Nem Jânio (de porre…) conseguiu fazer um governo mais maluco do que Bolsonaro

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Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

No Brasil, ser repórter de política virou, ao mesmo tempo, diversão e escravidão. Os jornalistas realmente se divertem com as maluquices da família Bolsonaro e de seu governo, que é o mais enlouquecido da história, pois nem mesmo Jânio Quadros, eternamente de porre, conseguiu mais trapalhadas do que o atual presidente. Mas fazer a cobertura do governo virou também uma escravidão, porque o show é permanente, inclui fins de semana, feriados e viagens ao exterior.

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL – Os repórteres não têm sossego, porque o espetáculo é apimentado pelas participações dos filhos Flávio (o Zero Um), senador pelo PSL-RJ; Carlos (o Zero Dois), que comanda à distância a Comunicação Social do Planalto; e Eduardo (o Zero Três), que se autoproclamou “chanceler informal” e dá ordens ao ministro do Exterior, que é uma espécie de Rainha da Inglaterra e não manda nada.

Além disso, há as sensacionais intervenções do escritor Olavo de Carvalho, o Rasputin virginiano, que saiu de cena, mas ainda manobra nos bastidores.

PRESIDENTE BIPOLAR – Analisado com atenção, o chefe do governo demonstra um comportamento bipolar. Muda de opinião com facilidade, é um vaivém incessante. Faria sucesso em qualquer divã, porque nem mesmo Freud explicaria o proceder de Bolsonaro, mesmo ajudado por Jung, Lacan, Pavlov, Pinel etc.

O fato é que Bolsonaro e os três mosqueteiros que eram quatro (seus filhos e o guru virginiano) não têm a menor ideia do que seja democracia. Se comportam como se tivessem inventado um reinado psicodélico, em que Legislativo e Judiciário ficam em segundo plano, mas Padre Quevedo esqueceu de dizer a eles que “isso non ecziste”.

Bolsonaro tenta reagir à influência dos filhos e de Olavo, mas tem recaídas. Às vezes, percebe que errou, como no caso do ministro Gustavo Bebianno. Arrependeu-se e ofereceu-lhe a diretoria de Itaipu ou as embaixadas da Itália e Portugal, a escolher, mas Bebianno recusou. Na semana passada, demitiu Santos Cruz e lhe ofereceu outro cargo no governo, mas o general não aceitou e saiu de fininho, sem dar entrevista.

ESCULHAMBAÇÃO – Os atos administrativos são uma bagunça. O decreto das armas é um exemplo. Teria de ser uma medida provisória. Baixado como decreto, é ilegal, apenas uma peça de ficção. Em sentido inverso, o mesmo fenômeno se registra em relação à medida provisória para acabar com a contribuição sindical obrigatória. Poderia ser um simples decreto e já estaria em vigor, mas como medida provisória corre o risco de rejeição ou alteração pelo Congresso.

O certo é que Bolsonaro seguiu Raul Seixas e se transformou numa metamorfose ambulante. Ninguém sabe qual será a tendência do governo, porque o privatista Guedes está em baixa e as desonrosas demissões de Marcos Pinto e Joaquim Levy demonstram que Guedes não manda mais nada. Os dois eram da sua cota.

Se Guedes tivesse hombridade, seria solidário aos auxiliares e pediria o boné antes deles. Mas esse tipo de comportamento digno parece fora de moda e o ministro fez questão de dar entrevista tentando justificar a grosseria de Bolsonaro, que é injustificável.

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P.S.Como na canção de Moraes Moreira e Pepeu Gomes, lá vai o Brasil descendo a ladeira. E ninguém sabe para que lado o governo Bolsonaro irá pender – se vai adotar uma linha nacionalista, seguindo a tradicional visão do militares, ou se vai mergulhar no neoliberalismo mais vulgar, nas mãos dos Guedes da vida. Na realidade, tudo é possível, até porque, na era Bolsonaro, nada é previsível. (C.N.)    

29 thoughts on “Nem Jânio (de porre…) conseguiu fazer um governo mais maluco do que Bolsonaro

    • Práticas corretas em qualquer empresa. A cultura organizacional precisa ser preservada. Se não há alinhamento, se não há produção, se os objetivos não são alcançados, troca-se as peças e segue-se em direção as metas. O Presidente não tem medo de demitir, pode ser general, advogado, professor, qualquer um.

