Ninguém tem condições, vontade ou até credibilidade para silenciar Ciro Gomes. Estão todos apavorados, sabem que seu arsenal é inatingível, todos os outros, vulneráveis.

Ninguém foi mais exato e tinha mais condições, conhecimento e experiência para definir Ciro Gomes do que o irmão Cid: “Ele é indomável”.

Três palavras insubstituíveis, perfeitamente usadas para identificar o personagem que tem uma biografia rigorosamente volumosa para os seus 53 anos. (Que completará em 15 de novembro, podendo, portanto, dizer que ninguém é mais republicano do que ele, e acrescentando que “o PMDB não é republicano”.

Além do mais, Ciro não está inventando nada. Em 1984, deputado estadual pelo PMDB, dizia em discurso: “O PMDB (seu partido) do Ceará não vale nada”. Quem tem memória, sabe que Ciro repete agora, no plano nacional, o que dizia há 26 anos, sobre o mesmo PMDB. (O mesmo ou pior ainda, se é que isso é possível?).

Em 1988, com 31 anos se elegeu prefeito de Fortaleza, numa eleição que surpreendeu até os correligionários, “pois não livrava a cara de ninguém”. Ficou apenas 15 meses no cargo, em 1990 era governador, ia completar 33 anos. (Foi beneficiado pela Constituição de 1988, que reduziu a idade dos candidatos a governador, de 35 para 30 anos).

Ia fazendo carreira prosperíssima, apesar de duas restrições que todos faziam. 1 – Era tido como de extrema-direita, qualquer que fosse a definição disso. 2 – Era protegido, favorecido e patrocinado por Tasso Jereissati, o que não repercutia bem.

Agora, depois dessa biografia ligeira, de ter sido da Fazenda de Itamar, e disputar a Presidência da República em 2002, liderado as pesquisas e ter sido derrotado por ele mesmo, as alternâncias de mentalidade e de posições, nessa sua impetuosidade e audácia, não respeitando ninguém.

Estou apenas colocando os fato que ninguém coloca, mostrando as contradições de Ciro e o desespero dos seus adversários, atingidos quando acreditavam que eram correligionários. Isso faz parte de toda a vida pública de Ciro. E por causa disso, leiam e releiam as “respostas” das considerações dos que tentaram responder e dos que se esconderam no silêncio.

Para melhor e maior esclarecimento, vejam os nomes dos que tentaram desestabilizar Ciro, mas sempre colocando um elogio no início, no meio ou no fim do “palavreado”. Como podem duelar com Ciro, personagens como Michel Temer (para Ciro, o “chefe da turma dos sem escrúpulos do PMDB”), Geddel Vieira Lima, Marco Aurélio Garcia, não esqueceu de Eduardo Cunha (chamado de “ladrão” por Cesar Maia na televisão), continuou sem excluir Renan e Romero Jucá.

Todos “respeitam” os institutos de pesquisa. Ciro não preservou nenhum, mas foi violentíssimo ao identificar o Ibope. Textual: “O Ibope e o Sensus, fazem qualquer negócio”. Isso precisa mais do que uma simples resposta, mas não atingirão nem “o estágio da resposta”.

Em suma, não há suma. Ciro está apenas começando, e mesmo que fizessem o “trem-bala” passar por cima dele, não o atingiriam. E com a agravante de que esse “trem-bala” só poderá passar por cima de alguém (e não de Ciro) muito tempo depois do cabralzinho.

***

PS – As contradições (ou exemplos de coerência) de Ciro, podem ser expostas e avaliadas em dois episódios. 1 – Em 1986, Orestes Quercia (logo quem, o próprio “disque Quercia para a corrupção”) disse publicamente que “Ciro e seu pai eram ladrões”. (Não amenizando nem no uso da palavra).

PS2 – Ciro reagiu violentamente, até mais do que hoje, ameaçou processar o governador de São Paulo, mas nunca houve  processo.

PS3 – Em 1992, governador do Ceará, autorizou a Secretaria da Fazenda a investigar supostas irregularidades do Grupo Jereissati, dos mais poderosos do estado. O irmão Carlos Jereissati rompeu com Ciro, mas este e Tasso Jereissati continuaram “amigos para sempre”. Diziam que “Ciro fazia figuração”.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *