Não há justificativa para ataque físico nem para ataque intelectual

Celso Frazão

Sou contra toda e qualquer violência física ou intelectual cometida por quem quer que seja contra povos ou pessoas, principalmente quando revestida de características fascistas.

Devido ao passado violento das manifestações cristãs contra outras religiões (que ainda ocorrem também no Brasil presente), tenho certeza que devemos, obrigatoriamente, não permitir que aspectos religiosos contaminem os aspectos políticos das questões mais relevantes.

Não gosto das posições do Charlie Hebdo. Do meu ponto de vista são fascistas. Não há justificativas para o ataque físico, como também não há justificativas para o ataque intelectual às religiões – Islamismo, Cristianismo ou qualquer outra.

Não aprovo a posição fascista neoliberal de que há uma profissão, seja ela qual for, que tudo pode, inclusive denegrir crenças alheias, através de ataques intelectuais a seus líderes ou símbolos.

É preciso que haja posições mais claras e democráticas, a meu juízo, sobre o terrível atentado.

(texto enviado por Sergio Caldieri)

26 thoughts on “Não há justificativa para ataque físico nem para ataque intelectual

  1. Na Nigéria uma menina bomba se esplodiu, matando mais de 20 pessoas….(…)…Ao menos 20 pessoas morreram neste sábado (20) na explosão de uma bomba portada por uma menina de cerca de dez anos em um mercado muito movimentado da cidade de Maiduguri, no nordeste da Nigéria, anunciou a polícia.

    “Há muitas vítimas: 20 mortos e 18 feridos, incluindo a menina-bomba que se explodiu”, declarou Gideon Jubrin, porta-voz da polícia do estado de Borno. ( Uol . Com agências internacionais)

  2. Quanta asneiras em dois parágrafos! É óbvio que violência é sempre física… Violência intelectual o que é! A maior asneira: “posição fascista neoliberal”. É dever básico de qualquer escrevinhador com pretensão a “formador de opinião” saber quais conceitos os vocábulos do texto exprimem! Fascista é um posição politica; Neoliberal outra completamente distinta. Desde a virada do ano estava melhorando a qualidade dos “post” aqui na Tribuna, começou a recaída… Tenho cá minha dúvidas se Celso Frazão sabe o que é dicionário! O “argumento embolorado” do texto é contra tudo e favor de tudo ao mesmo tempo. Nonsense.

    • Asneira é o seu discurso demagogo! Não entendes violência intelectual???? É correto chafurdar as crenças, religiões de um povo, através de charges grotescas???? Sinceramente, Sr. Cesar Rocha, sabes mesmo o que é pai dos burros??? Creio que não! Leia, se informe, aprenda… depois volte pra discutir… Quando não se tem nada pra falar, é melhor o silêncio! Acredito, com todo respeito, que o Sr. permanecendo calado, deve ser um poeta! (Ah! E se é tão excelente “escrevinhador” e perfeito em suas “opiniões formadas”, que tal postar um texto????)

  3. Senhores,

    Quando li a notícia do atentado na França, pensei “Todos os jornais deveriam publicar as charges dos “artistas” como uma forma de vingança, de ir à forra, de pirraça, sei la!” Depois que vi alguma delas aqui na TRIBUNA, percebi que, pelo menos na minha opinião, NÃO PASSAVAM DE LIXO GROTESCO com traços de PORNOGRAFIA, OFENSIVO a quem se vê nelas retratadas.
    Me parece que, tais como os atuais programas humorísticos brasileiros, os autores dos trabalhos não fariam sucesso sem a exibição de uma BUNDA NUA…

    Bem… pelo menos é essa a minha opinião.

  4. Gostei do texto. Por falar em intelectual, lembrei de Gramsci (1891-1937): “Os intelectuais são os vendedores do grupo dominante para o exercício das funções subalternas da hegemonia social e do governo político” = pág. 967, Dicionário de Citações, Martins Fontes, 2001, (Cadernos do Cárcere III).

  5. PERTO DE 90 MIL AGENTES ARMADOS FRANCESES NÃO CONSEGUIRAM PRENDER 3 TERRORISTAS!. MATARAM!. UM FIASCO!

    Nem Kouachi, nem Charlie, nem Gendarmerie. O que as forças de segurança francesas mostraram ao mundo foi um enorme fracasso. Não é crível que um exército de cerca de 90 mil agentes fortemente armados e com um só objetivo não conseguisse prender os 3 terroristas autores da tragédia em Paris. Descobertos dois deles escondidos dentro de uma indústria em Dammartin-en-Goele, os irmãos Chérif e Said, por mais armados que estivessem, não conseguiriam resistir por muito tempo. A munição deles acabaria.Era questão de horas. A resistência, também. Faltaram às forças de segurança estratégia, equilíbrio e inteligência. A prisão dos dois era importantíssima para se obter informações que levassem a identificar de onde recebem recursos financeiros, quem os sustenta, com quem se relacionam…. E também para submetê-los a julgamento pela Justiça da França. Agora, estão mortos. E mortos não falam. Nem podem ser julgados.Era preciso capturá-los.

