Nenhum dos “indicados” aceitou ser ministro da Fazenda

Dilma disfarça: “Ainda não escolhi…”

Vera Rosa e Tânia Monteiro

Estadão

A presidente Dilma Rousseff só anunciará o novo ministro da Fazenda na segunda quinzena deste mês, quando voltar da reunião de Cúpula do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo. O encontro será realizado na Austrália, entre os dias 15 e 16. Dilma pretendia chegar lá com essa pendência resolvida, para acalmar o mercado e aplacar incertezas dos investidores, mas está tendo dificuldades para definir o sucessor de Guido Mantega.

O ministro, o mais longevo titular da Fazenda da era republicana, faz parte da comitiva brasileira que viajará à cidade australiana. Sua participação na Cúpula é vista como uma forma honrosa de o Planalto se despedir do economista, já que a saída de Mantega do governo foi sugerida pela presidente Dilma ainda durante sua campanha na disputa presidencial, em setembro, no Ceará.

A montagem da nova equipe, o cenário adverso da economia e os percalços do governo no Congresso foram temas de uma conversa de Dilma com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite de terça na Granja do Torto, em Brasília. “Ainda não escolhi o ministro”, desconversou, ao ser questionada por repórteres sobre o substituto de Mantega. “Só quando voltar”, emendou, numa referência à viagem para Brisbane, na Austrália.

MINISTÉRIO FATIADO

A presidente afirmou que fará o anúncio dos ministros “por partes”, e não de uma única vez. No encontro com Lula, do qual também participaram o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o presidente do PT, Rui Falcão, Dilma mostrou preocupação com as fraturas na base aliada e prometeu chamar todos os líderes dos partidos que a apoiaram para conversar em breve.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– A presidente Dilma Rousseff, que tem problemas de comunicação verbal, errou ao dizer “ainda não escolhi”. A resposta certa seria: “Até agora, ninguém quer aceitar”. E o tal choque de credibilidade vai ficando para as calendas, como diziam os latinistas. (C.N.)

3 thoughts on “Nenhum dos “indicados” aceitou ser ministro da Fazenda

  1. A questão aqui é assumir um abacaxi ao lado desta mulher, boçal que é, sem ter autonomia administrativa.

    Parece ser este o entrave principal para o próximo personagem da pasta do Ministério da Fazenda.

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