No Brasil, a cada dia aumenta o número de perguntas indiscretas que não querem calar

Pergunta a Bolsonaro dos R$ 89 mil bomba na web; veja posts mais criativos  - UOL TILT

Charge do Laerte (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Perguntas que não calam e assobiam nos ouvidos sensíveis e acurados: Por que  Bolsonaro não desarma o espírito e vai conversar com o embaixador da China, ao invés de mandar quatro ministros? Quando o deputado Eduardo Bolsonaro vai se declarar amigo da família de Joe Biden? Qual o tamanho da vergonha e da indignação de eternos craques, como Gerson, Jairzinho, Afonsinho, Zagallo e Paulo Cesar Caju, que deram glórias ao Botafogo, vendo agora a decadência do time, aritmeticamente rebaixado para a série B do Brasileirão?

Outras perguntas: Será que a justiça não agirá com rigor com os maus brasileiros que estão furando filas da vacinação? Um sortudo americano que ganhou na loteria o correspondente a 3 bilhões de reais, será republicano ou democrata? Por que não saiu o nome do reitor, na boa matéria do Correio Braziliense, recordando que o pai da nova vice-presidente dos Estados Unidos, Donald Harris, fez palestras na UnB, em 1997?

E AINDA MAIS PERGUNTAS – Por que Neymar e outros atletas abonados não colaboram na campanha por cilindros de oxigênio, para aliviar o sofrimento de amazonenses contaminados pela Covid-19? O Brasil já teve ministro das Relações Exteriores mais trapalhão, que gagueja e tropeça nas palavras, do que Ernesto Araújo? Será que aparecerá algum alquimista do Palácio do Planalto, com bons argumentos que desmintam o embaixador Marcos Azambuja, que definiu a política externa brasileira como “desastrosa, ruim e errada”?

 Bolsonaro decidiu elogiar as Forças Armadas, porque botou na cabeça que a reeleição dele não são mais favas contadas? Por que Bolsonaro não bota na cabeça que está perdendo terreno político para João Dória? Será que algum general precisa desenhar para ele que é preciso pegar duro no trabalho para melhorar a imagem do Brasil no exterior?  E que terá que manter o auxílio-emergencial, sob pena de ver a miséria aumentando no Brasil? Que sem o auxílio-emergencial muitos brasileiros precisarão roubar mercados e restos de comida nas latas de lixo? Alguém duvida que em 2021 os brasileiros terão os mesmos temores, amarguras, decepções e dificuldades de 2020?

APENAS UM SERVIÇAL – O governador do Amazonas é ruim de serviço. Serviçal do governo Federal. Incompetente, não tem firmeza, iniciativa nem autoridade para solucionar os graves problemas da população. A tenebrosa quadra da pandemia mostra que Wilson Lima é incapacitado para gerir os pleitos dos amazonenses.

A atual situação do Amazonas humilha o Brasil aos olhos do Brasil e do exterior. Providências demoraram a ser adotadas. Lima é rodeado de outros incapazes, pretensiosos e ineficientes auxiliares. Saídos não se sabe de onde.  Alguns detidos por atitudes na republicanas. Solto porque a impunidade é prato brasileiro.

GOVERNADOR VERGONHOSO – Wilson Lima desmoraliza e infelicita o Amazonas. É inacreditável que centenas de pessoas morram por falta de oxigênio. É vergonhoso para todos os cidadãos de bem as tristes imagens das televisões, mostrando a aflição de famílias destruídas.

Lamentável que o Amazonas não tenha hoje homens públicos do gabarito, credibilidade, carisma e competência de um Gilberto Mestrinho, Plínio Coelho, Omar Aziz, Bernardo Cabral, Eduardo Ribeiro, Alvaro Maia, Eduardo Braga, Arthur Virgilio Neto e Amazonino Mendes. Dispõe, apenas, de um medíocre que atende pela alcunha de Wilson Lima. Xô, traste.

MENOS RECURSOS – O governador é tão serviçal que em nenhum momento revela que, proporcionalmente, o Amazonas foi o Estado que recebeu menos ajuda federal para combater a Covid-19. Apenas o Rio de Janeiro teve menos verbas por habitante, mas está em recuperação judicial, tem muitas fontes de arrecadação e recebe constantes repasses federais.

Por fim, Bolsonaro procura um porta-voz. Principal exigência: ser subserviente. O ministro da Saúde está cotado para a função.  O último general que ocupou o cargo, Barros Rego, arrependeu-se amargamente. Tornou-se feroz e competente crítico do presidente. “Melhor cair das nuvens, do que do 23*andar”, dizia Machado de Assis.

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