  1. Uma coisa eu posso te garantir, não foi à toa que os oficiais da ditadura tocaram o pé na bunda dele para fora dos formas armadas, dando-lhe até uma promoção sem merecimento, uma espécie de cala boca, jogando o sapo na lagoa política, quiçá pensando que estavam matando dois coelhos com um só cajadada, se livrando do sapo e liquidando a política que estava por vir, pós-ditadura, erraram na primeira e acertaram na segunda.

  2. Mais uma matéria que beira a brincadeira. Acompanho o blog desde 2015 ou 2014.
    Alguns artigos discordava, outros concordava sempre no objetivo central de que se tratava de um blog baseado no bom senso.
    Apes

    Gosto muito das explanações do J.Bêja, sendo que até não concordo com algumas posições, mas nunca observei nenhum tipo de tendencionismo.
    O editor nunca escondeu ser comunista, verdade seja dita e cuja preferência seja o Vietnam, que é um povo e um país de muito respeito e dignidade, porém até lá, já começaram os ventos da liberdade, ao menos econômica.
    Bem, gostaria de dizer, que o Governo está correto. Foi votado para isso.
    Para desinfetar. Para limpar o estado dos parasitas chupa sangues.
    Gostei muito da atitude de tirar e como foi tirado o traste do Levy. A escolha foi errada? Óbvio que sim. Mostraram o caminho a ele? Claro que sim. Ele cumpriu? Óbvio que não. Sabe por que? É um egocêntrico, se acha o Galo Chantekler, aquele que pensava que despertava o Sol.
    Não funcionou? Xispa, rua, correção de rota…pô e ainda por cima coloca um vendido FDP, como diretor??!!?? Fez muito bem o governo.
    Tremei Socialistas Fabianos. Tremei Che Guevaras do Leblon, de boutique.
    A foice tá solta. Pescoceira de ferro ou comecem a trabalhar. Melhor a pescoceira, né?
    Nota: comunismo está 1/2 cafona, né?

  3. Indagado se Bolsonaro não poderia imaginar que as supostas irregularidades cometidas no BNDES nas administrações Dilma e Lula tivessem sido acobertadas pelo governo Temer, Castro fez uma sugestão ao presidente da República: “Em vez de nomear outro presidente, ele deveria decretar uma intervenção no banco, chamar todos os auditores, os mais cascas-grossas que encontrar, e tirar a história a limpo”. https://veja.abril.com.br/politica/ou-eu-sou-um-idiota-completo-ou-nao-existe-caixa-preta-alguma-no-bndes

  4. O presidente é o maior aloprado, conseguiu reunir em torno de si um bando enorme de recalcados que dão respaldo a sua mixordia administrativa citando gente corrupta e incompetente para avaliza-lo….
    Quer dizer, o cara é um imprestável mas que dizer daquele outro imprestável?
    Como se essa comparação o alavancasse do grupo dos desgraçados incompetentes que governaram o Brasil.
    infelizmente, encontra-se mais uma vez indefinido, chuta-se pra lá vê se dá certo, nao da certo chuta pra cá e tenta de novo pra ver no que vai dar….

    A isso chama-se chegar a lugar nenhum. Não há caminho reto, firme, porto de chegada definido.

    Tentativa e erro é um modelo ultrapassado, nao há lugar para isso no Mundo atual.
    É totalmente coerente o que se disse de Bozolado nesse texto.

    A correção a fazer é quando fala em era Bozolado.
    Não haverá era alguma.
    Os proprios bolsomínimos diziam que é cedo, vamos dar um tempo pro bozó governar…
    Acontece que não conta, o que conta é o PIB, O MERCADO, e o Brasil desxendo a ladeira como vai, esse maluco não se sustenta no cargo.
    Fica o espaco abaoxo pros idiotas criticarem, cobrarem nomes substitutos, clamarem ironicamente pela porcalhada petista…

    O Brasileiro, “pé duro, representante da raça” não será enganado por esse palhaço bipolar, fosse ele normal e patriota puxava o carro do emprego para o qual sabe ser desqualificado….

