No segundo turno, campanha muda de tom

Pedro do Coutto

Cidade do Porto,11 – No debate que travaram ontem a noite na Rede Bandeirantes, o primeiro do turno final, Dilma Roussef e José Serra mudaram totalmente de tom em relação aquele que marcou a campanha e classificação que acabou nas urnas de 3 de outubro. Não pude acompanhar ao vivo pois Portugal em relação ao Brasil tem uma diferença de 4 horas. O debate portanto começou aqui às 2 da madrugada de hoje e terminou às 4.

Mas li o resumo bastante substancial no site do O Globo e verifiquei, aliás como Carlos Newton escreveu aqui na TI que o cotejo foi marcado por forte agressividade entre ambos. Troca de acusações, ataques pessoais a posições políticas mas sem colocar em discussão projetos definidos e programas de governo. Taticamente talvez evitaram se posicionar diante dos dez mandamentos de Marina Silva por ela colocados como condição básica para seu apoio no segundo turno. Provavelmente quanto a Serra, as pesquisas indicaram a necessidade de ser mais agressivo, pois na primeira etapa sua moderação não somou votos para ele.

Leitores hão de perguntar a mim como então foi parar no segundo turno. Respondo então que o segundo turno foi viabilizado, não por Serra, mas sim pelo desempenho de Marina Silva. Tanto assim que na reta de chegada, enquanto Dilma, pelo Datafolha descia 4 degraus, o ex-governador paulista subia 3, porém Marina Silva avançava 10. Colocada a questão em termos percentuais, Marina progrediu 100% nos apoios que recebeu, passando de 10 para quase 20% dos votos. Não quero dizer com isso que ela possa decidir a eleição de 31 de outubro, mas apenas que foi ela quem adiou a vitória de Dilma Rousseff no dia 3.

Como escrevi ontem e o Datafolha confirmou na pesquisa publicada hoje os votos que obteve já foram transferidos para os dois finalistas. E também o apoio da onda verde no segundo turno não proporcionará aumento no tempo de televisão, já que pela lei eleitoral os espaços destinados a Roussef e Serra são absolutamente iguais. O Datafolha divulgou sua pesquisa. Vamos aguardar a do IBOPE e do VOX POPULI para confrontá-las.

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A ARTE E A ETERNIDADE

Nesta viagem que realizamos por Florença, Roma, Porto, e amanhã em Lisboa, eu e Elena observamos como sempre as obras de arte que encontramos no caminho. Fazemos então uma pergunta aos intelectuais e pesquisadores: as obras da Renascença, a partir de 1498, portanto produzidas há mais de 500 anos, se mantiveram firmes nos séculos que as separam dos dias de hoje.

Será que aquelas que estão sendo produzidas agora serão capazes de ficar eternizadas como aquelas? Temos dúvida pois na era da informática e da convergência de traços e estilos talvez elas não consigam se equiparar as de Da Vinci e Michelangelo. Gostariamos de analisar as respostas.

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