Negro é negro, branco é branco

Antonio Aurélio: “Jornalista, admiro sua coragem, poucos tratam desse assunto. Tenho 52 anos, moro no Rio Comprido, cruzo com alguns negros, não sinto rancor neles. Mas a situação melhorou para eles

Comentário de Helio Fernandes:
Depois da lei Afonso Arinos, sem dúvida que houve uma libertação. E que agora, o que era comum, passou a ser crime. Antigamente os prédios tinha entradas para negros.

Com raiva, diziam “sua negrinha”. Agora basta chamar um policial ou dar queixa, e o atrevido está em situação difícil. Antes, quando queriam elogiar um negro, mesmo descuidadamente, não fugiam da discriminação: “Fulano é um negro de alma branca”.

É difícil se livrar de um sentimento negativo. Mas do ponto de vista de tratamento e de sua criminalização, melhorou muitíssimo. Um negro nem podia andar tranquilo na rua, tinha impressão de estar no Sul dos EUA. Até hoje.

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