No país de todos, Copa do Mundo, das Confederações e Olimpíadas custarão mais de R$ 300 bilhões

Ucho Haddad

Coisa de doido. Quando afirmamos, em outubro de 2007, que o Brasil não tinha condições mínimas para sediar a Copa do Mundo de 2014 e muito menos precisava de um evento dessa grandeza para divulgar no planeta uma mentira travestida de verdade, os ufanistas só faltaram nos trucidar. Estavam todos nas ruas a comemorar o anúncio da FIFA, e nós, na redação, a contestar o equívoco da entidade maior do futebol e a irresponsabilidade de um governo gazeteiro.

O tempo passou e os brasileiros começaram a perceber, mesmo que tardiamente, que foi um tremendo engano do governo a decisão de lançar a candidatura do País para sediar a Copa. Há no Brasil um sem fim de prioridades que estão sendo ignoradas, apenas porque o governo do PT quer fazer bonito. Os palacianos hão de mascarar as mazelas e mostrar aos incautos terráqueos apenas a cereja de um bolo que estragou há algum tempo.

Para que nossos leitores tenham ideia da extensão da sandice, os gastos com a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos ultrapassarão com folga a marca dos R$ 300 bilhões. O cálculo é atual, pois no meio desse caminho há aditivos contratuais, obras emergenciais, roubalheiras de toda ordem e alarifes de sobra. Ou seja, acrescente à conta final mais alguns bilhões de reais, que, como sempre, sairão dos bolsos dos contribuintes, que continuam letárgicos e estatelados no sofá da sala.

CANGALHA DE CABRAL

Cada Unidade de Pronto Atendimento (UPA), centro de atendimento médico que é a cangalha do governo de Sérgio Cabral Filho (Rio de Janeiro), custa no máximo R$ 10 milhões, se no canteiro da obra não fincarem a estaca da gatunagem. Uma escola técnica, daquelas gazeteadas pelo corrupto Lula em seus discursos pirotécnicos, custa no máximo R$ 20 milhões.

A saúde pública no Brasil já deu dois passos além do precipício do caos, o País vive um apagão de mão obra por falta de trabalhadores qualificados, mas o Estado, como um todo, entende que é justo gastar R$ 300 bilhões em eventos esportivos, os quais o povo não pediu para que aqui fossem realizados. Com esse dinheiro, dividindo meio a maio, seria possível construir 15 mil UPAs e 7,5 mil escolas técnicas.

Quando centramos as críticas no governo federal, que endossou essas barbarias financeiras, muitos nos questionam sobre as razões de o PT estar sempre na alça de mira. A reSposta é simples e única. É preciso dar razão a Lula, um conhecido comunista de botequim, quando ele ressuscita a célebre (sic) frase “nunca antes na história deste país”.

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