No Natal, é preciso respeitar não só quem acredita em Deus, mas também os próprios ateus

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Krishna, o mais antigo avatar, viveu 3.000 anos a.C.

Carlos Newton

Futebol, política e religião são assuntos que não devem ser discutidos, porque despertam fanatismo. Depois de uma longa estrada de jornalismo, a gente aprende a analisar as coisas como se estivesse desligado delas, passa a admirar grandes jogadores de outros times, identifica qualidades em políticos de ideologia oposta e começa a cultuar também líderes de outras religiões. No meu caso, a maturidade me fez ser ecumênico e apoiar o Papa Francisco em seu luta para reunir as religiões, pois todos os caminhos podem nos levar a Deus, sem passagem obrigatória por Roma e pelo Vaticano.

Mas respeito muito aqueles que não acreditam em Deus e defendo que o Estado seja laico e as escolas, também, até porque há um número enorme de religiões e a crença em Deus é uma questão de foro íntimo, a meu ver.

OS AVATARES – Tenho interesse todo especial pelos chamados “Avatares”, uma palavra derivada do sânscrito. Significa “aquele que descende de Deus” ou, simplesmente, qualquer espírito que ocupe um corpo, representando assim uma manifestação divina na Terra.

A humanidade teve grandes avatares do pensamento filosófico, social e espiritual, que nos influenciam até hoje. Pela ordem de entrada em cena – Krishna na Índia (3 mil anos antes de Cristo); Moisés no Egito e Oriente Médio (1.512 a.C); Lao Tse na China (1.300 a.C.); em seguida, Buda na região do Nepal/Himalaia (600 anos a.C.); pouco depois, Confúcio no Nordeste da China (550 anos a.C.); logo após, Sócrates na Grécia (469 a.C.); depois, o próprio Jesus Cristo na Palestina, com a abertura da atual Nova Era; e Maomé (570 depois de Cristo).

SÓCRATES E ZOROASTRO – Considero Sócrates como avatar, porque muitos ensinamentos da Bíblia são claramente baseados nas lições do sábio grego, que influenciou também diretamente o espiritismo de Allan Kardec.

É evidente que a Bíblia, que foi escrita muito depois da morte de Cristo, é um livro religioso que consolidou o conhecimento da época. Possui aspectos encontrados na mitologia hindu (4.000 a.C.), no Épico de Gilgamesh (2500 a.C.) e em diverso outros textos. Por isso, não poderia deixar de incluir os pensamentos dos gregos divulgados massivamente 400 anos antes do nascimento de Cristo.

Há outros avatares, como Zoroastro (ou Zaratrusta), criador da doutrina dualista (Bem e Mal) dos persas, cerca de 700 anos antes de Cristo, uma religião também muito importante, adotada pelo Império Aquemênida, que dominou grande parte do mundo 500 anos antes de Cristo. Mas neste artigo vamos nos fixar nos  oito principais avatares, que ainda hoje influenciam a humanidade.

MUITA IDENTICAÇÃO – Em todos esses doutrinadores, que trouxeram a palavra de Deus, constata-se uma identificação absoluta, pois são praticamente os mesmos ensinamentos, a idêntica tentativa de melhorar a vida de todos e de criar relações mais justas e humanas, numa impressionante coincidência de propósitos e iniciativas.

Suas origens são bem distintas. Mas tinham em comum os mesmos objetivos sociais e espirituais, que acabaram inspirando as lideranças políticas através dos séculos.

Detalhe interessante: nenhum dos grandes avatares deixou por escrito seus pensamentos religiosos e teses filosóficas. As palavras de todos eles foram difundidas ou transcritas por discípulos, apóstolos ou seguidores.

KRISHNA E MOISÉS – Os registros históricos são precários, especialmente de Krishna, o mais antigo, que viveu na Índia antiga há mais ou menos 5 mil anos. Seus ensinamentos, transmitidos por uma série de seguidores (também considerados avatares na Índia), formam a base do Hinduísmo, até hoje uma das mais importantes religiões do mundo.

Moisés (Moshe ou Mōüsēs, 1.500 a.C.) foi um profeta egípcio da Tribo de Levi, autor da Torah, segundo a tradição judaico-cristã, correspondente aos cinco primeiros livros do Antigo Testamento cristão. Diz o Livro do Êxodo que o menino Moisés foi adotado pela filha do faraó, que o encontrou enquanto se banhava no Rio Nilo e o educou na corte como o príncipe do Egito.

Por ter matado um feitor, levado por “justa ira”, Moisés fugiu do Egito para escapar da pena de morte. E conduziu o povo de Israel até ao limiar de Canaã, a Terra Prometida a Abraão. Moisés é patriarca dos judeus e santo nas Igrejas Católica e Ortodoxa.

LAO TSE E BUDA – Diz-se que o chinês  Lao Tse (ou Lao Zi, Lao Tzu, 1.300 anos a.C.) era filho de um alquimista. Conforme os registros do cânone religioso taoísta, Lao Tse teria sido convidado pelo rei Wen para ser o responsável pela biblioteca real. Portanto, era alfabetizado. No 25º ano da era do rei Zhao, iniciou sua grande viagem para o Ocidente, com intuito de chegar aos reinos da atual Índia, para depois ir ao Afeganistão e à Itália. Durante o trajeto, teria aceitado como discípulo um oficial chefe da fronteira, a quem ditou vários escritos, entre eles o Tao Te Ching.”

Os registros são de que Buda (Siddharta Gautama, 600 anos a.C.) nasceu de uma família nobre num reino da região do Nepal. Quando descobriu o que representavam a vida e a morte, submeteu-se a sofrimentos, purificou-se e passou a doutrinar os outros, ensinando que uma pessoa não se torna sacerdote por nascimento e ninguém é pária pelo berço, mas em função de seus próprios atos.

CONFÚCIO E SÓCRATES – Já o chinês Confúcio (K’ung Ch’iu, K’ung Chung-ni ou Confucius, 550 anos a.C.)) nasceu em uma pequena cidade na região chinesa de Lu. Seu pai, Shu-Liang He, teria sido magistrado e guerreiro. O pensador teve seus ensinamentos difundidos na obra “Analectos de Confúcio”, uma coleção de aforismos, compilada muitos anos após a sua morte. Sua filosofia pregava a moralidade pessoal e governamental, além de procedimentos corretos nas relações sociais, com justiça e sinceridade.

Já o grego Sócrates (469 anos a.C) veio de família de classe média, digamos. Na juventude era chamado de Sokrates ios Sōfronískos (Sócrates, o filho de Sophroniscus). Seu pai era operário categorizado, especialista em entalhar colunas nos templos, casado com a parteira Phaenarete.

Durante a infância, Sócrates ajudou o pai no ofício de entalhador, mas logo depois se tornaria o maior filósofo e educador da Antiguidade. Seus pensamentos foram transmitidos pelos discípulos Platão e Xenofonte. São impressionantes as teses de Sócrates sobre a alma, a espiritualidade e a reencarnação.

CRISTO E MAOMÉ – Depois, temos Jesus Cristo e seus ensinamentos compilados na Bíblia, também escrita depois da morte dele e que deu origem a grande número de ramificações e seitas religiosas derivadas do Cristianismo. É o grande líder religioso do mundo ocidental.

Por fim, o avatar dos muçulmanos é Maomé (Muḥammad ou Moḥammed), que é bem mais moderno, o único que nasceu depois de Cristo, em 6 de abril de 570. Para os islamitas, Maomé foi precedido em seu papel de profeta por Jesus, Moisés, Davi, Jacob, Isaac, Ismael e Abraão. E seria o mais recente e último profeta do Deus de Abraão.

Como figura política, Maomé unificou várias tribos árabes, criando os primórdios da formação do império islâmico que se estendeu da Pérsia até a Península Ibérica. Também Maomé nada deixou escrito, foram seus discípulos que redigiram o Corão.

BUDA SINTETIZOU – Ainda sobre as maiores religiões, é sempre interessante destacar um pensamento atribuído a Buda, que sintetiza e justifica a existência dos diversos avatares, os mensageiros de Deus:

“Não sou o primeiro Buda que existiu na terra, nem serei o último. No tempo devido outro Buda levantar-se-á no mundo, um santo, um ser divinamente iluminado, dotado de sabedoria em sua conduta, benigno, conhecendo o universo, um líder incomparável dos homens, um mestre dos anjos e dos mortais. Ele vos revelará as mesmas verdades eternas que vos ensinei. Ele vos pregará esta religião, gloriosa em sua origem, gloriosa em seu clímax, gloriosa em seus objetivos, tanto no espírito como na forma. Ele proclamará uma vida religiosa tão pura e perfeita como a que agora proclamo. Seus discípulos serão contados em milhares, enquanto que os meus contam-se em centenas.”

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P.S. 1É interessante notar que desde Krishna, as imagens históricas de diversos avatares, inclusive Jesus, os exibem na mesma posição de Lótus, que significaria a Estrela de Davi, de Moisés.

P.S. 2 – O assunto é importante e inesgotável. Amanhã voltaremos a ele, com reflexões sobre os ensinamentos de Sócrates, sua influência no Cristianismo e no Espiritismo. E hoje já vamos desejando um Feliz Natal a todos, inclusive aos robôs que infestam o blog. (C.N.)

27 thoughts on “No Natal, é preciso respeitar não só quem acredita em Deus, mas também os próprios ateus

  1. Grande Newton.

    Uma verdadeira aula de História Antiga.

    Acho que Francisco ( São Francisco ) deve ser visto como um Avatar. É uma opinião minha, claro!

  2. Boa tarde,leitoras (es):

    Senhor Carlos Newton,mais acontece que os ATEUS e INCRÉDULOS são na maioria das vezes , mais HONESTOS , DECENTES e HONRADOS , que os CRENTES , CRISTÃOS , que são CORRUPTOS,LADRÕES e INESCRUPULOSOS, MAUS INTENCIONADOS , que usam a Biblia p/cometerem as maiores atrocidades contra o próximo e seu país.

  3. Sr. Carlos Newton,
    O Sr. é muito culto. Só que a sua cultura literária, data venia, não passa do Crematório ou da Sepultura. Como o Sr. se diz ser Budista, tenho o dever de alertá-lo, Devadatta foi jogado vivo no Inferno Avishi por ignorar as advertência do Buda. Está no Sutra de Lótus. Essa citação repetida que o Senhor faz em sua matéria, seu BLOG, com sua sabedoria, NÃO É DO BUDA. O Sr. reafirma, dizendo ser uma citação do Buda: “EU NÃO SOU O PRIMEIRO BUDA QUE EXISTIU NA TERRA, NEM SEREI O ÚLTIMO…”. Em que SUTRA o Sr. leu tal excrecência?. O Buda jamais escreveria uma tolice dessa. O Buda é Eterno, NÃO NASCE E NEM MORRE. Atingindo-se esse ESTADO, atinge-se o NÃO COMEÇO e NÃO FIM. O Sr. se leu isso, foi enganado pelo tradutor. Houve 186 tradutores de Sutras da Índia para a China. Só um sobreviveu à história KUMARAJIVA. Leia os Sutras em originais, traduzidos para o chinês/inglês e não Sutras traduzidos em Blogs.
    Uma coisa que todo humano deve sabe (e ver) é que o Deus
    de Abraão, Isaac e Jacó ou qualquer Deus é uma Entidade do 6o. Plano Cósmico (Todos habitam no Sexto Céu do Mun do Tríplice. Os BUDAS habitam o Décimo o. e Último Plano Cósmico – NIRVANA.

    • Desculpe, Dr. Francisco Nascimento, jamais disse ser budista. Sei, porém, que Buda não escreveu nenhum Sutra, conforme está explicado no artigo. Como ocorreu com Cristo, também foram atribuídas a Buda diferentes declarações. Ninguém sabe quais são as verdadeiras ou não, o que importa é que tudo o que tem sido atribuída a ele é muito positivo.

      Feliz Natal para o sr., que também é grande mestre na Ciência do Direito.

      Abs.

      CN

      • 1) Licença… vou procurar e postar aqui, pois agora não posso, a citação do Tripitaka Páli atribuída ao Buda que ele fala bem parecido com o que CN citou.

        2) Respeito muito o Dr. Francisco Nascimento, tenho 4 traduções do Sutra Lótus completo, inclusive de Kumarajiva, editada em português nos EUA, tem 700 páginas.

        3) É difícil ler os sutras nas línguas originais. Ora, Kumarajiva era indiano e escrevia em chinês arcaico, hoje mandarim, outros sutras estão em língua páli e em sânscrito e tibetano, então é praticamente impossível ler nos originais.

        4) Contudo, temos em inglês e espanhol boas traduções do Sutra Lótus e até em português.

        5) Com todo o respeito aos que discordam. Também respeito muito ateus, céticos e agnósticos e afins.

        6) Ontem mesmo, em um dos blogs onde escrevo falei que o Espírito do Grande Patriarca Nichiren psicografou um livro através do médium japonês Ryuho Okawa, mas este livro não está traduzido em língua ocidental, ainda.

        7) Portanto, é uma outra abordagem do Estado de Buda que é Luz Infinita e permite interpretações múltiplas, por ser obra aberta/literária, conforme disse o teórico italiano Umberto Eco… Hermenêutica Budista…

  4. Feliz Natal ao C.N., com os nossos parabéns pela matéria ímpar, extensivo a todos e todas. Na condição de agnóstico teísta, não duvido da existência de um Deus ou Deusa, ou ambos, ou de uma legião deles e delas, com poderes sobre-humanos e sobrenaturais, e, por via das dúvidas, não hesito em pedir-lhes ajuda e intercessão o tempo todo, como bom brasileiro, em tudo que me proponho a fazer ou não fazer, embora Ele, ou Ela, ou Eles e Elas, às vezes, me pareçam caprichosos ao extremo, outras vezes zombeteiros, e outra vezes os dois juntos e misturados, sem que isso, todavia, signifique sadismo por parte Dele, ou Dela, ou Deles e Delas, como muitos imaginam, mas não desço com Ele, ou com Ela, ou Eles e Elas, ao porão escuro do fanatismo. E quanto a Jesus Cristo, o Leão da Tribo de Judá, o Aniversariante de todo dia e em especial do dia 25/12/2021, embora pregado na cruz pela ignorância do povo usado pelos déspotas de plantão para absolver um ladrão com fama de Robin Hood e condenar um inocente, há que se dizer que Jesus Cristo, em sua época, teve a vantagem de ter apenas um Judas em seu meio, até porque se fosse hoje, com a imensa quantidade de Herodes, Césares, Pilatos e Judas de todas as estirpes, tamanhos e matizes, Judas até de si mesmo, além de pregá-lo de novo na cruz fariam picadinho do Redentor, não obstante de joelhos, por 2021 anos, pedindo-lhe perdão.

  5. Olá, Newton. Você me desculpa. Muito concordo com a primeira parte. Mas em específico o que citou sobre Buda especialmente aquele texto a ele atribuído não parece genuinamente pensamento dele. Seus ensinamentos, como dos outros como mesmo citou, não foram escritos pelos próprios. Há diversas questões a se considerar com cautela, seja de que os textos nos idiomas originais passaram por diversas interpretações, sofrendo a cada momento influências do seu tempo e do ambiente cultural dominante, assim como do tradutor que precisa buscar na sua língua o termo ideal que nem sempre representará o que de fato se quis dizer.

  6. Continuando. Muito se interpreta errado no ocidente sobre as religiões e pensamentos Orientais, da Ásia e Oriente Médio.
    No budismo mesmo são muitas escolas que foram surgindo uma após a outra, e cada uma recebendo de alguma forma influências do seu tempo. Que é um complicador para se chegar ao entendimento “puro” mesmo que, por exemplo, no tibetano, como em todas as outras, houvesse, alguma rigidez no sentido de reinterpretar os textos segundo o momento atual – ou seja, são conservadoras. Daí surgindo variantes como Zen Budismo.
    Mas sendo uma religião ateísta no sentido original, não há deus ou qualquer divindade, nem mesmo o Sindarta originalmente conhecido por Buda (que aliás Buda pode ser qualquer um que alcançasse tal condição pois significa desperto). Nesse sentido, diz-se que nos canone pali sequer existe palavra que pudesse ter tal significação atribuída, não havendo menção do Sindarta Gautama.

    • A esse respeito li a crítica no livro de l Stephen Batchelor que viveu durante décadas nas diversas escolas e traduziu textos enquanto fez seus estudos e praticava.

  7. Continuando ainda. Tem uma passagem que me chama a atenção. Claro que o nobre CN quis aqui demonstrar seu entendimento e embora polido, não caberia, em minha opinião, dizer que Maomé unificou povos árabes pura e simplesmente porque sabemos pelos registros que a conversão foi na espada.

    • Importante o registro aqui que as principais violências e barbaridades cometidas no mundo em nome da religião foram por aquelas de origem abraamicas…
      Ainda importa registrar que tiveram em especial propósito (e ainda nos dias atuais) a conversão sob a espada.
      O Islão, por exemplo, sequer pode ser considerado apenas como religião uma vez que propósito é a expansão (até hoje consideram deles a penisnula ibérica), logo Estado Político-Religioso, onde não há espaço para os praticantes de outros, exceto com total discriminação e reserva, pessoal dentro da própria consciência e espaço privado de seguidores dos outros livros (Torá, Bíblia) que não os mulçumanos (Corão) somente a estes últimos tem total liberdade. Há passagem no citado, inclusive, que ainda hoje serve para perseguir e assassinar os infiéis (aqueles que não seguem nenhum dos três livros).

