Nesta era de partidos que são apenas moedas de troca, apoio do PSD a Serra tumultua a eleição para a Prefeitura de São Paulo.

Carlos Newton

A confusão é geral. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), que anunciou apoio ao candidato petista Fernando Haddad, repentinamente mudou de lado e já avisou ao PT que o novo partido agora prefere o tucano José Serra, que ninguém sabe se será mesmo candidato à eleição da Prefeitura de São Paulo. O governador Geraldo Alckmin, inclusive, ficou de procurar Serra no feriado para ter uma definição.

Ao mesmo tempo, circula a notícia de que a indefinição das negociações na capital não deverá interferir nas articulações para alianças entre PT e PSD em cidades-chave do Estado de São Paulo. Os dois partidos estavam negociando uma estratégia “casada”, que incluía o apoio do PSD do prefeito Gilberto Kassab a Fernando Haddad (PT) e que se replicaria em locais estratégicos, principalmente na Grande São Paulo.

Em função dessa instabilidade de Kassab, que faz o jogo do “quem dá mais”, o PT entrou em desespero e tenta tirar definitivamente o PSD da órbita do PSDB e ter o novo partido também como aliado na estratégia de derrotar o governador Geraldo Alckmin na eleição de 2014, porque o objetivo da aproximação entre as duas legendas não se esgota nas disputas municipais deste ano.

Traduzindo: tudo isso mostra a que ponto caiu a política brasileira, com os partidos se transformando em moedas de troca e barrigas de aluguel, já que faz tempo as ideologias foram para o espaço e hoje o capitalismo, o socialismo, o marxismo, o neoliberalismo e o trabalhismo nada significam. Esta é a realidade.

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