No fim do ano, Papa diz que o homem tem medo da liberdade

http://img.cancaonova.com/cnimages/especiais/uploads/sites/2/2014/12/papa_presepio-600x300.jpg

Depois do Te Deum, o Papa Francisco visitou o présepio

André Cunha
Site Canção Nova

Seguindo a tradição, neste último dia do ano, 31 de dezembro, o Papa Francisco presidiu, às 17 horas (horário italiano), na Basílica de São Pedro, à celebração das primeiras Vésperas da Solenidade de Maria Santíssima, concluindo com o canto do Te Deum, em ação de graças pelo ano de 2014.

O Papa dis0se que a Igreja propõe à conclusão de cada ano e de todos os dias um exame de consciência para agradecer ao Senhor pelo que se recebeu e repensar as faltas. “Agradecer e pedir perdão: é o que fazemos hoje ao final de um ano. Louvamos e pedimos perdão”.

Segundo o Papa, o motivo fundamental de dar graças a Deus é este: “Ele nos fez seus filhos”. “Mas nós já não somos todos filhos de Deus? Certamente, porque Deus é Pai. Mas, sem esquecer que fomos afastados de sua filiação pelo pecado. Nossa relação filial é profundamente ferida. Mas em Jesus fomos livres. Ele morreu na cruz para nos dar a remissão do pecado e resgatar a condição de filhos”.

Agradecer, disse o Papa, é também o motivo do exame de consciência. “De nos perguntar: como é nosso modo de viver? Vivemos como filhos ou como escravos? Ou vivemos como a lógica mundana, corrupta, fazendo o que o diabo nos faz acreditar?”, questionou.

SONHAR, VOAR E ESPERAR

Francisco afirmou que o homem é inclinado a resistir a essa libertação que Jesus trouxe. “Temos medo da liberdade”, destacou. A liberdade, segundo disse, assusta o homem, ao contrário da escravidão o impede de viver plenamente o presente porque esvazia o passado e o faz acreditar que não se pode sonhar, voar e esperar.

“Em nossos corações se aninha a saudade da escravidão porque traz seguranças, ao contrário da liberdade que é mais arriscada. Esse é o reino e o fascínio do momento”, considerou. “Concluir o ano é voltar a afirmar que existe uma honra, que existe a plenitude do tempo. Ao concluir esse ano, nos fará bem pedir a graça de caminhar em liberdade, para reparar os erros e defender-nos da saudade da escravidão”, disse.

Francisco concluiu sua reflexão pedindo que a Virgem Santa ajude a todos a acolher Jesus com o coração aberto, a fim de se viver realmente com liberdade, como “filhos de Deus”.

A oração do hino litúrgico tradicional Te Deum concluiu a celebração. Em seguida, o Papa Francisco visitou o presépio localizado na Praça São Pedro.

4 thoughts on “No fim do ano, Papa diz que o homem tem medo da liberdade

  1. Pessoal :

    Que o ano que ora nasce nos traga muita paz, muita saúde, muitas alegrias e também menos violência, menos roubalheiras e muitíssimo menos mau uso do dinheiro público.

    Que em 2015 os impostos que tiram da população revertam integralmente para a felicidade deste povo que sofre, mas acredita no seu país.

    Um abração a todos !!!

    Carlos Vicente.

  2. Que em 2015 possamos continuar juntos, debatendo com civilidade e competência todos os temas.

    Que haja luz em nossos corações e muita energia para continuarmos a caminhar e plantar valores, idéias e ideais.

    Muita saúde a todos os amigos e desculpas pelas falhas que cometi.

    Que o Pai continue a proteger nosso mestre Newton e a dar-lhe muita saúde e sabedoria.

    • É isso mesmo, Fallavena. Precisamos discutir as questões brasileiras e mundiais com toda a liberdade, porque é do debate entre as diversas tendências que chegaremos a um ponto de equilíbrio. O importante é avançar, sempre.
      Feliz Ano Novo!

      CN

  3. Senhores. Interessante essa frase do Papa. Ela se aplica às mais variadas situações vividas pelo país.

    “Em nossos corações se aninha a saudade da escravidão porque traz seguranças, ao contrário da liberdade que é mais arriscada. Esse é o reino e o fascínio do momento.”

    A LIBERDADE implica ter responsabilidade com as consequências da própria preguiça ou das próprias ações e a necessidade de assumir os próprios erros e incompetência. A ESCRAVIDÃO trás a segurança da desculpa:
    -Por que vocês até hoje são atrasados?
    -Ora, porque éramos escravos – fala-se isso e deita-se na rede! (ou melhor, volta-se a deitar na rede…)
    (Você quer desculpa mais cômoda do que essa?)

    Na escravidão você não precisa assumir os próprios erros, nem precisa se esforçar em dá o duro para adquirir conhecimento ou construir alguma coisa. Estes trabalho e planejamento são delegados pelos escravos ao escravagista. Por isso até hoje o homem, fugindo da liberdade de pesquisar e de conhecer o Tudo com os próprios meios, precisa de um TUTOR ESPIRITUAL para lhe dizer como ele é da mesma forma que a criança precisa do PAI para lhe dizer “que bicho é aquele” ou se “aquele bicho morde”.

    Qualquer coisa errada que faça dirá “foi meu Pai quem mandou!”.
    Qualquer coisa errada que pense, dirá “foi meu Pai quem disse que era assim.
    Qualquer coisa errada que faça ou que pense, dirá, imediatamente, “ora, na época eu era só um escravo. Culpe o feitor pelo que fizemos ou deixamos de fazer!!!”

    E pronto: estará delegado o erro. E a responsabilidade.

    Abraços.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *