No caso do voto impresso, Barroso abandona tática da defesa e vai ao ataque contra Bolsonaro

O ministro do STF Luis Roberto Barroso

Com apoio de 15 ex-presidentes do TSE, Barroso no ataque

Alberto Bombig 
Coluna do Estadão

O discurso do presidente Luís Roberto Barroso na abertura dos trabalhos do Tribunal Superior Eleitoral tocou em pontos considerados fundamentais por quem está atento na busca de uma maneira eficaz de combater as narrativas do presidente Jair Bolsonaro.

O ministro Barroso busca inverter a lógica da empreitada bolsonarista, que atribui risco de fraude ao atual modelo eletrônico de votação: Barroso tenta virar o jogo ao insistir na vulnerabilidade do sistema impresso/manual, que, segundo ele, favorece a compra de votos, o “coronelismo” e as “milícias” (palavra amarga para os fãs do presidente).

PAPO RETO – Segundo um especialista em marketing político, a mensagem dos adversários do presidente e, portanto, dos defensores da urna eletrônica, deve ser algo direto, na linha: Jair Bolsonaro quer acabar com o voto secreto no País.

Mesmo sem citar nomes, foi mais ou menos o que Barroso fez, seja na nota assinada por 15 ex-presidentes do TSE, seja em seu pronunciamento.

Virando a chave. Insistir em jogar na defensiva, repetindo a história de que o voto eletrônico é “auditável”, é continuar atuando no campo da suspeição levantada, sem qualquer prova, por Bolsonaro.

ACIMA DE FUX – O discurso do presidente do TSE ficou muitos tons acima do proferido horas antes pelo ministro Luiz Fux, ao abrir o segundo semestre de trabalhos no Supremo.

Barroso também demonstrou mais coragem e determinação do que Fux com a abertura do inquérito para investigar as ameaças às eleições.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Bolsonaro odeia Barroso, porque foi ele quem deu a decisão no Supremo que mandou instalar a CPI da Covid.  Bolsonaro está por aqui de ódio. (C.N.)

 

12 thoughts on “No caso do voto impresso, Barroso abandona tática da defesa e vai ao ataque contra Bolsonaro

  1. Parabéns ao artigo e à nota do Editor!

    Esse é o ponto nevrálgico da artilharia bolsonazista:

    discutir o tipo de votação
    para “abafar”
    os crimes do presifake na Covid-19
    que já matou mais de meio milhão de pessoas.

    Inapelavelmente Boçalnalha será responsabilizado criminalmente por disseminar informações falsas sobre a Covid-19 o que acarretou milhares e milhares de mortes EVITÁVEIS.

    Isso é crime não só contra pessoas brasileiras. É crime contra a Humanidade.

    Para jmb ou Boçalnalha, o sistema de votação pouco importa, até porque ele e todos os membros de sua familícia foram beneficiados pelas regras eleitorais há mais de 30 anos.

    CORTINA DE FUMAÇA!

    Só os ingênuos se recusam a ver.

    Quanto aos teleguiados do presidente criminoso, continuam a “tacar fogo em pneus”.
    Tudo inútil. jmb e seus cúmplices pagarão por seus crimes ainda nessa existência.

    • O Boçalnato e sua milícia pagarão por seus crimes hediondos nessa e na outra existência. Deus não há de aprovar um ser travestido de honesto e amante do Brasil fazer tais torpezas contra o seu eleitorado. O BOÇAL É UM ASSASSINO !!!

  2. Voto impresso é o maior absurdo, um retrocesso brutal. Quando existia essa forma demode de contagem de votos, os coronéis que mandavam nos currais eleitorais, exigiam a comprovação na votação através de papel carbono. E aí de quem votava no adversário? Porrada no infiel. Milícia e tráfico vão fazer a festa e eleger quem eles quiserem. Voltaremos a década de 40 e até antes. Querem acabar com esse país.
    Ao invés de lutar por emprego, renda, e dignidade ao trabalhador, ficam nessa ladainha de eleição antecipada, voto impresso, urna auditavel, etc..enquanto isso, o Brasil segue sangrando.
    Falta patriotismo aí gente.

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