agro-Negócio. É verdade que a estratégica EMBRAPA é financiada com Recursos Públicos, muitas pesquisas feitas também em parceria com a Iniciativa Privada, mas o principal é Principal é Dinheiro Público.
    Mas os Empresários Rurais que merecidamente enriqueceram nessa Atividade, pagam Impostos normais.

    O seu Estado do Rio de Janeiro, até ontem o segundo Estado mais Industrializado do País, está passando por uma grande crise, mas saberá sair dessa também e tem um grande futuro pela frente.

    • “O seu Estado do Rio de Janeiro, até ontem o segundo Estado mais Industrializado do País, está passando por uma grande crise, mas saberá sair dessa também e tem um grande futuro pela frente.”

      Receba aí, Lionço, um ‘tapinha nasa costas’.

    • minha redação tem falha … o queria dizer é que a legislação não prevê contrapartida social – ora, os empresários estão fazendo muitíssimo bem a parte deles no Agronegócio.
      O que acontece em SP e SC é que os empresários do Agronegócio também investem na transformação de sua produção.
      Observo em outros estados que os produtores até vendem a produção futura … aí, não podem ir à industrialização.

      • “O que acontece em SP e SC é que os empresários do Agronegócio também investem na transformação de sua produção.”

        Agora sim, tirou a palavra ‘industrialização’ e aplicou ‘transformação’, mais abrangente, e ficou melhor.

  28. Meu caro Wagner Pires,

    Tudo bem?
    Quanto tempo ausente da Tribuna, meu amigo.
    Tens feito muita falta com a tua ausência.

    O teu comentário imediatamente abaixo da resposta de Bortolotto ao meu texto, onde mencionas a educação como fundamental à mudanças de paradigmas, fugiu do debate!

    Na verdade, como estamos nos atendo à economia, tem ficado de fora dessa discussão a educação, que todos nós sabemos ser essencial, fundamental, vital, para qualquer nação pretender ser evoluída e proporcionar o mesmo aos seus cidadãos.

    E também temos conhecimento que um novo Ensino, conforme a necessidade do país, dificilmente terá resultados que não sejam a médio e longo prazos, algo em torno de 20/30 anos ou mais.

    Não há como o Brasil aguardar esse tempo para dar início ao seu processo de avançar, de progredir.

    De maneira impressionante, o país ultrapassou a questão educacional para lidar com as vitais, que são elas a saúde, a segurança e o emprego!

    Talvez não tenha ainda surgido neste mundo uma nação onde o ensino e a educação não sejam mais os aspectos inalienáveis, mediante hoje a situação nacional, mas a necessidade premente de se oferecer trabalho, segurança, em face das milhares de vítimas anuais, e saúde pública, pois ainda se morre de febre amarela nesta terra!!!

    Portanto, se quisermos mesmo ter um resquício de esperança, uma nesga de luz no fim do túnel que não seja o farol do trem, torna-se imperioso que tenhamos planos para imediatamente ampliar o emprego, que, em consequência, resolveria o problema de arrecadação, da Previdência, e restauraria a confiança no país!

    E dinamizar o trabalho, repito à exaustão as sugestões dadas por mim mesmo tempos atrás:
    Licitações para empreendedores estrangeiros para rasgar o Brasil em rodovias;
    da mesma forma em ferrovias;
    idem quanto a túneis;
    igualmente na construção de pontes;
    o mesmo com elevadas e viadutos;
    implantação de cassinos em áreas mais atrasadas do país, levando o progresso e desenvolvimento.

    Essas medidas resolveriam o problema do desemprego, quando então poderíamos adotar um método especial para a educação, calcado em pesados investimentos na construção de escolas, salários muito melhores para os professores, e o ensino INTEGRAL!

    Um grande abraço.
    Saúde e paz.

    • Ei, Bendl.

