Negócio ilícito de Cachoeira inclui grilagem de terras em Brasília e chega perto de Sergio Cabral.

Carlos Newton

O repórter Vinicius Sassine, do Correio Braziliense, informa que a compra de terras supostamente griladas no Distrito Federal e a regularização dessas áreas por meio de pagamentos ilegais a servidores públicos fazem parte dos negócios ilícitos de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o amigo íntimo do senador Demóstenes Torres (DEM-GO)

Esse estranho negócio de terras é citado no inquérito que embasou a Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na semana passada. As transações suspeitas no DF são uma sociedade entre Cachoeira, empresário da jogatina, e Cláudio Dias Abreu, diretor da Delta Construções, que também foi investigado.

Como todos sabem, a Delta Construções pertence ao empreiteiro Fernando Cavendish, o amigo do peito do governador Sergio Cabral, em relações tão íntimas e tenebrosas que causaram estarrecimento à opinião pública nacional, quando vieram à tona no acidente com o helicóptero naquele trágico fim de semana em Salvador, lembram?

Na época, Cabral desculpou-se dizendo que até então não sabia direito o que era certo ou errado para um homem público fazer e até criou um Código de Conduta Ética, para passar a nortear seus atos como “homem público”. (Deveria ter sido laureado como o Humorista do Ano, mas foi injustiçado. Acho que preferiram atribuir o título ao Tiririca, que é mais antigo no ramo.)

No caso de Brasília, conforme o inquérito, a grilagem de terras foi possível em razão da “influência, capacidade de cooptação e penetração que possuem no setor público” o bicheiro Cachoeira e o diretor da Delta Construções, vejam que o tal Código de Ética de Cabral não tem servido de nada.

A investigação cita a participação de servidores da Terracap, a companhia imobiliária do governo do DF; do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do DF (Ibram), responsável por licenciamentos ambientais; e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

E la nave va, fellinianamente.

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