Não perca, no SBT, os cinco capítulos da eletrizante novela protagonizada pelo ex-marido da presidente Dilma Rousseff.

Carlos Newton

Vai ao ar em cinco partes, a partir da próxima segunda-feira, o depoimento que Carlos Araújo, ex-marido da presidente Dilma Rousseff, gravou para a sensacional novela “Amor e Revolução”, do SBT, cuja produção e exibição demonstram que Silvio Santos deixou de ser aquele velho bajulador de militares e agora se dedica a bajular presidentes civis.

Apesar de ser o retrato perfeito de um ilustre desconhecido, Carlos Araújo será o primeiro entrevistado a ocupar cinco capítulos. Na série de depoimentos, ele nega a participação de Dilma em ações armadas, conta detalhes sobre o roubo do cofre do ex-governador Adhemar de Barros e fala sobre a prisão da atual presidente.

Ele conta que foi um dos fundadores do grupo VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares ) e curiosamente chama os assaltos que praticavam de “ações de desapropriação de bancos”. Araújo diz que o assalto ao cofre do Adhemar foi planejado pela necessidade de financiar as ações de guerrilha, que se avolumavam. “Tínhamos a informação de que o dinheiro do jogo do bicho era recolhido mensalmente e levado para a casa de Dona Ana Capriglione, no bairro de Santa Tereza, no Rio de Janeiro, e depois mandado para o exterior. Soubemos disso, fomos lá e pegamos o cofre. Naquela época tinha aproximadamente US$ 2 milhões.”

O ex-guerrilheiro diz que tentou o suicídio depois que foi preso e torturado, e negou a participação da ex-mulher em ações armadas. “A Dilma não participou de ação nenhuma. Não existe nenhum processo. Ela não participou de nenhuma ação armada porque não era o setor dela. Ela atuava em outros setores.” Por fim, ele relata a prisão de Dilma em São Paulo e as sessões de tortura a que foi submetida. “Ela não ficou com sequelas. Felizmente. Ela entrou na cadeia nova e saiu nova”, diz ele.

A novela é um fracasso de audiência e de crítica. Representa apenas uma forma de Silvio Santos pagar o grande favor que o ex-presidente Lula lhe fez, quando determinou que a Caixa Econômica Federal evitasse a falência do Banco PanAmericano, que provocaria a quebra de todas as empresas de Silvio Santos, inclusive a rede de emissoras de TV.

Pode-se dizer, sem medo de errar, que para Silvio Santos foi muito barato pagar essa conta apenas produzindo e exibindo uma novela. “Não ganhei nem perdi nada com a venda do PanAmericano”, confessou na época. Mas se Lula não tivesse mandado a Caixa segurar o rojão, Silvio Santos não teria mais razões para continuar exibindo aquele imenso sorriso, que só falta lhe engolir as orelhas.

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