Nos EUA, idosos procuram a terceira dose, mas o número de não-vacinados é enorme

Seringa preenchida com dose de vacina contra a Covid-19 em Los Angeles, nos EUA

Nos EUA, a terceira dose é contra a variante da Covid-19

Jan Hoffman
The New York Times

Pessoas já vacinadas estão lotando as linhas telefônicas do centro de saúde comunitário da área rural de Franklin, na Louisiana, pedindo a recém-autorizada dose de reforço da vacina contra Covid. Mas poucas estão chegando para tomar a primeira dose, apesar de a taxa de vacinação completa na região ser de apenas 39%.

Essa dicotomia ilustra um dos problemas mais frustrantes que as autoridades de saúde pública dos Estados Unidos enfrentam nesta fase da pandemia: quase todos os adultos que continuam não vacinados no país se opõem ferrenhamente à imunização, e a chegada do reforço dificulta ainda mais as ações para tentar convencê-los —e tem o mesmo efeito entre quem ainda está hesitante.

NÃO ACREDITAM – Em pesquisa feita em setembro pela Fundação Família Kaiser para monitorar o avanço da vacinação, 71% dos não vacinados disseram que a necessidade de reforço indica que as vacinas não estão funcionando.

“A vacina contra a Covid foi um teste como nenhum outro — e trabalho com isso há 40 anos”, diz Gary Wiltz, diretor do centro de saúde de Franklin. “Não sei quantas pessoas já tentei convencer a tomá-la.”

De certa maneira, a vacinação contra a Covid mostra progresso: milhões de atrasados decidiram se imunizar nos últimos meses, muitos empurrados no último minuto por exigências de emprego e da faculdade ou pela ansiedade em relação à variante delta, altamente transmissível.

CHEGANDO AO TETO – A diminuição de novos casos em muitos Estados é outro sinal do sucesso das campanhas de vacinação, segundo as autoridades de saúde pública. Mas milhões de adultos não entraram nessa conta.

Especialistas em comportamento temem que o país esteja atingindo o teto das pessoas que podem ser convencidas — um índice significativamente inferior ao limite necessário para a imunização ampla contra a delta e, possivelmente, futuras variantes.

“Um dia nós simplesmente batemos num muro”, diz Steven Furr, que pratica medicina familiar na área rural de Jackson, no Alabama, onde chegou a fazer visitas a pacientes para vaciná-los. “Vacinamos todo mundo que queria e não sobrou ninguém que aceite tomar”, lamenta.

56% VACINADOS  – Aproximadamente 56% da população dos EUA estão totalmente vacinados, e a porcentagem deve aumentar quando as vacinas forem autorizadas para crianças com menos de 12 anos.

O nível supera algumas estimativas anteriores sobre o que poderia ser necessário para alcançar a chamada imunidade de rebanho contra o coronavírus, mas a delta é tão contagiosa que os especialistas revisaram a previsão de cobertura ideal para 90% ou mais.

Segundo pesquisas da Fundação Família Kaiser, o índice de pessoas que dizem que nunca tomarão a vacina —as chamadas “não definitivo”— se mantém estável há meses, entre 12% e 15% dos consultados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Veja como foi criminosa a atuação do presidente Trump na nossa matriz USA, fato que revela se tratar de um elemento altamente irresponsável, que nem merece ser chamado de político. Aqui na filial Brazil, o número de vacinados aumenta de forma mais favorável, apesar de Bolsonaro. (C.N.)

2 thoughts on “Nos EUA, idosos procuram a terceira dose, mas o número de não-vacinados é enorme

  1. O povo americano dá muito crédito às autoridades constituídas. Sempre foi assim. Mesmo não gostando da autoridade ele nunca é desrespeitado. É por isso que muitos acreditaram em Trump.
    Já no Brasil começando pela imprensa, a autoridade constituída é frequentemente desrespeitada. Já Bolsonaro não é respeitado por ser o brasileiro muito crítico e também por Bolsonaro não se fazer respeitar.

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