Não haverá intervenção, mas bem que podia haver uma “desobediência militar”

Resultado de imagem para intervenção militar charges

Charge do Alpino, reproduzida do Yahoo

Jorge Béja

A Ordem do Dia do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, pela passagem do 19 de abril (Dia do Exército), dá margem a muitas reflexões. Disse o chefe militar: “Apesar dos esforços dos Governos, o colapso da segurança pública nos cobra dezenas de milhares de vidas por ano; a aguda crise moral, expressa em incontáveis escândalos de corrupção, nos compromete o futuro; a ineficiência nos retarda o crescimento; a ausência, em cada um de nós, brasileiros, de um mínimo de disciplina social, indispensável à convivência civilizada; e uma irresponsável aversão ao exercício da autoridade oferecem campo fértil ao comportamento transgressor e à intolerância desagregadora. Essa crise fere gravemente a alma da nossa gente, ameaça nossa própria identidade nacional, deprime-nos o orgulho pátrio e, mais grave, embaça a percepção de nosso projeto de Nação, dispersando-nos em lutas por interesses pessoais e corporativos sobrepostos ao interesse nacional. Nossa gente não é assim e não merece isso!”.

NÃO HÁ ATALHOS – Na cerimônia realizada em Brasília, na qual o juiz Sérgio Moro recebeu sua merecida Ordem do Mérito Militar, houve um discurso contundente do Comandante do Exército, mas o general Villas Bôas assinalou que “não há atalhos fora da Constituição”, afastando a possibilidade de uma intervenção militar.

Como não haverá intervenção e diante do caos que o próprio discurso do chefe militar relata, bem que as Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica), de forma uníssona, harmônica e sem dissidência, poderiam anunciar sua insubordinação ao presidente da República.

Não precisaria que tanques, canhões, tropas e armamentos viessem para as ruas, que navios deixassem os portos onde estão, nem os aviões decolarem das bases aéreas onde se encontram. Todos permaneceriam em seus quartéis, como Força Provisoriamente Independente, sem obediência ao presidente da República. Nenhum tiro precisaria ser dado.

NÃO SERIA GOLPE – Se isso acontecesse, o que Temer e seus ministros fariam? O que o Supremo Tribunal Federal faria? Nada, é a resposta. Ficariam todos desprotegidos, abandonados. E as Forças Armadas teriam todo o apoio do povo brasileiro. Não seria uma revolução, porque Temer continuaria no poder. Menos ainda golpe de estado. Apenas insubordinação, ou seja, desobediência conjunta militar, tal como acontece com a desobediência civil.

Punição? É claro que não haveria. Os insubordinados não iriam punir a si mesmos. Reintegração de posse dos quartéis? Bom, o Supremo poderia determinar. Mas seria ordem inócua, pela inexistência de força militar para cumpri-la. Ou seria a Polícia Federal que iria entrar nos quartéis?

26 thoughts on “Não haverá intervenção, mas bem que podia haver uma “desobediência militar”

    • Prezado Eduardo. Segui sua orientação. Fiz a reclamação. E a Oi informou à Anatel que era difícil retirar o número do meu telefone do “Call Center”. Deixou entender que eu deveria suportar o incômodo, mas que, ainda assim, prometeu fazer o que seria possível!
      Então, reclamei novamente à Anatel. Discordei da explicação da concessionária e insisti com a reclamação e pedi providências imediatas. A tortura continua. Ontem, 4a. feira, até mesmo depois das 8 da noite ligaram. Acho que não tem jeito. A Oi é a cara do Brasil e o Brasil é a cara da Oi. Tudo afundou. Quem paga é o povo brasileiro. Nem a força tarefa da Lava Jato e os juízes federais Moro e Bretas vão colocar o país no caminho da ordem e do respeito aos primários princípios de civilidade, de honestidade…de tudo que seja bom e justo.
      Grato pelo interesse e pela preciosa ajuda.

      • Caro Dr. Béja

        Sugiro então, conseguir com a ajuda do “identificador de chamadas” registrar as ligações que o Sr. recebe com número, data e hora, e junto com os protocolos abertos , inclusive o da ANATEL, entrar com uma ação no Juizado de pequenas causas, com pedido de liminar para cessar o incômodo, sob pena de multa.

        A “mão de obra” jurídica, o Senhor já tem, e é da melhor qualidade.

        Abraços.

        Eduardo

        • Caríssimo Eduardo, essa empresa patife está sob o Regime de Recuperação Judicial, cujo um dos muitos efeitos é a suspensão de todas as ações neste Brasil inteiro contra ela. As que estão am andamento, param, E as novas não andam. Se contra empresa que nada deve, os processos já são demorados na Justiça, imagina contra um empresa quase quase falida e em recuperação judicial, com um passivo de mais de 60 billhões!!!! Eu vou pagar preço muito mais caro pela tortura. E quando ganhar 10 salários mínimos de dano moral, nada vai adiantar. A tortura continua. E não é indenização que busco. Busco respeito. Busco a recuperação da Paz.
          Grato, Eduardo.

    • É verdade, Lucas Silva. De discursos, promessas, o povo está cansado de ver, ouvir. e ler. É um blá-blá-blá rotineiro e nada acontece. O general deu um “pito” no Temer e ficou por isso mesmo. Temer não tem envergadura moral para advertir o general, porque o comandante militar só falou verdade. Mas e ação-reação?. Não houve, nem de um lado nem do outro. Todos se acovardaram.

  1. Prezado doutor Béja:

    Mas com qual objetivo?
    Essa…digamos…revolução passiva militar…só faria sentido com a RENÚNCIA dessa MAIS RECENTE quadrilha que se instalou, sorrateiramente, no poder, não é verdade? Renúncia do maestro e sua orquestra, nenhuma dúvida. Mas, como atitudes superiores exigem espíritos superiores, os militares poderiam, então, ficar permanentemente parados, que não aconteceria absolutamente nada! Rigorosamente nada! Ou, simplesmente, continuaria acontecendo o óbvio ululante: negócios, negociatas, conchavos, esquemas, tramoias e pilantragens sem fim! E, aqui, na planície, continuariam os bobocas preocupados com a ” de-mo-cra-ci-a”, com o ” funcionamento das instituições”, com eleições em 2018 e, claro, centenas de jornalistas, consciente ou inconscientemente, fazendo o jogo das quadrilhas políticas, defendendo a “ordem democrática”, etc, etc, etc.
    Então, dentro da sua linha de raciocínio, prezado doutor Béja, melhor seria que o POVO ADOTASSE O NÃO-FAZER: simplesmente cruzasse os braços, não saísse mais de casa, enfim, tirasse o plug da tomada e deixasse a locomotiva Brasil parar, em todos os sentidos.

    Saudações,
    Carlos Cazé.

    PS: Sem ilusões e sem tergiversar, penso que já passou da hora de as Forças Armadas intervirem. Com força e com vontade. Profilaxia geral, total e absoluta. Aliás, por que não fazem uma ” pesquisa ibope” sobre isso?

    • A farda enfeitada de medalhas e um alto posto não faz um militar um líder, nem tampouco discursos inflamados. O que não faz um líder também é a perspectiva de perder a oportunidade de ocupar uma vaga em uma repartição governamental em Washington DC ou Paris – o salário é atraente e a experiência valiosa.
      Um líder, civil ou militar, tem que viver para a causa. Não é o caso do general – nem menciono os civis, pois os que mais se realçaram na política claudicaram na moral.
      Resta o povo, a internet e a própria Justiça, mas esta sofre de um mal
      muito maior: comodismo misturado com pedantismo agudo apimentado com um molho de vaidade infundada. É a nossa realidade. Solução? Também queria uma…

    • Prezado Cazé, suas reflexões são sempre profundas e de alto nível. Se tal acontecesse, muitas outras imagináveis e inimagináveis consequências viriam em seguida. A repercussão internacional seria imediata. E nada abonadora para o governante. O apoio da população seria maciço. A desmoralização seria completa. Os militares também são cidadãos brasileiros. A farda não retira deles esse indispensável atributo. São eles gente como a gente. Todos somos brasileiros. Todos repudiamos a situação em que se encontra o Brasil, pátria de todos nós, armados e desarmados. O quadro é gravíssimo. O recolhimento de todos eles das três forças aos quartéis, e nos quartéis permanecendo….o Palácio do Planalto vazio, sem a guarda presidencial (dragões da independência, acho que é esse o nome daqueles militares fardados de vermelho e branco, fuzil, capacete à la São Jorge…), seria altamente simbólico da insatisfação visível do repúdio que se instalou na mente de todos nós, brasileiros do bem. Temer estaria sozinho. Sem um guarda fardado e lhe prestar continência….Isso é muito e muito mais, sem golpe de Estado, mas reação do Estado. Os militares das três forças integram o Estado, a quem incumbe o dever de defendê-lo em qualquer situação que abale as estruturas da ordem, da decência, do respeito à coisa pública e à cidadania.

