No final, Aziz não perdeu a chance de desmoralizar o bolsonarista que criou o “relatório paralelo”

Forças Armadas repudiam ataques de Omar Aziz

Aziz aproveitou e colocou Marcos Rogério no seu devido lugar

Vicente Limongi Netto

Agora que a CPI da Covid “escancarou ao Brasil a face oculta da negligência, da incompetência, da perversidade e da insensibilidade”, como salientou e frisou, com lucidez e perfeição, o senador e médico Otto Alencar, recordo o que escrevi em abril, portanto, há 6 meses, na Tribuna da Internet e alhures.

“Bolsonaro terá pesadelos com o trio de senadores escolhidos para os principais cargos na CPI da Covid: Omar Aziz, Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues. São calejados, têm espírito público e jogam duro. Não alisam. Não dão trégua. E vão exigir punições severas aos maus brasileiros que desonram as funções que ocupam. É o que clama a nação, indignada, sofrida, humilhada, penalizada, desorientada e desesperada. Sem vacinas suficientes e passando necessidades. Orando pelos 360 mil brasileiros que partiram. Clamando por trabalho e sustento. O jogo político não é para amadores”, adverti há seis meses.

E MAIS – Em seguida, publiquei uma declaração do presidente da CPI. “Quem for podre, que se quebre”, alertou Omar Aziz, senador pelo Amazonas.

Acrescentei que a CPI não pode virar palanque eleitoral. Sob pena de cair no ralo do descrédito. Muito menos ser instrumento de caça às bruxas. E salientei:

“Porém, a tropa dos exaltados não esquecerá do imenso rosário de sandices, deboches e insultos de Bolsonaro à ciência, à covid-19 e aos adversários.  A CPI cobrará explicações. Aqui se faz, aqui se paga. É bom que o presidente continue pedindo socorro ao Todo Poderoso. A batata dele vai assar. E o couro virar pandeiro para as eleições de 2022”. 

RELATÓRIO PARALELO – Durante o clima tenso na CPI da Covid, nesta quarta-feira, dia 21, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) fez questão de exibir a faixa de fantoche exacerbado, exigindo que o presidente do colegiado, Omar Aziz, permitisse que ele lesse  o patético e bolorento relatório paralelo, produzido pelas aves raras e desprezíveis do negacionismo.

Ao final da leitura da ridícula obra, o senador Omar Aziz explicou, pausadamente, ao orador: “Marcos Rogério, foi por isso que o senador Renan Calheiros foi escolhido pela maioria para ser o relator e não você…

9 thoughts on “No final, Aziz não perdeu a chance de desmoralizar o bolsonarista que criou o “relatório paralelo”

  1. Meus parabéns ao Senador Omar Aziz, por colocar o senador Marcos Rogério no seu devido lugar. Não teve um dia de CPI, que esse senador por Roraima, deixasse de falar meias verdades, tumultuar, debochar e até interromper e gritar com as senadoras da CPI, principalmente a senadora Simone Tebet
    Lia os releases enviados pelo Planalto com aquela cara enfadonha encoberta pela máscara.
    O contraditório, sempre é bem vindo, mas, que se tenha um mínimo de bom senso, educação e razoabilidade, o que sempre faltou a ele. Fez o seu papel de defender o indefensável.

  2. Obrigado Limongi. Acompanho as suas pegadas, que me levam a um Porto Seguro.
    O senador Omar Aziz conduziu a CPI com muita elegância e paciência, uma tarefa difícilima, em meio as provocações de depoentes, que ficavam calados ou mentiam descaradamente. E os apartes dos senadores Henzi do RS, Jorginho de SC e Marcos Rogério de RO, que nada acrescentavam ao colegiado. Um deles fez defesa enfática da Cloroquina para combate a Covid. Incrível. Foi um desserviço ao Brasil e um escárnio contra as famílias que tiveram entes perdidos.
    Quero fazer uma Ode e tecer loas ao Senador Randolfe Rodrigues, o vice presidente da CPI. Incansável no apoio ao Relator e ao presidente Omar. Randolf estudou a fundo e o resultado foi fenomenal, tanto na investigação dos documentos enviados a CPI, quanto no plenário da Comissão. Foi a cereja do bolo e um gigante implacável.
    Esse trio da CPI foi achado.
    Em meio a tanto obscurantismo, observamos um rastro de luz, nos senadores de Sergipe, do Espírito Santo, das senadoras Simone, Leila, Liziane, do senador médico Otto Alencar e do médico senador de Pernambuco, Humberto Costa.
    Esses senadores foram as flores em meio ao lodo do combate a Pandemia.
    O Brasil precisa melhorar muito e aprender a votar melhor, apesar do avanço em meio ao retrocesso da última eleição.

  3. Roberto, parodiando o amado e saudoso Ibrahim sued, os cães ladram enquanto Omar conduziu os trabalhos da CPi com firmeza, isenção e patriotismo.

    • Enquanto os cães ladram a caravana passa, dizia o inesquecível Ibrahim Sued. Não perdia um artigo dele, sempre com muitas informações do Empresariado e das Elites brasileiras.
      No final entoava o refrão lapidar: “sorry, periferia”.
      Está fazendo muita falta hoje, nessa escuridão de homens e ideias que assola a pátria amada.

    • Omar Aziz emergiu da CPI como um grande líder Nacional.
      Foi um gigante entre os integrantes. Respeitado pela oposição e pelos governistas da CPI. Soube aplacar os ânimos dos senadores, quando ficavam exaltados pelo calor das discussões.
      Votaria nele, se por uma dessas ironias do destino, for a tão esperada Terceira Via.
      O MDB, o Partido de Ulisses Guimarães deveria analizar com carinho, o nome de Omar.
      Mas, acho que Aziz tentará novo mandato de senador pelo Estado do Amazonas.
      Se pudesse e meu dinheiro desse, me mudaria para o Amazonas só para votar nele e ir de porta em porta pedir para os amanuaras fazerem o mesmo.

  4. Omar Aziz presidiu a CPI (comissão da picaretagem ilimitada) como se estivesse numa orgia com as manauaras de 12 aninhos. Mais nojento ainda é ver jornalistas lambendo as botas de um porco como Aziz.

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