No governo Bolsonaro, crescimento e desigualdade social estarão no centro do debate

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Desigualdade social não é prioridade na visão de Paulo Guedes

Bruno Boghossian
Folha

Steve Werner já votou no Partido Democrata, mas fez campanha para Donald Trump em 2016. Ele era um dos trabalhadores que, diante de dificuldades econômicas, entraram em greve numa fábrica de caminhões da Pensilvânia, em outubro. Sem ligar para os dados que indicavam um aumento da desigualdade nos EUA, o operário estava convencido de que era preciso dar mais quatro anos para o presidente americano.

Ele disse aos repórteres Marina Dias e Lalo de Almeida que, num segundo mandato de Trump, todos os americanos começariam a sentir os benefícios da melhora da economia.

OS AMERICANOS – Personagens da série “Os Americanos”, da Folha, mostram que o crescimento econômico e a distribuição de renda agem como vetores diferentes em determinados grupos do eleitorado. Num Brasil em recuperação, esses elementos também estarão no centro do debate político.

A oposição fez sua aposta. Lula e outros líderes de esquerda sabem que Jair Bolsonaro deve ser favorecido pela melhora gradual no PIB. Eles investem, então, na ponta da distribuição desse crescimento.

Para os rivais de Bolsonaro, a retomada sob um regime de aperto fiscal deve ser marcada pelo achatamento de gastos sociais e pela geração de empregos de menor qualidade. Os efeitos da recuperação, portanto, seriam mais lentos para os mais pobres e para a classe média.

OUTROS RUMOS – O próprio ministro Paulo Guedes se antecipou, em entrevista à GloboNews na semana passada: “Não olhe para nós procurando o fim da desigualdade social. Nos dê um tempinho. Nossa tentativa é diferente”.

Ainda assim, o presidente pode tirar proveito de uma sensação de bem-estar quando os ponteiros da economia se mexerem com mais vigor. A comparação com a fase recente de recessão é seu principal trunfo.

Bolsonaro aprendeu com seu ídolo americano que pode mobilizar o eleitorado com pautas simbólicas enquanto os efeitos da economia não chegam a todos. Essa é sua estratégia para que os brasileiros lhe deem mais quatro anos no poder.

9 thoughts on “No governo Bolsonaro, crescimento e desigualdade social estarão no centro do debate

  1. Bolsonaro tem feito muito esforço para ser pior que luiz Ináci, mas isso não conseguirá porque ninguém consegue.
    Faço votos que Bolsonaro trate muito vem o seu melhor ministro, porque mesmo sem ele querer foi das suas atividades que conseguiu se eleger, pois o trabalho de encarcerar o bandido mor do Brasil não era tarefa para qualquer um, tanto que seus comparsas do STF o soltaram mas aí foi tarde. Moro ganhou mais essa.
    Viva Sérgio Moro, nosso grande e futuro presidente!
    A direita sempre foi mais confiável mesmo dando mole.para os esquerdopatas.
    Viva o Clube de Regatas Vasco da Gama!

  2. Prezado Guilherme, não seria muita ilação achar que tudo o que está acontecendo já fora planejado “milhões” de anos atrás?
    Abraços.

  3. PAULO GUEDES E BOLSONARO PREOCUPADOS COM DESIGUALDADE SOCIAL,QUE JORNALISTA ISENTO.HA JORNALISTAS DA IMPRENSA ALTERNATIVA QUE O BLOG PODERIA COLOCAR AS MATERIAS DOIS EX HELIO FERNANDES E MARIA LUCIA FATORELLI.

  4. A questão que não me sai da cabeça é saber os porquês de termos deixado o nosso país descambar para esta crise social sem precedentes!

    Indiscutivelmente foram nos castrando como animais com relação às nossas vontades, aos nossos anseios, reivindicações, exigências, culminando que fomos anulados completamente como cidadãos, sociedade e povo, no decorrer do tempo.

    A necessidade de sobreviver rompeu a corrente que nos unia como população, e nos vimos ora apoiando um partido, ora outro, até quando nos obrigaram a escolher entre capitalismo ou socialismo/comunismo.
    Tal possibilidade política, econômica e social, dividiu o povo, separou o país, incrementou mais ainda as diferenças regionais, rompendo os elos que nos atrelavam como País, Nação, Pátria e Estado.
    Os poderes continuaram, porém o povo foi excluído das decisões, mormente àquelas que lhe diziam respeito diretamente.

    Sem voz ativa, sem liderança positiva, sem um exemplo a seguir, surgiu Lula e o PT, que se identificaram com o pobre, que iriam melhorar a vida dos necessitados, que precisavam ser o poder reinante para essa esperança que sempre tivemos, e que fora aos poucos se dissipando.
    Lula, um retirante nordestino, que trabalhou como torneiro-mecânico, que foi líder sindical, que possuía um poderoso carisma, que pronunciava as palavras que o povo queria ouvir, nos enganou, mentiu, nos roubou, nos explorou e manipulou!

    A decepção com a esquerda, com a demagogia dos socialistas e comunistas, seus escândalos diários como casos policiais, nos levaram a escolher o oposto do discurso Lulista, e elegemos Bolsonaro.

    Há cerca de trinta anos, o cidadão brasileiro vem decrescendo social e economicamente.
    Não bastasse a incompetência, as más intenções de nossos governantes, a corrupção invencível, a impunidade como característica nacional, ainda tivemos um presidente maldoso, cruel, um torturador por excelência, que decidiu confiscar o dinheiro e a poupança do povo!

    De lá para cá, o nosso caminho tem sido descer a lomba e nos afundarmos na pobreza e na miséria, que aumentam a cada ano.
    Em consequência, a violência desmedida, a saúde deteriorada, a educação vergonhosa!

    O Brasil ruma célere para uma revolta civil que jamais o continente americano registrará na sua história de tantos conflitos, desde que foi “descoberto” por portugueses e espanhóis.

    Dia desses, o pobre e o miserável vão às ruas, e salve-se quem puder.
    Se as FFAA, policiais civis e militares estão protegendo e mantendo ladrões nos poderes e, por acaso, partirem para cima dos revoltosos, dos necessitados, dos carentes, afirmo que será um dos maiores banhos de sangue que a humanidade vai presenciar!
    Morto pela fome, por doenças, pela falta de trabalho, por não ter onde morar, tanto faz cair pelas balas dos cúmplices dos corruptos, dos ladrões, dos parlamentares que nos roubam diuturnamente ou não, pois a morte é iminente para o povo.
    Entre tombar lutando e ser morto de várias outras formas, que combatamos nossos inimigos, sabidamente os poderes constituídos.

    Logo, Pedro do Coutto tem plena razão neste seu artigo em tela.
    Ou o governo passa a dar um pouco de atenção, pelo menos, às questões sociais ou a violência se tornará incontrolável!

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