  2. Acho que “revolução” não seria conveniente neste momento, porém uma freada de arrumação, nos moldes que o sr. propõe seria interessante, até porque não seriam os políticos que iriam por o “guizo no gato”, eles não tem coragem e muito menos disposição para remar contra a maré. Iriam aderir desde o primeiro momento, com inflamados discursos de apoio.
    Quem conhece os nossos “homens públicos”, sabem muito bem como são.
    Nos herdamos muito os costumes dos antigos romanos e quando Roma era uma república, e a crise se instalava, escolhiam um DITADOR, que com prazo de 2 anos restabelecia a normalidade.
    Poderíamos copiar o modelo, que provavelmente funcionaria.
    Em 64, a coisa descambou, porque os milicos deveriam ter feito a limpeza e entregado a casa em ordem ao poder político, devidamente higienizado.
    Ficaram deslumbrado com o poder e só entregaram quando não mais podiam governar.
    Foi uma pena que já naquele tempo o pais não entrou em rota de correção. Quando os militares abriram as comportas, a enxurrada trouxe de tudo, do Sarney ao atual Temer, passando pelo lula e Dilma..

    • Caro Dr. Beja,
      Apenas um belo discurso do comandante do exército brasileiro, impregnado de entusiasmo e patriotismo, mas as palavras o vento as leva.
      Na verdade não há atalhos para a constituição federal quem souber interpretá-la com dignidade, no entanto, o próprio guardião o STF avilta a nossa constituição com seus atalhos espúrios, mantendo a ex-presidente esquizofrênica todos os direitos de um ex presidente, embora tenha sofrido um impeachment pelo Congresso Nacional presidido pelo próprio STF.
      O caro amigo pode estar até envelhecendo, mas não está caduco, pois essa sua ideia de insubordinação militar é uma excelente sugestão, pois induvidosamente as FFAA estariam dando um puxão de orelhas nos três podres poderes da república que estão extrapolando de suas funções, pois por trás dos panos estão envidando todos os esforços com a evidente finalidade de extinção da operação lava-jato, de modo que o belo discurso do General do Exército Villas Boas é conversa fiada pra boi dormir.
      O que o prezado amigo está sugerindo é literalmente o cumprimento do que se contém no parágrafo único do artigo 1º da Lei Maior que estabelece que “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.”, conjugado com o disposto na norma inserta do artigo 142 da CRFB/88 “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”.
      Ora, quem é o maior poder constitucional da república federativa do Brasil?
      Estreme de dúvida O POVO BRASILEIRO, pois é o PODER INSTITUCIONAL, razão pela qual o povo brasileiro pode sim se socorrer das forças armadas, até mesmo porque está DESARMADO, portanto, tomar a iniciativa para que a LEI e a ORDEM sejam restabelecidos em solo pátrio.
      Mas esse general do exército brasileiro acusou de TRESLOUCADOS quem assim pensa, mas convenhamos que uma das mais sagradas missões das forças armadas brasileiras é a defesa da pátria que hoje é considerado um esgoto a céu aberto, haja vista os três podres poderes, portanto inexistentes os PILARES DA DEMOCRACIA que tanto almejamos nós civis brasileiros nos idos de 1980 a 1984, se não me falha a memória.
      Então porque as forças armadas brasileiras não a defendem INFLUENCIANDO COM EXTREMA FIRMEZA para que essa corja de políticos brasileiros bandidos, meliantes e assaltantes dos cofres públicos que infestam nosso país para que devolvam o que roubaram e respondam pelos seus crimes atrás das grades?
      De fato, a sua excelente sugestão não é uma intervenção armada, mas tem um grande poder.
      Ontem em seu discurso o comandante do exército brasileiro mostrou um pouco da firmeza que esperamos, porém precisamos de muito mais, pois isto pode perfeitamente ser feito não só pelo pela força moral das FFAA, mas também pelo apoio maciço que a população devota nas forças armadas brasileiras.

