“Nem sempre estamos afinados, nem sempre nos levamos a sério”, diz Lya Luft

Dançando com o espantalho – Lya Luft - Caminhos da MaturidadePaulo Peres
Poemas & Canções

 A professora aposentada, escritora, tradutora e poeta gaúcha Lya Fett Luft, no poema “Não Sou Areia” confessa que, junto com o seu destino, escreve o roteiro para o palco do seu tempo.

NÃO SOU AREIA
Lya Luft

Não sou areia
onde se desenha um par de asas
ou grades diante de uma janela.
não sou apenas a pedra que rola
nas marés do mundo,
em cada praia renascendo outra.

Sou a orelha encostada na concha
da vida, sou construção e desmoronamento,
servo e senhor, e sou mistério.

A quatro mãos escrevemos o roteiro
para o palco de meu tempo:
o meu destino e eu.

Nem sempre estamos afinados,
nem sempre nos levamos a sério.

One thought on ““Nem sempre estamos afinados, nem sempre nos levamos a sério”, diz Lya Luft

  1. Por falar em destino…

    Sou uma estrada sinuosa,
    Por mim passam todas as gentes:
    Homens simples, mulheres vaidosas,
    Ricos, pobres, culpados, inocentes.

    Levo a vida a todos os nortes,
    Por vales e montes vagueio,
    Levo à fama, à miséria, à morte,
    Sou idealizado em devaneios!

    Mudo com o adverso e o querer,
    Mas à realidade me confino,
    Sou o que voce é ou venha a ser,
    Melhor dizer: sou o destino.

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