      Dou razão às tuas razões. Mas, é como disse lá em cima, se toda essa amarração keynesina infernal que os keynesianos cleptocratas fizeram na nossa economia não haverá luz no fim do túnel.

      Precisamos eleger Bolsonaro e dar a condução econômica a um timoneiro que consiga desfazer essas amarras que é o economista PhD pela Escola de Chicago – o economista Paulo Guedes.

      Conto com seu voto, amigo. Para o bem do nosso país refém de psicopatas e degenerados comunistas.

      Grande abraço!

  29. O keynesianismo é totalmente distorcido pelos adeptos do neoliberalismo da escola de Chicago. A mensagem básica de Keynes é a de que, na fase recessiva do ciclo econômico, o Governo pode fazer uma política fiscal expansionista para suprir a escassez da demanda agregada, seja reduzindo tributos, seja aumentando os dispêndios governamentais, isso aliado a uma política monetária de juros baixos para estimular o investimento e reduzir o desemprego. Isso não tem nada a ver com pregar o aumento indiscriminado do gasto público em qualquer fase do ciclo econômico. O próprio Keynes, que inventou a divisão entre orçamento de capital e orçamento corrente (do custeio administrativo), defendia que, no longo prazo, o orçamento de capital do Governo ficasse equilibrado. Ele também defendia que, na fase expansiva do ciclo econômico, quando pode haver inflação, o Governo aumentasse a tributação e diminuísse os gastos públicos, como forma de combater a inflação, isso junto com uma política monetária mais rigorosa de juros mais altos. Essa ideia de que que Keynes propunha uma aumento indiscriminado do gasto público em qualquer situação é uma deformação total do pensamento keynesiano, algo que ele nunca advogou.

    • Aumentar a tributação na fase de prosperidade para aumentar o gasto público na fase recessiva é de uma estupidez inenarrável!

      O que propunha Keynes era retirar recursos da livre iniciativa para criar aceleradores econômicos (aumento da despesa pública) para criar crescimento fictício da economia.

      É uma imbecilidade tal ideia que se assemelha a uma pessoa que vai para o lado fundo da piscina retira um balde de água e vai para o lado razo, joga o balde no lado razo e acredita que está enchendo a piscina.

      Toda a “aceleração econômica” produzida por governos keynesianos acabam por conduzir o país a ciclos econômicos em forma de voos de galinha, porque, retiram dinheiro da economia e depois distribuem esses recursos a segmentos cartelizados, provocando desequilíbrios no mecanismo da livre concorrência, e, principalmente, provocando inflação monetária pelo volume de recursos despejados ineficientemente na economia. O que provoca ciclo de inflação renitente e conseguentes ciclos de retração econômica.

      Todos os brasileiros viram isso acontecer com tremenda força na maior keynesiana que o país já teve que foi a sra. Dilma Bucèfala.

      • Combater inflação que o próprio governo produz com tributação e depois despejando novamente recursos ineficientemente alocados a setores econômicos cartelizados e gerando, com isso, novamente inflação, o que justifica, ato contínuo, a novo ciclo de aumento de tributação, criando, com isso, os chamados ciclos econômicos e os voos de galinha, é a mais pura verdade sobre o keynesianismo e de governos comunosocialistas que se alimentam e dependem dele.
        O keynesianismo é a farça criada, muito mal criada, aliás, para justificar a mão de governos comunosocialistas sobre a economia de livre mercaddo.

      • “O que propunha Keynes era retirar recursos da livre iniciativa para criar aceleradores econômicos (aumento da despesa pública) para criar crescimento fictício da economia.”

        Que os desenvolvimentistas acrescentariam com enorme prazer, a tributação sobre riquezas.

  30. Do que adianta o orçamento de capital ficar equilibrado se o orçamento corrente cresce infinitamente, transformando o governo em um gigantesco aparato estatal com a inclusão de mais e mais servidores públicos, ao ponto em que chegamos hoje, em que a economia não consegue sustentar o tamanho da máquina pública?

    Ao ponto de termos o maior déficit previdenciário que é o déficit da previdência pública.

    De que adianta separar o orçamento corrente do orçamento de capital, se o orçamento corrente, de tão grande, já está invadindo o orçamento de capital?

    Ou o sr. não sabe que os déficits sucessivos indicam que para a máquina estatal continuar funcionando ela está tendo que se financiar com o recursos tomados emprestados pelo Tesouro nacional?

    Esse keynes foi uma besta quadrada cujas teorias foram muito bem refutadas por Roberto Campos. Teorias aplicadas em nosso país por economistas como Delfin Netto, que arrombaram o nosso país
    e o futuro da população.

  31. Prezado Sr. WAGNER PIRES,

    A nosso ver, sua visão do KEYNESIANISMO é muito rígida.
    Quando da grande Depressão nos EUA em Out/1929 vigorava o Liberalismo Laissez-Faire e até 1933 só piorava a situação de Desemprego.
    Crescia o Partido Socialista e também o Partido Comunista nos EUA ( até hoje há liberdade nos EUA para esses Partidos), e começou a crescer muito também o Fascismo ( “Tudo para o Estado, nada fora do Estado” como o senhor bem definiu e ressaltou em Comentário acima).
    Ou seja: Ou Totalitarismo de Esquerda ou de Direita. ( Acabavam-se as Liberdades Individuais em ambos casos).

    Foi então que o brilhante Lord KEYNES lançou suas ideias, muito bem descritas acima pelo Prof. Dr. CARLOS FREDERICO ALVERGA, tudo depois cristalizado em seu famoso Livro ” Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda” ( 1936 ).

    Em 1933 o grande Presidente FRANKLIN ROOSEVELT ( Só devemos ter medo, de ter medo). Seguindo as ideias de Lord KEYNES, ele implantou a Política de “New Deal”, e foi diminuindo o desemprego/Recessão ganhando 4 Eleições Presidenciais seguidas.
    A nosso ver, as ideias de Lord KEYNES salvaram os Direitos Individuais dos Cidadãos dos EUA, que caso contrário, como na Alemanha de 1933, ou teriam ido para o Totalitarismo Fascista/Nazista, ou para o Totalitarismo Comunismo Marxista.
    Não tenhamos dúvidas, quando o desemprego chega a 40%, 50% sem Seguridade Social, é TOTALITARISMO na certa, mesmo nos EUA.

    Depois de muita discussão nos EUA, nos anos 60′ o próprio Partido Republicano através do grande Presidente NIXON declarou: WE ARE ALL KEYNISIANS NOW.

    Agora, é verdade e concordo com o senhor, que a maioria dos Governos, os nosso em especial aplicam só 50% da Teoria KEYNESIANA, só a parte fácil, fazer Deficit Spending na baixa do Ciclo Econômico, e nunca Superavit na alta do Ciclo Econômico. Mas disso Lord KEYNES não tem culpa.

    • Sr. Bortoloto, o senhor está igual a esses comunas reacionários que vivem propalando por aí que o comunismo que não deu certo não foi o comunismo apregoado por Marx e outras besteiras mais.

      Que esse keynesianismo mea boca que os nossos governantes seguem não é o verdadeiro keynesianismo…

      Pelo amor de Deus, né Sr. Bortolotto.

      Não é o verdadeiro comunismo que foi mal empregado, assim como não é o verdadeiro keynesianismo que está sendo mal empregado, coisa nenhuma!

      É que tanto o comunismo como o keynesianismo – que são farinhas do mesmo saco – nunca prestaram mesmo. São aberrações criadas pela mente humana deformada.

      Outra coisa, Sr. Bortolotto, não foi o Roosevelt que seguiu a cartilha de Keynes, foi Keynes que teorizou o que Roosevelt fez.

      E o que Roosevelt fez com a sua política de intervenção do governo na economia, o que era para ser uma recessão causada pelas mãos do governo, pelas mão do próprio governo, transformou-se numa profunda e duradoura depressão.