  8. O Estado Laico não é uma realidade no Brasil. Está muito distante de serem respeitados os praticantes de outras religiões que não seguidores da Bíblia e os não praticantes de religião alguma, ou sequer crentes, como agnósticos e ateus, especialmente considerando o avanço da pauta política das bancadas religiosas que querem fazer do Brasil uma espécie de República Cristã como o Estado Islâmico.
    Veja o ensino confessional nas escolas públicas… uma verdadeira vergonha e desperdício de recursos públicos. No Rio foram contratados só no primeiro ano de lei mais de 300 professores – e todos precisam ter um documento assinado por instituição religiosa.
    Por que não adequaram a grade de disciplinas o ensino religioso para disciplinas de História e Filosofia de como a ter uma abordagem universal e por docentes com formação em história das religiões(??)
    Os espíritas dignamente foram os únicos a se recusarem a fazer parte do ensino religioso nas escolas porque entenderam como inadequado nas escolas.

  9. Boas festas a todos os colegas tribunários, quer compartilhem ou não do mesmo pensamento e me compreendam, mas em especial ao CN, por me aturar nesses anos que frequento o espaço democrático da Tribuna.
    Forte abraço.

  10. a) Licença, penso que o parágrafo abaixo, que resumi, pois é grande, é parecido com o último parágrafo que o CN escreveu, antes das notas finais.

    b) É questionável o que falo, mas a interpretação não é só minha. Em outras partes das escrituras budistas existem palavras atribuídas ao Buda informando que antes dele e após ele, muitos outros Budas vieram e virão.

    c) No citado Sutra Lótus (escrito provavelmente no século 2 antes de Cristo) Ele diz que “existem tantos Budas quantos sãos os grãos de areia nas margens do rio Ganges”.

    1) “Na época, ó monges, em que os homens viverem até a idade de oitenta mil anos, surgirá no mundo, o totalmente desperto, o senhor chamado Metteya (…) da mesma forma que eu, no presente surgi Perfeito, (…) esse pelo seu conhecimento superior, compreenderá e fará conhecer este mundo (…) Ele ficará a frente de uma ordem que compreenderá vários milhares de religiosos, da mesma forma que eu, no presente”. (Digha Nikaya, 3,76).”O Pensamento Vivo de Buda, Ananda Coomaraswami, Editora Martins, 1965, pág.65.

    2) Deduz-se, o que é discutível, que este Metteya (Maitreya) é Jesus.

    3) Recomendo também a leitura do livro “O Buda Jesus”, do teólogo alemão Holgen Kersten, editora Best Seller.

    4) No mais, Feliz Natal a todos (as) e Próspero Ano Novo. e desculpem os comentários que faço, nem sempre são sobre o momento, mas intuições futurísticas, reflexões…

    5) inspiradas pelo meu amigo Garuda, o pássaro mitológico do Hinduísmo, mensageiro dos Budas., mas no fundo, ele é gente boa…

    • A questão, mestre A. Rocha, é que como antes falado e mesmo reconhece, tanto Newton, é que existem os escritos que não são dos próprios expoentes máximos (por assim dizer) de cada uma dessas religiões ou práticas (já que o budismo não é uma em sentido estrito), cada uma tendo suas teorias edificadas por pessoas.
      Ao que entendi modestamente no caso do budismo, com a morte de Sindarta, eram inicialmente monges mendicantes que primitivamente seguiram com as práticas que envolviam muito mais meditação e regras de conduta, autocontrole, do que teoria que requer esse uma doutrina… e talvez por conta de não haver uma divindade (como temos no monoteísmo das religiões abraamicas) se explica o fato do budismo haver multiplicado em escolas muito rapidamente e com algumas diferenças entre elas em cada região pelos aspectos culturais e recebendo influências de outras religiões.
      Mas depois a divisão de vertentes. Os budismo Theravada e Mahayana. O segundo havendo muito mais influências de outras religiões (p.ex. hinduísmo) por isso encontrando muitas dessas interpretações, citações de algo divino, supremo, espiritual, além…

      • No budismo, a vertente mais próxima do budismo primitivo seria da Theravada. Destscando o indivíduo… seja a própria luz, não siga ninguém. A iluminação mais como questão pessoal. No oposto a Mahayana, que de tantas influências trouxe aspectos exóticos, tem um budismo gourmet que serve bem de comparação das figuras de Sindarta com o Jesus para suas religiões, atribuindo aspectos como encerramento de ciclos, reencarnação, culto à imagens de seus expoentes…

  11. Caro Newton;
    Interessante a tua matéria.
    Eu estudei em Colégio de Padres. Deus era um homem barbudo e brabo. Moisés subiu na montanha e recebeu diretamente da mão deste barbudo, as tábuas da lei. O mundo foi criado na época de Adão e Eva, há uns 4,0 mil anos antes de Cristo.
    Porém, há 28 mil anos, já existiam índios nas Américas. Dinossauros já perambulavam por aqui há 100 milhões de anos. O velho barbudo e brabo foi demitido.
    PS : Qual a necessidade do Francisco N. ser grosseiro ?

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