“No voto impresso, fraudar é muito mais fácil do que na urna eletrônica”, diz Barroso

Barroso adverte que a mudança vai custar muito caro

Danielle Brant
Folha

Presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Luís Roberto Barroso afirmou nesta quarta-feira (9) que, se o Congresso aprovar o comprovante do voto impresso e a decisão for validada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), a vida vai ficar bem pior, pela substituição de um sistema que ajudou a “derrotar um passado de fraudes” no país.

Barroso participa de uma comissão geral na Câmara dos Deputados destinada a debater a regulamentação do voto impresso, sistemas eleitorais e do combate à desinformação.

SISTEMA AUDITÁVEL – Em uma fala de pouco mais de meia hora, o ministro elogiou o sistema de urna eletrônica, que é seguro, transparente e auditável — os defensores da comprovação impressa do voto defendem que a mudança é necessária para auditar os resultados.

Na prática, não se trata do voto impresso diretamente, mas sobre a impressão em papel de um comprovante do voto dado na urna eletrônica, que seria mantida nas eleições.

Aos deputados Barroso lembrou que todos eles foram eleitos pelo sistema eletrônico. “Portanto o que nós fizemos com o sistema eletrônico de votação foi derrotar um passado de fraudes que marcaram a história brasileira no tempo do voto de papel”, disse.

DECISÃO POLÍTICA – Após ressaltar todas as etapas de auditoria do sistema eletrônico, o presidente do TSE afirmou que a decisão de adotar o voto impresso é uma decisão política.

“Portanto, se o Congresso Nacional decidir que deve ter voto impresso e o Supremo validar, vai ter voto impresso. Mas vai piorar, a vida vai ficar bem pior”, disse. “Aliás, a vida vai ficar parecida com o que era antes. Creiam em mim.”

Barroso listou todas as dificuldades de implantar o voto impresso no país, como o custo de R$ 2 bilhões, a necessidade de realizar licitação para compras de urnas e aquele que considerou o pior problema, o risco de quebra do sigilo.

SIGILO E FRAUDE – “Os meus problemas com o voto impresso são quebra de sigilo e fraude”, disse. “Nós conseguimos acabar com a manipulação humana nos momentos críticos, que são o transporte, o armazenamento e a contagem desses votos impressos. Assim, nós vamos voltar ao passado dos riscos da manipulação do voto impresso.”

Segundo ele, outro risco se daria na recontagem dos votos, quando seria possível saber a composição do voto do eleitor com o voto impresso, “de um modo que quem comprou pode ir lá verificar se foi entregue a mercadoria”. “Pode até combinar com o eleitor: ‘você vai anular o voto de deputado estadual botando esse número aqui.’ Na recontagem, você vai lá e verifica se o sujeito que vendeu o voto de fato entregou a mercadoria.”

15 thoughts on ““No voto impresso, fraudar é muito mais fácil do que na urna eletrônica”, diz Barroso

  1. Bolsonaro insiste tanto, no vulnerável voto impresso, porque deste, ele pode valer-se duplamente:
    1- Vencer nas urnas mediante fraude.
    2- Perder nas urnas, alegar que foi fraude e sequestrar o Poder à moda Trump.

  2. Trabalhei 30 anos em processamento de dados.
    Afirmo que z fraude NÃO é feita nas urnas.
    A fraude é possível, fácil de ser programada e difícil de ser apurada mas na fase da totalização das urnas. É no main frame que está o algoritmo que possibilita fraude.
    No meu entender em 2014 houve fraude em favor de Aécio, porém não previram o tamanho da diferença em favor de Dilma.

  3. Esse Barroso é um completo idiota, ou acha que nós somos idiotas. Não existe voto impresso e sim uma cópia impressa de backup. Como isso pode ser mais vulnerável?
    Quanto mais esse idiota inventa desculpas esfarrapadas, mas esse história fede. Por que nenhum outro país usa um sistema de votação igual? Por que o Sr. Barroso era a favor do backup físico até um tempo atrás?