    Nessa parte — inteligência policial para lidar com sequestradores enquanto dura o sequestro — a polícia francesa tem muito o que aprender com a polícia brasileira. Salvo um ou outro caso pontual, todas as conversações e cerco a bandidos surpreendidos com refén(s) dominado(s), a polícia do Brasil tem obtido êxito.E sem disparar um tiro. Os reféns são libertados e os bandidos acabam se entregando. O que ocorreu na França, na cidade de Paris, envolveu a elite da gendarmeria, agentes do RAID (tropa de choque da polícia) e agentes de todas as forças de segurança da França. Não era para ter este final desastroso, tanto o covarde e abominável ataque à sede do jornal, quanto ao mercado de produto alimentício utilizado pelos judeus (Hyper Cacher).Neste, reféns perderam suas vidas e a polícia entrou atirando, para matar, criminosos e inocentes. O objetivo era matar. Não custa lembrar que durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), uma jovem francesa, que ouvia as ordens que vinham dos santos Miguel, Catarina e Margarida, sem o menor preparo militar, conseguiu ingressar no exército francês e comandar a expulsão dos ingleses que haviam tomado a França. Seu nome: Joana D’Arc. JE SUIS JEANNE D’ARC.

    • Concordo plenamente. Levaram um ‘baile’ de dois terroristas, houve mais vítimas do que terroristas mortos. A ‘mocinha’ então os está fazendo de tontos. Uma total falta de preparo.

    • Jorge, não é bem assim.
      Os terroristas que estavam na fábrica devem chegado à mesma conclusão: não conseguiriam resistir por muito tempo. Então saíram pela porta atirando nos policiais com os fuzis metralhadora. A única resposta possível era atirar de volta. E, num tiroteio, ninguém atira deliberadamente para ferir, ao contrário do que alguns imaginam; o risco de errar é muito grande, é preciso neutralizar o adversário o mais rápido possível antes que ele mate alguém do outro lado, então atira-se para matar.
      Quanto ao do supermercado, a polícia tinha de intervir ao mesmo tempo nos dois locais, porque senão sabendo da morte ou prisão dos outros ele poderia matar os reféns. Então quando os da fábrica saíram atirando a polícia invadiu o supermercado; alguns dos reféns foram mortos, não sabemos ainda por tiros de quem.
      Comparar uma ação contra terroristas com ações contra bandidos aqui no Brasil não é justo; o bandido quer viver, é possível convencê-lo, já o terrorista está jogando tudo na sua ação. Principalmente quando acredita que se morrer na ação será um mártir com o paraíso assegurado.
      Se a polícia francesa falhou, terá sido na prevenção, embora seja muito difícil vigiar todos os que podem ser suspeitos. Na ação ela agiu como foi possível.

  6. Caro Antônio,

    Não sei na França, mas no Brasil QUALQUER IDIOTA pode receber o “título” de intelectual e ter os seus ARROUBOS MEGALOMANÍACOS considerados VERDADES ABSOLUTAS e indiscutíveis.

  7. Caro Béja,

    “A prisão dos dois era importantíssima para se obter informações que levassem a identificar de onde recebem recursos financeiros, quem os sustenta, com quem se relacionam…. E também para submetê-los a julgamento pela Justiça da França. Agora, estão mortos. E mortos não falam. Nem podem ser julgados.Era preciso capturá-los.”

    -É verdade. Agora, em vez de prisioneiros, a frança fez heróis.

      • …e com direito a uma mansão no céu (sem precisar pagar mercado, água, luz e IPTU – tudo livre, inclusive todo o tempo do mundo) e cem ninfetas no quarto do harém!

        -Assim, até eu!

        • Essa ‘religião’ tem várias estratégias para se tornar hegemônica. Em primeiro lugar castram quase todos os prazeres da vida terrena, ‘guardando-os ‘ para serem desfrutado junto ao líder máximo. Depois eles rebaixam as mulheres a meros objetos reprodutivos, para atingirem a maioria através da ‘reprodução’.

  8. DEMÉTRIO MAGNOLI (Folha,hoje)

    Raqqa, aqui
    Na França milhares dizem ‘Eu sou Charlie’, mas no Brasil professores saem das tocas para celebrar o terror

    Enquanto, na França, dezenas de milhares saíam às ruas para dizer “Eu sou Charlie”, professores universitários brasileiros saíam de suas tocas para celebrar o terror. Não começou agora: é uma reedição das sentenças asquerosas pronunciadas na esteira do 11 de setembro de 2001. São sinais notáveis da contaminação tóxica de nossa vida intelectual e, especificamente, da célere conversão de departamentos universitários em latas de lixo do pensamento.

    A mensagem dos franceses foi um tributo à vida e à civilização. “Eu sou Charlie” não significa que concordo com qualquer uma das sátiras do Charlie Hebdo. Significa que concordo com a premissa nuclear das sociedades abertas: a liberdade de expressão é, sempre, a liberdade daquele com quem não concordo. Isso, porém, nunca entrará na cabeça de nossos mensageiros da morte.