      Foi isso que aconteceu.

    • “A nosso ver, sua visão do KEYNESIANISMO é muito rígida.
      Quando da grande Depressão nos EUA em Out/1929 vigorava o Liberalismo Laissez-Faire e até 1933 só piorava a situação de Desemprego.”

      Sua leitura é equivocada, porque feita de trás para frente, do efeito para a causa. O laissez-faire nunca vigorou nos EUA. Nunca. Há sim, bolsões de, mas como você a caracteriza para julgar a coisa toda, não. Jamais existiu.

      Laissez-faire é uma espécie de ‘apelido’ que se dá quando se quer denegrir pujança econômica.

      Criticam, criticam os EUA, mas segue aquela nação imbatível, provavelmente para os próximos 100 anos, e crescendo.

      Há certas ‘catch-phrases’ que e aplicam, laissez-faire é uma delas, que não explica nada, apenas confunde o leitor.

      O que existia e existe lá é ojeriza por políticas intervencionistas e mercantilistas que pululam no Brasil.

      Ainda ondem o governo brasileiro reconheceu que a Eletrobras está falida, e fez uma lista dos 9 impostos que são acrescidas à conta que chega ao final do mês.

      Aqui nesse rincão brasileiro nem calibrar impostos separando de exação se faz.

  32. Prezado Sr. WAGNER PIRES,

    Li com atenção seu Artigo do Instituto MISES e me parece que o Instituto MISES considerou equivalentes as Crises de 1921 que o Presidente WARREN HARDING ( Partido Republicano e maioria no Congresso do Partido Republicano) debelou em menos de 1 1/2 ano, e a Grande Crise de 1929 que o Presidente HERBERT HOOVER ( Partido Republicano e maioria no Congresso do Partido Republicano) não conseguiu debelar em quase 4 anos e a passou piorada em 1933 para o grande Presidente FRANKLIN ROOSEVELT.

    Sr. WAGNER PIRES, temos que olhar com cuidado porque Presidentes de um mesmo Partido Republicano e com maioria Republicana no Congresso, no primeiro caso em 1921, em 1 1/2 ano resolveram a Crise, e na Crise de 1929, Não.
    O mesmo Partido Republicano com maioria ampla no Congresso, com a mesma Filosofia Econômica com dois resultados completamente diferentes?

    É que a Crise de 1921 foi uma simples Crise de SuperProdução com o Sistema Bancário íntegro, enquanto a Crise de 1929 foi também uma crise de SuperProdução com todo o Sistema Bancário Quebrado, mais parecida com a de 2008.

    E os Bancos quebram porque os Assets que tem em Carteira, no Mercado, valem +- 30% do Valor de Face, enquanto suas Despesas seguem em 100% do Valor de Face.

    Não tem outra explicação para o experiente Presidente HERBERT HOOVER ( P R) não ter copiado seu predecessor Presidente WARREN HARDING ( P R) que tanto sucesso teve pouco antes. É que ele no começo fez tudo igual, mas agora como praticamente todo o Sistema Bancário estava quebrado, a situação só piorou, e ele tentou fazer tudo o que pode, e não saiu do buraco.
    Só o Presidente ROOSEVELT ( Partido Democrata) com o New Deal foi resolvendo a Crise de 1929.

    • “É que a Crise de 1921 foi uma simples Crise de SuperProdução com o Sistema Bancário íntegro, enquanto a Crise de 1929 foi também uma crise de SuperProdução com todo o Sistema Bancário Quebrado, mais parecida com a de 2008.”

      Onde você tirou isso? Parece-me pura opiniologia. Impressionante como você mistura 1929 com 2008 assim, numa boa.

  33. Revista VEJA 13 abr 2018

    O efeito Amazon
    O avanço do comércio eletrônico leva dezenas de shoppings e lojas tradicionais a fechar as portas nos EUA.

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