    • Voto impresso é retrocesso brutal.
      Não é a toa, que Bolsonaro disse que faria o Brasil recuar no mínimo em 50 anos, o contrário de Juscelino, que tinha o slogan 50 anos em cinco e cumpriu. Bolsonaro aínda não terminou seu mandato, mas, já atingiu sua marca.

      • Felipe Quintas (via Facebook)

        O “supercomputador” comprado no ano passado pelo TSE para a contagem dos votos é da Oracle [1], empresa notoriamente ligada à CIA e ao NSA [2].

        A questão principal não é urna auditável ou não-auditável, voto impresso ou não-impresso, mas o controle das agências de inteligência e vigilância dos EUA sobre as eleições daqui, o que torna impossível qualquer “auditoria”.

        Entendem o motivo de tanta bajulação de Lula e Ciro ao Biden? E como a tramóia TSE-CIA certamente não começou em 2020, também dá para entender muito bem a subserviência de Bolsonaro a Trump.

        https://www.facebook.com/felipe.quintas.1/posts/1585731271624121

  4. Lulu Boca de Veludo, além de militante petralha, teve, em seu mandato no TSE, o sistema de apuração invadido em plena eleição de 2020; terceirizou a apuração da eleição para uma empresa multinacional e delegou aos fascistas que mandam no Facebook / WhatsApp e Twitter a autoridade para censurar as opiniões dos eleitores brasileiros. Esses são os grandes feitos desse cretino inepto.

    Como se não bastasse, vai ao Congresso jogar na cara dos parlamentares que a lei que eles aprovarem só entrará em vigor se o stf validar. E eu achando que, após a aprovação de uma lei pelo parlamento, ela entraria em vigor com a sanção do Presidente da República.

    Por essas e outras é que esses marginais que transformaram o stf num escritório do crime organizado precisam ser julgados e condenados.

  5. Felipe Quintas (via Facebook)

    O “supercomputador” comprado no ano passado pelo TSE para a contagem dos votos é da Oracle [1], empresa notoriamente ligada à CIA e ao NSA [2].

    A questão principal não é urna auditável ou não-auditável, voto impresso ou não-impresso, mas o controle das agências de inteligência e vigilância dos EUA sobre as eleições daqui, o que torna impossível qualquer “auditoria”.

    Entendem o motivo de tanta bajulação de Lula e Ciro ao Biden? E como a tramóia TSE-CIA certamente não começou em 2020, também dá para entender muito bem a subserviência de Bolsonaro a Trump.

    https://www.facebook.com/felipe.quintas.1/posts/1585731271624121

  6. Esse é o problema, de princípios, filosófico mesmo. Nada a ver com fraude ou qq coisa “a posteriori”. As pessoas têm que saber que existem as questões prévias, de princípios. Sem elas, tudo vira MERDA! Israel usou urnas de caixa, por anos, para atender a este princípio, enquanto o brazuca, “avançadíssimo em tecnologia informática”, usava a urna eletrônica. DÁ ÓDIO, VER ESSAS BRASILEIRADAS QUE ARREBENTAM A NAÇÃO!

  7. “No voto impresso, fraudar é muito mais fácil do que na urna eletrônica”, diz Barroso

    Concordo com ele; fraudar na urna eletrônica é “só” fácil.

    Por isso que quem é honesto quer a copia impressa em backup. O fraudador, vai ter que fraudar a urna eletrônica, e ao mesmo tempo conseguir trocar a bolsa com os backup impresso.

  8. Bom dia , leitores (as):

    Eu participei de várias eleições com ” CÉDULAS DE PAPEL E URNAS DE LONA ” , inclusive da ultima e primeira vez das apurações nas seções eleitorais , quando recebemos um alerta de que havia um grupo sequestrando ás urnas , para adulterar os votos em benefício de determinado partido político , e depois queimavam os votos de interesse junto com a urna .

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