    Seu discurso padrão começa com uma condenação ritual do ato terrorista: “É claro que não estou defendendo os ataques”, esclareceu de antemão uma dessas tristes figuras, antes de entregar-se à defesa, na forma previsível da condenação das vítimas “justiçadas”. “Não se deve fazer humor com o outro”, sentenciou pateticamente Arlene Clemesha, que ostenta o título de professora de História Árabe na USP, para concluir com uma adesão irrestrita à lógica do terror jihadista. É preciso, disse, “tentar entender” o significado do ataque: “um atentado contra um jornal que publicou charges retratando o profeta Maomé, coisa que é considerada muito ofensiva para qualquer muçulmano”.

    Clemesha é só uma, numa pequena multidão acadêmica consagrada à delinquência intelectual. No mesmo dia trágico, Williams Gonçalves, professor de Relações Internacionais na Uerj, esqueceu-se do cínico aceno prévio para expor logo sua aguda visão sobre o “controle social da mídia” e, de passagem, candidatar-se a porta-voz oficial do Estado Islâmico: “Quem faz uma provocação dessas”, explicou, referindo-se aos cartunistas assassinados, “não poderia esperar coisa muito diferente”. O curioso, nas Clemeshas e nos Gonçalves, é que eles rezam pela mesma cartilha que Marine Le Pen, apenas com sinal invertido. O nome dessa cartilha é “choque de civilizações”.

    Na onda de islamofobia que varre a França, surfam dois lançamentos recentes. O livro “Le suicide français”, do jornalista ultraconservador Éric Zemmour, alerta contra a destruição da cultura francesa por vagas sucessivas de imigração muçulmana. O romance “Soumission”, de Michel Houellebecq, imagina a França governada por um partido islâmico no ano agourento de 2022. Segundo a gramática do “choque de civilizações”, o Islã não cabe na França: um muçulmano só pode ser um francês se, antes, renunciar à sua fé. Os nossos Gonçalves e Clemeshas estão de acordo com isso –mas preferem que, para acolher os muçulmanos, a França renuncie a suas leis e a seus valores, entre os quais a laicidade do Estado. E, no entanto, apesar de Zemmour, Houellebecq, Clemesha, Gonçalves e Le Pen, milhares de muçulmanos franceses exibiram nas ruas os cartazes com a inscrição “Eu sou Charlie”…

    Karl Marx escreveu cartas elogiosas a Abraham Lincoln. Leon Trostsky contou com a colaboração inestimável do filósofo liberal John Dewey para demolir as falsificações dos Processos de Moscou. Entre um evento e outro, o socialista August Bebel qualificou o antissemitismo como “o socialismo dos idiotas”. Em outros lugares e outros tempos, o pensamento de esquerda confundiu-se com o cosmopolitismo e produziu as mais comoventes defesas das liberdades civis. No Brasil de hoje, com honoráveis exceções, reduziu-se a um pátio fétido habitado por “black blocs” iletrados, mas fanaticamente antiamericanos e antissemitas.

    “Não se deve fazer humor com o outro”, está escrito na lápide definitiva que cobre o túmulo do humor. Raqqa, a sede do califado, é aqui. “Eu sou Charlie”.

  9. A capa do semanário estampada na chamada da matéria mostra bem a diferença que existe entre humor crítico e deboche. Ainda assim, sou contra ceifar vidas ou outro tipo qualquer de violência, como neste ataque ao Charlie Hebdo.

  10. Não demora muito e as vítimas vão passar a culpadas, dada à ênfase negativa que estão dando aos impropérios do pessoal do Charlie e às seguidas alusões de que a carnificina favoreceu à extrema direita. A continuar assim, Maomé vai acabar canonizado.

    O cara do post já inventou até que o pessoal do Charlie, notórios membros da extrema-esquerda, são “fascistas neoliberais”, seja lá o que isso for.

  11. Macacas de auditório, lembrem-se que um universitário brasileiro, a uma semana de se formar, foi assassinado com cinco tiros na Urca.

    Alguém lembrou de alguma faixa com os dizeres “Je suis Alex ?”. Claro que não, o importante é falar de muçulmanos, franceses, petistas, comunistas, chargistas. “Ev’rybody’s talking about Ministers, Sinisters, Banisters and canisters,
    Bishops, and Fishops, Rabbis and Popeyes, Bye bye, bye byes”.

    Isto aqui é mais amargurante do que o que vossas senhorias têm postado:

    “RIO — “Oi, mãe, tô indo para casa”. A mensagem, enviada pelo WhatsApp às 21h16m de quinta-feira, ainda está no celular de Mausy Edeltraud Schomaker, que perdeu o filho poucos minutos depois. O estudante de biologia da UFRJ Alex Schomaker Bastos, de 23 anos, morreu após ser baleado três vezes, ao reagir a um assalto num ponto de ônibus da Rua General Severiano, em Botafogo, quase em frente a uma das entradas do campus da universidade na Praia Vermelha”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *