Não tem mocinhos nessa crise brasíleira; só bandidos, ladrões e psicopatas

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Zema abriu a guarda a provocou uma crise gravíssima

Willy Sandoval

Não tem mocinhos nessa história toda! Só bandidos, desequilibrados, ladrões, psicopatas e outros de qualificação igual ou pior. Mas pelo menos uma coisa o general Augusto Heleno falou certo. Em tom de desabafo inquiriu, por que eles não mudam a Constituição e implantam o Parlamentarismo?

Esse é o ponto principal. Esse regime já deu o que que tinha dar. A maior parte das vezes, irresponsabilidade, cafajestagem, crises e mais crises.

IMPASSE PERIGOSO – Mais uma vez nos aproximamos de um impasse: De um lado o Congresso e boa parte de grupos sociais loucos para promoverem mais um impeachment, seria o 3º em menos de 30 anos. De outro lado, o buraco dessa vez é muito mais embaixo: É muito difícil promover um impeachment aonde a maior parte do governo é composto de militares.

Aliás, alguns integrantes desse governo, diga-se de passagem, não parecem militares que têm por formação obrigação de demonstrar um mínimo de juízo, já expressaram claramente o desejo de ressuscitar atos como o AI-5 e outras excrescências do gênero.

Até o momento, para nossa sorte nenhum dos dois lados teve força para conseguir impor seus desejos. Vamos rezar para até 2022 nenhum deles consiga, e rezar mais ainda para que finalmente o povo possa escolher um presidente mais qualificado e mais equilibrado.

PARLAMENTARISMO – E se um novo presidente for mais equilibrado e qualificado, é de se esperar que seja capaz de propor uma emenda constitucional estabelecendo o parlamentarismo, que apesar de não garantir que nunca mais o país possa cair nas mãos de desqualificados e/ou de psicopatas, lembremos de Berlusconi, pelo menos dificulta em muito essa possibilidade.

E apesar de que, a princípio, um assunto não ter nada a ver com outro, no fundo têm muito a ver, sim. Toda essa loucura que estamos vivenciando no Ceará tem muito a ver com todo esse imbroglio federal.

Na verdade uma atitude do governador mineiro Romeu Zema (Novo),de quem a gente tanto esperava em termos de equilíbrio e responsabilidade fiscal, com sua decisão de dar aumento de mais de 40% para policiais militares, parece que abriu uma verdadeira caixa de Pandora em outros Estados.

IRRESPONSABILIDADE – Por incrível que pareça, a Assembleia de Minas Gerais, ao espalhar o aumento para todo o funcionalismo, praticamente inviabiliza essa loucura num Estado que não consegue pagar em dia os salários do funcionalismo, como é que vai ter condições de dar aumento de 40%, ainda que escalonado.

Não resta outra opção para o governador a não ser vetar essa loucura. Zema, que decepção! Até tu, Zema???

9 thoughts on “Não tem mocinhos nessa crise brasíleira; só bandidos, ladrões e psicopatas

  1. “Mas pelo menos uma coisa o general Augusto Heleno falou certo. Em tom de desabafo inquiriu, por que eles não mudam a Constituição e implantam o Parlamentarismo?”

    -Na situação atual, o presidente é refém do Congresso.
    -Para que alguma proposta caminhe, será preciso fazer como o Lula ou como o FHC fizeram e comprar os parlamentares corruptos – principalmente os presidentes da Câmara e do Senado, geralmente os mais sujos.
    -Quem ousar peitar os bandidos, acaba caindo na situação do Collor; ainda mais com uma imprensa tão corrupta quanto os “demais poderes”.

    -É isso.

  2. No mínimo quem escreveu estas besteiras deveria fazer um tratamento psicológico. Então, este imbecil acha que pode escolher pelo povo brasileiro e colocar guela abaixo o parlamentarismo para o Botafogo ou Alcolumbre assumirem. Se não for problema psicológico, deveria ser preso por atentado a democracia este imbecil.

    • Eu não detalhei a forma de implantação do Parlamentarismo, o certo é que seja referendado pelo povo com referendo ou plebiscito. Também não tenho certeza se iria vingar mas tenho quase certeza que pior do que esse presidencialismo não seria. Levando´-se em conta que a maioria dos países civilizados adota esse regime, com exceção dos EUA, eu creio que na prática o parlamentarismo se prova superior. Na prática dentro do parlamentarismo ou governo é formado por maioria parlamentar ou deixa de existir, novas eleições são convocadas. Não há necessidade de impeachment.
      E finalmente eu não qualifico nenhum presidencialista de imbecil, é possivel se defender idéias sem a necessidade de se agredir ninguém .

  3. Parlamentarismo é o catzo! Essa trapaça dos chantagistas do congresso (e dos seus aliados nos mérdias) já foi rejeitada pelo povo! Respeitem a decisão popular! Aqui é presidencialismo e a execução do orçamento cabe ao Executivo e não a bandidos travestidos de de-puta-dos.

  4. Caro Sr. Francisco,
    O bolsonaro é refém dele mesmo. Por causa da familícia dele.
    O próprio, tem culpa no cartório. Virou refém dos escrotos e fez arreglos inimagináveis.
    Agora é só abaixar a cabeça. O boquirroto não tem mais moral. Não bota mais banca.
    Aliás, perdeu a moral quando bradou em alto e bom som: SE O FLÁVIO ERROU, VAI TER QUE PAGAR!
    E, cadê?
    A partir daí, reviraram o país do avesso na intenção de salvar o filho, mulher, queiroz e etc…
    Ou não foi isso que aconteceu?
    Cordialmente.

    • “A mais nova crise entre o Executivo e o Legislativo tem como pano de fundo uma DISPUTA PELO ORÇAMENTO da União, especificamente um veto feito pelo presidente Jair Bolsonaro a trechos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que tratam de emendas parlamentares ao Orçamento.

      Defendida pela equipe econômica, capitaneada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, a flexibilização do orçamento está em disputa nesse conflito. Atualmente, 94% do orçamento é obrigatório, ou seja, o Executivo não pode retirar de uma área para colocar em outra, se achar necessário.

      Com a mudança aprovada no Congresso, os deputados e senadores ficariam com a GESTÃO de uma parte maior desse valor disponível para gastos não-obrigatórios, cerca de R$ 30 bilhões, enquanto o Executivo ficaria com R$ 50 bilhões.

      Esse avanço do Congresso sobre uma fatia maior do orçamento aconteceu porque a LDO APROVADA PELOS PARLAMENTARES estabelece que as emendas de comissão e as feitas pelo relator também sejam de execução obrigatória, assim como são parte das emendas individuais e de bancada. O texto prevê ainda que os parlamentares poderão definir a ordem de prioridade para a execução dessas despesas e determina um prazo de 90 dias para que o valor seja entregue.

      Alegando que o trecho é “contrário ao interesse público”, o governo vetou a expansão do orçamento impositivo.

      A decisão do Planalto não foi bem recebida por parte dos deputados e senadores, que tentam reverter o veto. O governo decidiu conversar e costurou um acordo para acatar somente o caput do artigo, mantendo os vetos aos parágrafos relacionados, mas o entendimento não foi para frente, após o governo não enviar um projeto de lei que iria redefinir a divisão dos R$ 30 bilhoes sob GESTÃO do Congresso – recuperando R$ 11 bilhões do total para o Executivo.

      -Ou seja, os espertos do Congresso querem ser do Legislativo e do Executivo ao mesmo tempo.
      -Grana, grana e grana!
      -Ou você acha que tem alguém ali preocupado com a “democracia”?
      -Tem ali alguém preocupado com a economia e com o corte dos gastos públicos?

      Artigo completo:
      https://congressoemfoco.uol.com.br/governo/entenda-o-orcamento-impositivo-estopim-da-crise-entre-governo-e-congresso/

  5. A história dos partidos políticos brasileiros, até o ocaso da ditadura militar de 1964, foi forjada sempre por elites preocupadas apenas com a sua autopreservação e nunca com o objetivo de formar cidadãos. A criação da maioria dos partidos políticos passa longe dos ideais republicanos e até mesmo da utopia de se alcançar uma sociedade livre dos traços colonialistas.

    Então, é chegada a hora, em meio à grave crise política, econômica e moral, de apontarmos outro caminho político para o povo brasileiro, disseminando e fortalecendo um movimento amplo e plural pelo Parlamentarismo, que precisa ser modelado às nossas necessidades e voltado ao conjunto de nossa cultura. Sem pressa, mas compreendendo que se esgotou o sistema presidencialista que herdamos desde a implantação da República.

    Nosso movimento deve levar em conta que o país tem dimensões continentais e desigualdades regionais profundas, além do pluralismo de nossa diversidade étnico-cultural. Não podemos incorrer nos erros das lutas travadas no passado, desprovidas que foram do objetivo claro de integração e inclusão social.

    Os brasileiros não precisam de um “pai da pátria”, mas de líderes legitimados, capazes e comprometidos com a gestão da res publica (coisa pública). Esta é uma proposta ousada, mas digna do desprendimento de homens e mulheres de bem e de visão futurista. É um sonho que representa uma mudança comportamental na vida brasileira e que pode elevar nossa democracia a um patamar de efetiva justiça social e de modernidade.

    Lembremos que o Parlamentarismo é unicameral, portanto, não tem ao mesmo tempo Câmara dos Deputados e Senado, mas um só parlamento. O Chefe do Poder Executivo é aquele que , normalmente, lidera uma coalizão de partidos políticos, mas não tem mandato pré-determinado. Se cometer um deslize, a qualquer tempo, dissolve-se o parlamento e convoca-se novas eleições. Não é como aqui que deputados e senadores, seja lá o que façam, e o Presidente da República tem , como os congressistas, um mandato fixo por longos anos.

    O Presidente da pátria que adota o Parlamentarismo pode ser um rei ou raínha (comona Inglaterra) , ou um político que tem apenas uma função protocolar, que se limita a autorizar a coalizão formada nas eleições , mas se limita a isso.

    O sistema brasileiro, copiado dos Estados Unidos (lembrem-se que se chamava “República dos Estados Unidos do Brasil” é bicameral, com mais de 500 deputados e centenas de senadores. No Parlamentarismo, limita´se os parlamentares a no máximo 200 parlamentares, o que seria uma economia enorme ao erário, e, se pisarem na bola, são excluídos do parlamento. Assim sendo, é muito menos possível haver a corrupção de políticos.

    Se os Estados Brasileiros têm apenas um parlamento, que são as assembléias legislativas, porque motivo o governo federal precisa ter dois parlamentos, Câmara de Deputados e Senado Federal ?

    Isto só causa desperdício de dinheiro público, funciona mal, e ainda favorece a corrupção dos parlamentares.

    Pensem mais demoradamente sobre isso.

  6. “O Parlamentarismo já foi esmagado duas vezes pelo povo brasileiro. Somos e seremos “presidencialistas”. O Parlamentarismo teve sua gênese em 1215 com a “Revolução das Baronias” onde prelados e cavaleiros inglesês derrotaram o rei João sem Terra e exigiram a Carta Magna.O Parlamentararismo é próprio das Monarquias.

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