No desespero da reeeleição perdida, Cabral joga todas as fichas na “pacificação” das favelas, que na verdade significa a legalização da venda de drogas nas comunidades

O tempo vai demonstrar que a “pacificação” das favelas é uma arriscadíssima jogada de marketing eleitoral, criada sob medida para a tentativa de reeeleição de Sérgio Cabral. Ele está assustado, alarmado e apavorado com a pesquisa Datafolha de avaliação dos governadores dos 10 maiores estados do Brasil.

O resultado é consagrador, perdão, constrangedor. O governador do Rio de Janeiro está no 8º lugar, só ficando à frente de José Roberto Arruda (DF), envolvido no escândalo do mensalão do dinheiro na meia, e Yeda Crusius (RS), que acaba de passar por um processo de impeachment com denúncias gravíssimas de desvio de recursos públicos.

Há informação de que Cabralzinho Filhinho está GASTANDO FORTUNAS EM MARKETING, dilapidando recursos públicos, mas isso não está sendo suficiente para fazer com que a mídia convença o povo da sua “eficiência”.

Confira o ranking Datafolha dos governadores

A pesquisa sobre o desempenho dos principais governadores teve o seguinte resultado:1º – Aécio Neves (MG), 2º – Eduardo Campos (PE), 3º – Cid Gomes (CE), 4º – José Serra (SP), 5º – Luiz Henrique (SC), 6º – Jacques Wagner (BA), 7º – Roberto Requião (PR), 8º – Sérgio Cabral (RJ), 9º – José Roberto Arruda (DF) e 10º – Yeda Crusius (RS).

O mais interessante é que Arruda estava em 6º lugar na pesquisa anterior do Datafolha. Ou seja, estaria na frente de Cabral, se não tivesse sofrido o massacre causado pelo escândalo do mensalão. Para Cabralzinho Filhinho, a situação é desesperadora, porque só conseguiu ficar apenas à frente dos dois governadores de fichas descaradamente sujas.

Na internet, começam a circular NOTÍCIAS ESTARRECEDORAS, dando conta de que na próxima campanha eleitoral será revelado quanto o governo está gastando para colocar ar condicionado alugado nas escolas do Estado? Outra informação é de que só o aluguel do “latão” (container), que serve precariamente de instalação para as UPAs, custa 9 milhões por ano. E ainda há mais: o aluguel de um carro de polícia, ao final de um ano, daria para comprar 2 carros zero quilometro.

“Pacificação” é um acordo com os traficantes

Conforme já expliquei neste blog, em primeira mão, a “pacificação” de algumas favelas na Zona Sul (por que a discriminação?) nada mais é do que UM ACORDO ESPÚRIO, ESDRÚXULO E ESQUIZOFRÊNICO que Cabral celebrou com os chefes do tráfico.

Com a experiência obtida no acerto com as milícias, na época do PAN, o governador fez acordo também com os traficantes, nas seguintes bases. 1) os “soldados” e “olheiros” do tráfico sumiriam do mapa, ninguém mais seria visto portando armas nem usando máscaras do tipo ninja, as balas perdidas cessariam, e os favelados não mais seriam incomodados pelos criminosos, para criar um ar de “normalidade”. 2) Em contrapartida, a Polícia Militar se faria presente, aparentemente controlaria a situação, e não mais reprimiria o tráfico nessas favelas.

É um acordo tão claro e acintoso, que chega a ser ridículo. Se o tráfico estivesse interrompido nas “pacificadas”, haveria engarrafamento de drogados nas demais favelas da Zona Sul, como Cerro Corá, Morro Azul, Pereirão, Rua Alice (Júlio Ottoni) e Gávea, mas isso não está acontecendo. Pelo contrário, os drogados estão preferindo se abastecer nas favelas “pacificadas”, onde não correm o risco de “levar uma dura”. Os pontos das favelas ainda não “pacificadas”, desertos.

* * *

PS – Outra demonstração clara é a atual carência de notícias sobre apreensão de drogas nas favelas. Não parece estranho? Alguém acredita que o trafico realmente parou. Há! Hã! Há! Seria cômico se não fosse trágico.

PS2 – Se os traficantes tivessem sido realmente impedidos de atuar, a Zona Sul teria se tornado um inferno, com assaltos e mais assaltos nas ruas. Afinal, eles agora estão se dedicando a que ramo de atividade? Será que aderiram aos secos e molhados? Ou pensam entrar na política, já que estão agora tão “chegados” às autoridades.

PS3 – Puxa, ninguém reparou que essa “pacificação” foi fácil demais, não houve uma só troca de tiros? O governador disse, textualmente, que deu “prazo de 48 horas para os traficantes deixarem o Cantagalo-Pavão- Pavãozinho”. Ou será que o prazo foi para se adaptarem à nova situação, com a liberdade, liberalidade e licenciosidade do tráfico sem repressão? Será que alguém acredita que o tráfico parou na Zona Sul?

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