Nem tudo está perdido. Até Nelson Jobim protesta contra a redução dos poderes do Conselho Nacional de Justiça.

Carlos Newton

Em artigo ainda inédito, Nelson Jobim, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e ex-ministro da Justiça e da Defesa, classifica como um retrocesso a tese que esvazia os poderes de investigação do Conselho Nacional de Justiça.
No texto, a ser publicado na próxima edição da revista “Interesse Nacional”, Jobim diz que em nenhum Poder a necessidade de controle “é tão pronunciada quanto no Judiciário”.

Bem, é duro concordar com Nelson Jobim, especialmente quando se sabe que ele próprio, como deputado federal pelo PMDB do Rio Grande do Sul, na condição de sub-relator da Assembléia Constituinte, simplesmente fraudou o texto e nele incluiu um artigo que obriga o governo brasileiro a pagar com prioridade a dívida interna. Ou seja, é um criminoso confesso, que agiu na Constituinte para proteger os interesses dos banqueiros e grande investidores.

Com essa mancha no currículo, fica difícil aceitar que Jobim esteja certo em alguma coisa, mas desta vez não há dúvida de que ele está com a razão. O ex-ministro completa 66 anos em abril e certamente está chegando à chamada idade da razão, embora com atraso de mais de 20 anos. De toda forma, deve ser saudada essa transformação de um personagem negativo como Jobim, pois sinaliza que nem tudo está perdido.

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