Nenhum país progrediu tanto em matéria de segurança pública quanto o Japão

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Os policiais japoneses raramente usam armas em serviço

Carlos Newton

Além dos ataques terroristas, que não visam ao lucro e são cometidos por fanáticos ideológicos, tornando-se praticamente inevitáveis, o maior problema da segurança pública no mundo é o crime organizado, que consegue dominar o sistema prisional, se infiltra na justiça e até mesmo na política, como se constata na ação das diversas máfias existentes pelo mundo.

EXEMPLO DO JAPÃO – Até agora, o país que obteve maior sucesso no combate ao crime organizado foi o Japão, sem a menor dúvida, e vale a pena conferir como esse fenômeno ocorreu..

No Japão Imperial, havia muitas quadrilhas, mas somente se tornaram poderosas após a Segunda Guerra Mundial, quando o país foi derrotado e a sociedade se desestruturou por completo. O mesmo fenômeno ocorreu em outro aliado do Eixo, a Itália, onde após a Guerra se expandiu a atuação das quadrilhas, que passaram a agir também nos Estados Unidos, onde havia mais riquezas a explorar.

SURGE A YAKUZA – Como ocorre em todas as máfias, o crime organizado no Japão era formado por diversas famílias rivais. Depois da Segunda Grande Guerra, porém, o sanguinário líder Yoshio Kodama conseguiu unir todas as facções japonesas e surgiu assim a poderosa Yakuza. Detalhe: o chefão Kodama era de extrema direita e começou a patrocinar o Partido Democrático Liberal japonês, para se infiltrar na política.

A organização criminosa japonesa tinha rígidas normas internas e punia os dissidentes com a morte ou com mutilações. Desde o final da década de 50, o governo de Tóquio tentou dificultar o crime organizado, restringindo a venda de armas, mas não adiantou nada e a Yakuza foi  ganhando projeção na política japonesa, com uma atuação que culminou no escândalo envolvendo a indústria aeronáutica Lockheed em 1976, quando se descobriu que, com intermédio da Yakuza, a empresa norte-americana pagou mais de US$ 3 milhões para subornar o primeiro-ministro Kakuei Tanaka.

LEIS MAIS RÍGIDAS – Para conter a Yakuza, foram aprovadas leis penais cada vez mais rígidas e o sistema carcerário no Japão se tornou tão implacável que a organização criminosa teve de ceder. Suas práticas foram se modificando, passou a atuar de forma menos acintosa no Japão, explorando prostituição, filmes pornográficos, inclusive de pedofilia, agiotagem, corrupção e outras atividades ilícitas.

A Yakuza não morreu, mas ficou sob controle. Ainda é tão poderosa que chega a surpreender. No grande tsunami de 2011, por exemplo, a organização criminosa respondeu à crise com mais eficiência do que o governo japonês, ao fornecer comida, água potável, cobertores e outros suprimentos aos moradores de algumas das regiões devastadas.

CRIME EXPORTADO – Hoje, a Yakuza atua mais agressivamente em vários países europeus e nos Estados Unidos, porque no Japão não tem como prosperar. A segurança pública no país está totalmente sob controle, apesar de a força policial ter menos de 300 mil homens, para uma população de 127 milhões de habitantes.

Enquanto a maior parte dos países do mundo militariza suas polícias, como os Estados Unidos, o Japão segue caminho inverso, desarma os policiais e consegue uma das menores taxas de crimes. Em 2014, por exemplo, houve no país apenas seis homicídios, enquanto nos Estados Unidos ocorreram quase 12 mil mortes com armas de fogo.

Mas qual é a diferença? Nos Estados Unidos, a venda de armas de fogo é liberada; no Japão, é a maior dificuldade, porque armas portáteis são proibidas. Apenas espingardas de caça e os rifles de ar comprimido podem ser vendidos, sob rigorosas normas.

TUDO SOB CONTROLE – O fato concreto, sem contestação, é que a segurança pública está sob controle e os policiais japoneses dificilmente andam armados. No entanto, todos são exímios praticantes de artes marciais e devem obter faixa preta do judô.

A comparação com o Brasil chega a ser patética. Em 2015, a polícia japonesa disparou apenas seis tiros em todo o país. Os policiais jamais andam armados nas folgas e deixam as armas na delegacia quando terminam o dia de trabalho.

Diante dessa realidade, a máfia Yakuza hoje opera muito mais no exterior do que no Japão, onde seus crimes caíram expressivamente nos últimos 15 anos. Enquanto isso, no Brasil…

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PSHá grande número de brasileiros vivendo no Japão. Justamente por isso, Muitos policiais japoneses tiveram de aprender a falar português, para enfrentar a criminalidade dos brasileiros, vejam que vergonha para nós. (C.N.)

11 thoughts on “Nenhum país progrediu tanto em matéria de segurança pública quanto o Japão

  1. SOU PELA INCLUSÃO DE TODOS OS CÉREBROS DESTE PAÍS NA DISPUTA ELEITORAL. Por isso, sou pela Democracia Direta com meritocracia eleitoral, face à qual o candidato depende apenas dos seus próprios méritos para chegar lá e exercer a função pública, apenas um mandato sem reeleição, de rabo preso apenas com a sua consciência, conforme as cânones da causa pública tendo como finalidade precípua o bem comum do conjunto da população que deve representar com fidelidade total. SEGUNDO LULA, e sua claque, caso o mesmo seja excluído da possível disputa de 2018, pelo TSE, ” seria ferir um direito de forma extrema “. Imagine então a situação de milhares de cérebros, quiçá os mais qualificados de suas respectivas comunas, sendo excluídos da disputa eleitoral face ao monopólio do partidarismo-eleitoral, velhaco, seara essa dentro da qual não existe espaço e nem ar minimamente respirável para os dotados de méritos, salvo exceções ? http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/274385/PT-espera-que-STF-garanta-Lula-na-urna-em-2018.htm

  2. Os japoneses são admiradores de muitas coisas existente aqui no Brasil.
    Diziam que quando os japoneses se iniciaram no futebol, importaram muitos jogadores do Brasil e como os afro descendestes eram maioria na prática do esporte, foram em grande quantidade.
    Hospedavam-se num hotel, onde havia uma piscina
    de uso masculino e que era permitido o nudismo.
    Pois bem, nos dias de frequência dos brasileiros,
    o ambiente lotava, eram os japoneses “apreciando” a natureza da rapaziada, muito superior aos nipônicos.
    Portanto vale dizer que neste quesito, somos muito superiores a eles.

  3. O Japão tem pena de morte. Faltou contar este importante detalhe. Desde 2012, 17 pessoas foram executadas por enforcamento. Em 11 de dezembro de 2016 ocorreu o mais recente. Lá matou morreu.

  4. Newton, teus artigos sempre nos fazem refletir, pois são acompanhados de dados porcentuais que trazem-nos aos olhos uma realidade que nos choca. Como é de meu estilo eu busco o outro lado da história, a mesma história. Nada de crítica. Devemos levar em conta que o Japão tem 10.000 anos de existência, tem valores e costumes que diferem em muito dos nossos. É um povo que tem consciência de seus valores. Consequentemente quando o governo promulga uma lei toda a sociedade apoia. E aqui entre nós lamentavelmente ninguém, “grosso modo” tem consciência de pátria, costumes e valores. Se as autoridades propusessem leis mais duras, haverá um berreiro. Instituições de todos os lados aparecem para protestar e se opor. Tem coisas também inesplicáveis: Qual a razão da justiça não investigar onde o PCC aplica seu dinheiro. Você deve ter lido há tempos que o PCC aplicava seu dinheiro na Corêia do Sul. A investigação nasceu e morreu no mesmo dia. Onde é aplicado o dinheiro das igreja pentecostais? Todos sabemos que a maioria dos pastores são vigaristas e charlatães. Aqui no Rio de Janeiro compraram todos cinemas. Não pagam IPTU, Edir Macedo e Crivella, pelo que se ouve falar, aplicam seu dinheiro em Israel (descendem de cristãos novos “judeus”). É só ver o “Templo de Salomão”, que viveu 597 anos antes de Cristo. O Templo de Salomão guardava a “Arca da Aliança”. Não tem nada a ver com Cristo e nem com religiões que em seu nome foram criadas. Tudo isso leva à desagregação social. É um escândalo ver-se nas TVs pastores pedindo dinheiro da maneira mais sórdida possível. Estabelecendo o porcentual que deve ser dado todo mês a igreja. Você está certo temos que endurecer as leis.

  5. Caro Antônio Santos Aquino,
    Permita-me assinar embaixo. Com relação a maioria das igrejas pentecostais,é necessário o ministério público dar um freio nesse estelionato que é cometido por alguns pastores dessas igrejas..
    A bispa Ingrid Duque cobra 100 reais para o fiel tocar seu pé e ser curado.
    0 pastor Valdomiro Santiago, após ter levado uma facada no pescoço, aproveitou a oportunidade para faturar mais uma grana: agora a faca ungida pelo sangue do “homem de Deus” custará 100 mil reais.
    Esses tipos de pastores de diversas igrejas, criam vária maneiras de tomar dinheiro do fiel.
    Duas parábolas de Cristo que são proibidas nessa igrejas: Quando levaram uma moeda com o rosto de Cesar, Jesus disse: dai a Cesar o que de Cesar e a Deus o que é de Deus.
    Em outra parábola disse Cristo: é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, que entrar um rico nos reino do céu
    Esses pastores estão todos ricos, sem produzir nada, apenas vendendo ilusão.

  6. Acredito que a situação financeira econômica e de educação do povo japonês é muito melhor que a do povo brasileiro.
    Quanto maior a miséria, o desemprego, a falta de educação e o abandono em que vive um país, maior é a criminalidade.
    Aqui na terrinha, um policial que vai armado para o confronto com os criminosos, morrem, alias, quase que diariamente morrem policiais. Imaginem sem armas, seria uma festa para os criminosos. Japão e Brasil são duas nações totalmente diferentes em tudo. Não há termo de comparação.
    Precisamos sim, dar um basta em todos tipos de criminalidade, a começar pela limpeza da politica brasileira, caso contrário, vamos ficar malhando em ferro frio.

  7. Acredito que a educação familiar e escolar tem grande influencia para o individuo ser um bom profissional e ser um bom ser humano. Porem para combater o caos já instalado no Brasil, além de iniciar com a educação, deveríamos segundamente com arma de fogo como remédio para agir em conjunto a leis mais duras. Somente com a educação e leis mais severas já percuti um grande resultado. A partir que se observar uma grande diminuição, faria o recolhimento das armas.

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