      • Caro Dr. Belem, nosso povo, confia nas F. Armadas, e os Comandos, são, responsáveis pela Soberania Nacional, e a Paz, para o Brasil ser uma Pátria decente e justa, lamentávelmente, perderam o estato de Ministros, sendo chefiados por um civil politico ou politiqueiro, que obedece ordem de um Presidente denunciado por corrupção. Realmente está dificil, não vemos um raio de Luz, neste túnel que os politiqueiros nos enfiaram. Presidentes do Congresso, acusados, continuam a estuprar e vilipendiar a Nação, o STF, conivente, com a corrupção, e a única saída pacifica, para acabar com essa esculhanbação, de alguma forma; a Esperança, mora, nas F.Armadas, a sugestão do Dr. Béja, é ótima, pois, obriga a corja, a “botar a barba de molho”.
        Dia 28, está programada uma Greve Geral, que aconteça, pacificamente, como aviso, que o CidadãoTrabalhador, cansou de ser roubado em seus Direitos básicos, pelo roubo do cofre público,
        Alm. Barroso: na guerra do Paraguai: o Brasil espera que cada um cumpra seu Dever, continuamos a esperar que as F.Armadas, cumpram seu Dever.
        Que Deus nos ajude a sair desse lamaçal pacificamente.
        Eu chamo de 3 patetas, que seus atos desmitam, com ações patrioticas, em favôr do Brasil e seu povo explorado, Hoje, dia de Tiradentes, deu sua vida, por um Brasil Soberano, e Liberdade, servindo de exemplo de Amor à Pátria.

  3. Infelizmente só com sangue…
    Um general três estrelas patriota vale dois de seis, se traidores da pátria
    Um de quatro covarde ou comprado não vale um sargento que tenha orgulho de servir sua nação.
    Generais de 3, duas ou uma estrela não se submetam a quem os conduz a vergonha eterna.
    Traidores são escória e a honra de um militar não pode ser comprada com ouro.
    Cumpram o seu dever ou assistirão o sangue de seus irmãos consanguíneos e pátrios, ser desperdiçado numa luta que vocês deveriam assumir mas refugam.

    Pusilânimes e uniformizados…

    sanconiaton

    • Esse novo leitor nem precisa se identificar. Sabemos sua identidade, não é mesmo Carlos Newton?
      Seu comentário é enigmático, como sempre foi quando se apresentava com outro nome. Mais vale uma pessoa que mal fala, mal ouve, mal vê e mal escreve, porém verdadeiro, honesto, que aparece e não se esconde com codinome e decente, do que um presidente da República ou um cientista não sei de que, mentiroso, desonesto, indecente e que não se apresenta com seu verdadeiro nome e se esconde atrás de pseudônimo.

  4. Talvez aqueles que tem seus nomes propalados aos quatro ventos não possam ser crus, ainda mais se tem endereço conhecido como os participantes de sites, que fazem oposição a um governo criminoso…
    A tendência, por medo de serem perseguidos e castigados, é jogarem perfume no cocô, evitando a verdade nua e crua receosos de suas consequências, e elas existem.
    Portanto eu os compreendo.
    Quem tem, tem medo…

    sanconiaton

    PS
    Aproveitem o texto e reflitam sobre o fato de vocês não poderem ser totalmente honestos em suas matérias.

  5. Tenho minhas dúvidas.
    Com essa violência descontroladas nos Estados.
    Sei não.!!!
    A propósito, o festival de Explosões de Caixas Eletrônicos continua.
    Ontem foi dentro de uma Secretaria de Estado de São Paulo…

  6. Qual a funcao constitucional do exercito ? E garantir a ordem e preservar oque é publico. O exercito está prevaricando de suas funcoes constitucionais ao ficar passivo com este crime de lesapratria que cometeram e continuam cometendo à esta nacao e sua sociedade . O que o exercito deveria promover é a destituicao desta quadrilha do poder e garantir a convocacao de uma assembleia constituinte e novas eleicoes e com issso um novo governo .

  7. Se as forças armadas não sabem a diferença entre um presidente e um criminoso, pior um traidor da pátria, o povo aponta e diz com todas as letras, temos criminosos no poder e não temos FFAA…

    sanconiaton

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *