Nossas elites odeiam o Brasil, que só serve para que façam fortunas

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“Morar no Brasil é uma merda, mas é bom”

Carlos Newton

O Brasil é um país muito estranho, não há nada igual sobre a face da Terra. Tem todas as condições para ser o melhor do mundo, seu potencial é incomparável, mas está sempre refugando, não consegue decolar. Faltam-lhe governantes que saibam identificar quais são os verdadeiros interesses nacionais.

INTERESSES NACIONAIS – Daqui a cinco meses teremos nova eleição, é recomendável que os brasileiros raciocinem sobre isso, porque nem sempre as necessidades nacionais se confundem com os interesses dos países que disputam a liderança mundial, como Estados Unidos, Rússia e China.

Muito pelo contrário, no Brasil os interesses nacionais quase sempre não têm nada a ver com as diretrizes preconizadas pelas grandes potências, é preciso encontrar um caminho próprio, embora este tema suprapartidário jamais seja discutido cá entre nós.

RASTEJANDO… – Em termos de debate político-institucional, na verdade estamos sempre rastejando. Ao invés de identificar os interesses nacionais, nossas lideranças se perdem em discursos inconsistentes sobre direita e esquerda, chega a ser ridículo e até patético.

O Brasil é diferente. Em relação a seu território contínuo, é o quarto maior do mundo, somente superado pelos EUA quando incluem o Alasca e o Havaí. Quanto à população, estamos na quinta posição, com quase 209 milhões de habitantes, atrás da China (1,384 bilhão), Índia (1,296 bilhão), Estados Unidos (329 milhões) e Indonésia (263 milhões), e à frente do Paquistão (208 milhões) e da Nigéria(195 milhões).

BOM E RUIM – Logo seremos suplantados por Paquistão e Nigéria, porque nossa população está parando de crescer e tende a ficar estacionária, o que pode ser bom ou ruim, depende do ponto de vista. População crescente evita problemas com a Previdência, mas população estacionária pode significar melhor qualidade de vida. Os países europeus, com população estagnada ou decrescente, não precisam investir em novos hospitais, escolas, estradas, saneamento, energia etc. Pense nisso.

Aqui no Brasil é diferente e muito há a ser feito, mas as elites não querem esperar. Para elas, o Brasil só serve para fazer fortuna e ir viver lá fora. Foi modificado, portanto, o slogan do regime militar. Naquela época era “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Agora é “Brasil, explore-o e deixei-o”.

BAIXA-ESTIMA – É nesse clima de baixa-estima que a nação vai às urnas para escolher o menos pior. Pretendo votar no candidato que apresente os melhores planos para conter a dívida pública e aprimorar a Previdência, com uma reforma que não mantenha privilégios de nenhuma classe profissional.

Gostaria que esse candidato retomasse os CIEPs de Brizola, Darcy e Niemeyer, transformar os presídios em colônias agrícolas e polos industriais e prestadores de serviços às comunidades. Que investisse em energia solar e eólica, ferrovias, portos e rodovias, para diminuir o custo Brasil. E que adotasse um plano de carreira no serviço público, com progressões por mérito e produtividade.

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P.S. –  Ainda bem que sonhar não é proibido. Estou esperando este candidato. que recupere o amor próprio deste país. Como dizia Tom Jobim, “morar no exterior é bom, mas é uma merda, enquanto morar no Brasil é uma merda, mas é bom”. (C.N.)

32 thoughts on “Nossas elites odeiam o Brasil, que só serve para que façam fortunas

  1. Não sabia, mas descobri que o trabalho de Oscar Niemeyer ajudou na reconstrução de Le Havre, cidade portuária francesa, destruida por bombardeios da 2ª Guerra. Só descobri isso visitando a cidade.

    Niemeyer também se dizia comunista, isso mostra que não importa a ideologia das pessoas, o que importa é o caracter e principalmente a competência.

  2. Esse candidato já existe. Ele só não pode tornar íntimo do PT, entretanto não pode perder esses votos – é o pisar em casca de ovos. Tem visão sistêmica sobre a economia e os problemas brasileiros e é o único que visualizo que diz coisa com coisa. Esse Candidato é o Ciro – Ciro Gomes.

    • Continuamos à espera do Novo de Verdade, ou seja, o HoMeM certo, do Projeto certo, da Hora certa, no lugar certo, como propõe a RPL-PNBC-DD-ME, porque o resto é tudo mais dos me$mo$, só gogó, trololó, palanquismo vazio, que logo depois da posse começa a andar dos lados, esgueirando-se, igual caranguejo. E se o novo de verdade, continuar sendo impedido de entrar na cena eleitoral só nos restará as ruas, ou votos brancos, nulos e abstenções, como resposta à imposição do continuísmo da mesmice pela ditadura partidária, maldita, desavergonhada, que de tão medrosa proibiu até candidatura avulsas. E a maldita ainda se diz Democracia. Pode ?

  3. Concordo, prezado Newton, concordo.
    Por isso voto em CIRO GOMES.
    Digo isso porque comparei as biografias, o serviço prestado ao país , a competência, a inteligência, a dedicação em estudar a complexidade brasileira, a coragem, enfim, não há, a meu juízo, quem lhe faça a menor sombra, entre os candidatos.
    Não quero saber de aventuras, como a de candidatos que sempre estiveram trancados em gabinetes, e agora surgem, como salvadores da Pátria.
    Como , sem paixões políticas, desmerecer um homem extremamente preparado, num momento grave como o que vivemos, e que acaba por se tornar uma sorte, nele podermos contar?
    Nos debates, para quem não o conhece, ficará claro isso. Ciro é um homem extraordinário, daí tanta inveja, nenhuma dúvida.