    Nao estamos dormindo, até agora todas as cagadas que ele fez firam devidamente desmontadas.

    Vejo esse presidente como um pirraceiro, chutando lata de leite condensado vazia e enferrujada numa rua de paralelepípedos.
    Precisamos da precisão de um Pelé num gramado padrão Fifa pra jogar nesse cargo de presidente da republica….

    • Levar esse presidente maluco na esportiva, contando com a sorte, loucos pelo mito…
      Muito, mas muito longe de democracia.

      O ultimo filme do Clint Eastwood mostra bem essa “democracia” aloprada de governos autoritários fajutos: um motorista é parado pelo law enforcement na estrada e considera aqueles cinco minutos com os oficiais como sendo o maior risco de morte que já passou em toda sua vida, mesmo tendo nada a dever…

      Estamos nas maos de um miliciano.
      Pior que bipolar, aloprado, mau governante.

      Se pegarem o Queiroz ficará provado.

  5. Bolsonaro está certíssimo.
    Podem dizer o que quiserem.
    Neste caso, o presidente do BNDES, não aceitou a indicação do atual, e nomeou o tal petista.
    Não queria a abertura das operações exdrúxulas para Cuba, Venezuela, Angola, etc, porque achava que haviam sido regulares, aprovadas pelo corpo técnico do banco.
    Atrasou o cronograma de devolução de recursos ao tesouro, sem atentar para as consequências, inclusive, macroeconômica, do aumento da dívida interna.
    Não queria, ou achava que era secundário, vender as participações do banco em empresas diversas como está excrescência, embora altamente lucrativa, JBS, que, por ter faturamento de cerca de 70% em dólar, tem hedge natural, e não corre risco.
    Um presidente de banco publico que não cumpre as diretrizes do governo, porque acha, que a ideologia não tem peso, tem que ser demitido.
    Este cargo é Ad Nutum do presidente da república.
    Demissão sem maiores explicações.

    • Perfeito.
      Não está alinhado?
      Foice…e merecidamente.
      Vermelhinhos só restam as seguintes alternativas:
      01) Pescoceira de ferrelo;
      02) Vontade de trabalhar;
      03) Mudar para Coréia do Norte, Cuba, China, Vietnam e a cereja do Bolo, Venezuela.
      Engraçado que a entrada nesses países é totalmente liberada, já a saída, bem, a saída nem tanto, né?
      Tremei vermelhinhos. Tremei Che Guevaras da Lapa e do Leblon. Tremei socialistazinho Fabianos. Tremei e se para tirar a carteira de trabalho da gaveta. Não esqueçam de bater a poeira e a traça

  6. “O fato é que Bolsonaro e os três mosqueteiros que eram quatro (seus filhos e o guru virginiano) não têm a menor ideia do que seja democracia. Se comportam como se tivessem inventado um reinado psicodélico”

    O fato é que Bolsonaro revelou-se um verdadeiro democrata … começou detonando com a articulação … ops … o arrendamento parlamentar. Por conta desse comportamento, jornalistas, inclusive os experientes, entram em parafuso e começam a inventar e alimentar contos do reinado do fuxico.

  7. Sr. Carlos Newton…. não esqueça q votou neste excremento da caserna…

    Não adianta tirar o corpo fora…. agora quer ficar bem com os incautos, q não desconfia q vc sempre foi um representante da nefasta direita tupiniquim.

    E temos dito….

  8. Opinião todos temos, mas a maioria não tem valor algum com a do editor com esse seu artigo.

    Em primeiro lugar Jânio não pegou um país destruído como o de agora com Bolsonaro.

    Em segundo lugar , com a destruição deixada pelos 14 anos de roubos e corrupção do PT, precisa-se de no mínimo 10 anos para o país voltar ao normal.

    O atual presidente ainda não tem um ano e meio de governo e já querem que ele resolva tudo neste prazo.

    Ora …..

  9. Lamentável este artigo, que baixaria chegou o jornalismo. Dá pena de ver a falta de argumentos e apelação rasteira ao tentar denegrir a imagem do atual governo. Com este jornalismo, jamais sairemos do fundo do poço.

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