No xadrez político, Alckmin e Ciro disputam o apoio dos partidos de centro

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Alckmin e Ciro Gomes dois bicudos não se beijam…

Maria Lima
O Globo

Está cada vez mais acirrada a disputa entre os pré-candidatos Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) pelo apoio do bloco de partidos do centrão: PP, PR, SD e PRB. Os dois cortejam também o PSB, que, após a desistência do ex-ministro Joaquim Barbosa de concorrer ao Planalto, oscila em liberar as alianças regionais ou apoiar um candidato a presidente oficialmente.

Com Alckmin em agenda própria com produtores rurais do cerrado, em Brasília, nesta quarta-feira a bancada tucana na Câmara fez um almoço de reaproximação com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), depois de declarações do democrata dizendo estar exaurida a aliança do DEM com o PSDB. Já o presidente do PDT, Carlos Lupi, atacou em outra frente e almoçou com o presidente do PSB, Carlos Siqueira.

JOGAR PARADO – Entre os tucanos, há críticas sobre o estilo de “jogar parado” de Geraldo Alckmin e sobre a falta de entusiasmo na campanha, mas os tucanos acham que, a partir do horário gratuito de propaganda no rádio e TV ele irá recuperar intenções de votos.

Sobre a disputa com Ciro pelo apoio do centrão e do MDB, dizem que as alianças acontecerão naturalmente. “Nada radical ou revolucionário a fazer para conquistar o Centrão. Não há o que fazer para mudar as pesquisas no curto prazo. Vamos no ritmo do Geraldo. Muito carinho com todos, mesmo sabendo que ninguém definirá nada agora. Hoje, almoço da bancada com Rodrigo Maia para aproximação” — diz o deputado Eduardo Cury (PSDB-SP).

“Primeiro, é muito difícil eles irem para o Ciro. Estamos conversando para ampliar a frente já formada com o PSD, PTB e PV. Nossa prioridade é o DEM, o PPS e o PP. O MDB ainda não definiu seu rumo. Em junho de 2016, João Doria em São Paulo, e Kalil, em Belo Horizonte, tinham 6%. Venceram as eleições. Pesquisa agora é só termômetro pra projeções e estratégias” — acredita o secretário geral do PSDB, Marcus Pestana (MG).

ALIANÇAS REGIONAIS – Já o PSB, mais a esquerda, descarta uma aliança formal para presidente com o PSDB e com o PT, mas não com o PDT, de Ciro Gomes. Mas está mais propenso a liberar os governadores a formar alianças regionais com os partidos. Os governadores da Paraíba, Ricardo Coutinho; e de Pernambuco, Paulo Câmara, estão mais próximos do PT.

Ciro Gomes admite que está conversando com todos os partidos de centro e com o PSB e que não aceitará ser patrulhado pela esquerda pelas alianças que fará.

“Ainda não decidimos. O Carlos Luppi busca o eventual apoio do nosso partido ao Ciro. Mas foi apenas a primeira conversa, não temos pressa. Não cogitamos Aliança nacional com o PT e nem PSDB, as alianças estaduais serão realizadas em razão das realidades e peculiaridades estaduais” — diz Carlos Siqueira, presidente do PSB.

E O MDB? – Embora haja uma cobrança para que Alckmin faça um gesto em relação ao presidente Michel Temer, seus interlocutores negam que haja interesse nesse eventual encontro. Apesar de o presidente ter insistido, em entrevista esta semana, que quem tem procurado por ele é o Alckmin.

Tucanos avaliam que o melhor é que Meirelles seja candidato e que o tempo de TV do MDB não fará diferença, já que o tempo do PSDB, PV, PTB, DEM, PPS e PSD já daria ao tucano um tempo maior do que o tempo do PT.

Apesar disso, interlocutores de Alckmin estão frequentando o Palácio do Planalto. Além de conversas do presidente de honra do partido , Fernando Henrique Cardoso, que tenta fazer uma ponte, o deputado Reinaldo Jardim (PPS-SP) e braço direito do pré-candidato tucano , já esteve no Planalto nas últimas semanas. E ontem Temer teve uma reunião com um dos vice-presidentes do PSDB, Alberto Goldman.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Muita fumaça e pouca visibilidade. Na verdade, não há acordos fechados. Mesmo o apoio já anunciado do PTB a Alckmin pode ser revogado, caso o tucano não decole. Os acordos de verdade só serão fechados em julho e agosto. Vamos aguardar. Como dizia Cartola, ainda é cedo, amor… (C.N.)

11 thoughts on “No xadrez político, Alckmin e Ciro disputam o apoio dos partidos de centro

  1. Acordos é igualmente negócios de quadrilheiros, dois diferentes mais iguais no roubo, vão morrer abraçados. Não podemos deixar de lembrar que o Ciro Gomes já foi do PDSB.

  2. “… já anuncias a hora da partida… sem saber mesmo o rumo que irás tomar…”

    Também acho, penso até que o baile e a troca de pares vai até mais tarde, os casamentos mesmo virão no apagar das luzes. Não excluí ainda totalmente a possibilidade de votar no Ciro, mas vê-lo abraçado com Collor, Renan, Sarney et caterva, aí vai ser demais pro meu colesterol…

  3. Se o povo tivesse consciência não votaria em candidatos a partidos aliados, contrariaria estas coligações partidárias, currais eleitorais e intitutos de pesquisas, contra estes apoios espúrios e interesseros, mas o povo se vende e sofre 4 anos ou mais, depois reclama.

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