No campo financeiro não há crédito sem débito, tampouco débito sem crédito

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É uma realidade. No universo financeiro não pode haver qualquer operação de crédito sem débito, da mesma forma que não há lugar para débito sem crédito. Isso quer dizer que no momento em que se credita em uma conta está se debitando noutra. Da mesma maneira, não pode existir débito sem crédito. Se numa operação quando se debita uma pessoa ou uma empresa, está se creditando a fonte que moveu o débito.

Nesse panorama vale a pena lembrar o programa lançado pelo ministro Paulo Guedes prevendo uma economia de 1 trilhão de reais em dez anos, ou seja. cem bilhões de reais por ano.

E O CORTE? – Nessa operação terá de ocorrer um corte, seja nas despesas ou nas receitas. É um princípio básico de contabilidade num mecanismo que não pode ir além ou ficar aquém da redução de algum valor, seja de que tipo for.

No programa econômico do governo Bolsonaro está projetada uma mudança que terá inevitavelmente de reduzir as despesas ou o que seria mais adequado, elevar as receitas.

Os cortes estão programados para o desembolso com salários dos trabalhadores e dos aposentados. O foco incide mais sobre as despesas do que na ampliação das receitas. Significa que não é prioridade do governo apertar a cobrança dos tributos e comprimir o quanto possível o fator crítico que reside nas sonegações. Isso de um lado.

DESEMPREGO – De outro lado o desemprego representa o maior fator contrário ao processo de desenvolvimento econômico. Claro, porque o índice de desempregados abala fortemente o poder de consumo da população e, com isso, diretamente as receitas tributárias. Como se constata, grande parte das receitas tributárias tem origem nas folhas salariais sejam das estatais, sejam das empresas privadas ou sejam relativamente ao funcionalismo público. O impasse está configurado tanto na redução das folhas de salário quanto no poder de compra da população.

SEM INVESTIMENTO – Não se investe porque não existe receita suficiente; e fechando o círculo crítico, não há receita suficiente porque não se investe. Como vencer esse impasse é exatamente a raiz da dificuldade econômica e social que predomina no país. A falta de investimentos só pode ser enfrentada com elevação nos níveis de consumo. É preciso vencer esse círculo vicioso. Mas como?

A resposta cabe integralmente ao governo Jair Bolsonaro que necessita mudar de rumo. Pois a estratégia atual não vem dando resultados positivos diretos e concretos.

8 thoughts on “No campo financeiro não há crédito sem débito, tampouco débito sem crédito

  1. E quando abrimos mão do conteúdo nacional nas obras do setor óleo e gás!!!
    O americano fez guerra comercial com os chineses até que eles comprassem mais dezoito bilhões de dólares em produtos agrícolas “tudo para defender sua indústria agro.”

  2. Nosso problema maior foi a esquerdização do país que aumentou os direitos dos servidores públicos, das estatais e dos militares, todos com baixíssima produtividade e com alto custo para o estado.
    Não haverá jeito para nossa economia, muito menos para o Brasil, enquanto não fizermos uma reforma administrativa profunda que equilibre os ganhos do setor produtivo, notadamente do setor privado que produz riquezas, com os custos dos tres setores improdutivos citados.
    Se não mudarmos isso urgentemente, não sairemos dessa situação que se arrasta por décadas e tende a aprofundar-se em falta de investimentos que só serão conseguidos quando estancarmos essa sangria do tripé que suga o setor produtivo de forma cada vez mais covarde pois quanto mais recebem mais tiram do povo brasileiro.
    Não há sinais que esse governo tenha pulso para isto porque faz parte desse conjunto perverso que tira o pouco que sobra nesse resultado cada vez mais sombrio.

  3. O grande e experiente Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO com razão exige pressa no combate ao Desemprego via crescimento Econômico acelerado.

    Nos últimos 30 anos o Estado Brasileiro vinha gastando mais do que Arrecadava e financiava o Deficit via aumento da Carga Tributária e aumento do Endividamento, com picos de aumento da Inflação via Emissões.

    Em 2016 quando a Presidenta DILMA foi impeachada a Carga Tributária chegou a +- 36% do PIB, e o Deficit Nominal ( o que leva em conta o Custo da Dívida Pública) chegou a +- 10% do PIB. A Dívida Pública chegou a +- 70% do PIB. O Estado asfixiando a Economia Produtiva de Bens e Serviços estava consumindo +- 46% do PIB.

    O Governo BOLSONARO/MOURÃO, que seguia o Modelo Nacional Desenvolvimentista Semi-Estatal escolheu para reduzir o tamanho do Estado na Economia um Ministro da Fazenda Dr. PAULO GUEDES (70) Liberal laissez-Faire para mitigar o velho Modelo Nacional Desenvolvimentista Semi-Estatal que tinha sido levado a exageros.
    Missão do Ministério da Fazenda:
    1- Reduzir o Gasto do Governo,
    2- Reduzir a Carga Tributária das Pessoas Físicas e Jurídicas,
    3- Reduzir o Intervencionismo Estatal
    4- Retomar o crescimento SUSTENTADO acelerado.
    O Ministro Dr. PAULO GUEDES prometeu:
    Para 2019 crescimento PIB de 1%
    Para 2020 crescimento do PIB 2%
    para 2021 crescimento do PIB 3%
    e para 2024 ( Ano Eleição Presidencial) crescimento do PIB 4%.
    É possível que cumpra essas Metas com folga porque em 2019 o PIB crescerá 1,1%, as vendas de papelão para embalagem tradicionalmente um termômetro seguro do crescimento do ano seguinte registraram em 2019 aumento de 2,7% e o Deficit Primário 2019 previsto no Orçamento Federal de -R$ 129 Bi, graças a Receitas extraordinárias vai ficar abaixo dos -R$ 80 Bi.
    A Tx de Juros Básica SELIC está em 4,5%aa com viés de alguma baixa ainda, e veio para ficar. Os Juros Comerciais ainda muito altos em média 4,5%am estão cedendo e vão ceder mais.

    Acredito que o Governo BOLSONARO/MOURÃO depois de mitigado bastante o Modelo Nacional Desenvolvimentista Semi-Estatal pelo Ministro da Fazenda Dr. PAULO GUEDES não parta para o Liberal Laissez-Faire puro como o Chile, que por sinal não está bem, mas ficará num saudável Meio-termo.

    Haveria a nosso ver um atalho para o crescimento rápido e queda do DESEMPREGO, que seria via Emissões pelo BC, mas não seria SUSTENTÁVEL e sim, mais um voo de galinha.

    Apesar do sacrifício, o Governo BOLSONARO/MOURÃO, a nosso ver, está no caminho certo até aqui.

  4. Prezado Colega Sr. FRANCISCO VIEIRA – DF

    Se os Governos anteriores tivessem tido mais responsabilidade Fiscal, e a Dívida Pública fosse +- metade dos 80% do PIB atual, as coisas seriam bem mais fáceis.
    Não se teria que fazer um Ajuste Fiscal tão forte, não se teria que vender Ativos Governamentais sob pressão, etc.

    Mas olhe só a economia para o TESOURO que a baixa da SELIC está dando:
    SELIC a 4,5%aa

    2019………………..68,9 Bi
    2020……………….120,0 Bi
    2021……………….109.8 Bi
    2022……………….119,3 Bi
    Total………………..418,0 Bi

    Só para comparar, Folha de Pagamentos Federal (Civil e Militar) R$ 360 Bi/Ano

    O nosso Deficit Fiscal/Endividamento junto com Deficit da Balança de Pagamentos Internacional são nosso maior problema, bem maior do que a Corrupção Política. Este, a Corrupção é um grande problema mas nem de longe o maior.
    Abração.

  5. ENQUANTO NÃO ENFRENTAR -MOS COM UMA AUDITORIA INDEPENDENTE AS DIVIDAS INTERNA E EXTERNA CONTINUAREMOS COM DESEMPREGADOS DESIGUALDADES E OUTROS,NÃO É POSSIVEL PAGARMOS TANTOS JUROS E CONTINUARMOS DEVENDO MAIS EXEMPLO O RIO EM 98 DEVIA 20 BI PAGOU 40 BI E DEVIA 60BI COMO ISSO É POSSIVEL,QUANTO MAIS SE PAGA MAIS SE DEVE,ISSO TEM QUE ACABAR E PARA FINALIZAR SUGIRO AO BLOG ENTREVISTA COM MARIA LUCIA FATORELLI.

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