    • Caro Sr. Cazé.

      Opiniões são para serem respeitadas. Eu até admiro quem assuma e defenda suas idolatrias “sem paixões políticas”.

      Eu, particularmente, prefiro um candidato que não seja maconheiro nem de porradas em opositores.

      • Prezado senhor Fred,

        Cumpre PROVAR o que o senhor diz.
        Afinal, trata_se de uma acusação, e o mínimo que se espera, de um acusador, é que ele prove o que afirma.
        Quanto à ironia , consulte os arquivos da TI e constate que advoguei o NÃO VOTAR, em 2014, pela ausência de candidatos dignos de serem votados.
        Hoje, se me disponho a votar num candidato, é porque CIRO GOMES está no páreo. E ele é, realmente, extraordinário.

        • Sr. Cazé.

          Não se trata de acusação nem afirmação e sim de imagens e videos AMPLAMENTE divulgadas na internet. É de domínio público. Não sou acusador, sou apenas um eleitor tentando ser minimamente informado.

          Ademais, trata-se da MINHA OPINIÃO a qual as regras do bom debate DEVERIA respeitar.

  4. Certas coisas nunca mudam. Volta a pressão para se bater novamente na previdência. As “reformas” que houveram foram satisfatórias? NÃO! De forma alguma, mas fez-se o pretendido, a vontade de dizer o palavrão é grande, mas evitarei. “Dane-se” o resultado, mas fez-se alguma coisa. Enquanto o brasileiro mantiver este tipo de raciocínio, a estagnação é o resultado obvio. Quebrando-se o pau nas costas do mais fraco como era o plano dos reformistas, resolve-se o problema? O próprio Temer disse que por pouco tempo. Não, não resolve, pois a sangria continua e a verdadeira reforma não é feita. O sistema está doente e isso inclui a impossibilidade dos políticos em serem obrigados a não mentir em cadeia nacional. Em não tratarem a população de seu país como seus empregados. Difícil não reagir assim quando vemos que existem interesses e pressões para expansão de mercado do negócio previdenciário. O peso da velhice se abaterá em todos sobreviventes, mas uma velhice mais digna vai depender do quanto nos protegemos das fórmulas mais fáceis que se apresentam como a solução dos problemas atuais. Mais sacrifício da população para compensar a ineficiência e desonestidade é simplesmente inaceitável.

  5. Com todo respeito ao CN, quem são realmente essas elites? Lembrando que sob a ótica esquerdista, petista, construída por anos a fio, eu, vc, nós, ou todos que têm as MÍNIMAS condições econômicas e/ou culturais, já são taxados de elite!! Sob a ótica dos “revolucionários”, quem ganha seu salariozinho mínimo e tem uma vidinha regular, é ELITE!

    • O curioso é que esses que dizem que “o problema são as elites” são os próprios “Elites-Top”. Até mesmo presos, gozam de conforto elitizado.

      • E o pior é que vão apoiar candidatos apoiado pela essa mesma elite.

        Só tem um candidato que não é apoiado por essa elite, o resto é mais do mesmo esquema comunista/socialista.

  6. Qual a diferença das votações presidenciáveis entre bico de pena, indireta e urnas eletrônicas?

    Demonocracia infernal. Todos votam mas Lucifer nao larga o poder.

  7. É, até o PT tomar o poder, o que mantinha o pais no atraso, eram as ELITES, porém a partir do lula, o que passou a prejudicar, foram ” A ZELITE”, formada por esta massa descomunal de sindicalistas enfiados no governo, que acharam que bem público, não tem dono, é de todos e carrega quem chegar primeiro.
    Se não existir uma reação contra a segunda turma do supremo, o trio ainda vai reconhecer o lula como a alma mais honesta da criação e mandar substituir o Cristo redentor por uma estátua do molusco.

  8. Caro Carlos, quero lembrar que taxar um bom cidadão que se preparou, trabalhou, formou uma poupança ou acumulou um patrimônio, mesmo com sacrifícios ao longo da vida, de “elite” e ainda culpá-lo indiretamente pela mediocridade geral, além de leviano é um desestímulo total a se seguir este exemplo de vida. Daí muitos bons cidadãos brasileiros resolverem deixar o país e tentar a vida em sociedades onde os valores aprendidos com a família ainda são os valores que norteiam aquelas sociedades. Ninguém sai daqui feliz, mesmo com dinheiro, como imaginam aqueles que veladamente os consideram “traidores”. Os verdadeiros traidores,e que hoje formam a “elite” do país são os que usam a palavra e a mídia para enganar o povo e assaltar os cofres públicos, junto com a “nomenklatura” da qual são parte.

  9. Como vivemos há quase duas décadas sob o regime Coronel-sindicalista, as elites são os coronéis e os sindicalistas, inclusive os que se infiltraram na máquina estatal.
    Portanto, para nos livrarmos desta corja é importante não votar em coronéis nem em sindicalistas e seus anexos.

  10. Ou uma coisa é boa ou é uma bosta. Essa de que é uma merda mas é bom só cola porque foi dita pelo grande Tom. Merda é merda, meu caro redator.

  11. Bom dia.

    Carlos Newton, ótimo texto mesmo. Poxa, estamos cansados de correr atrás do rabo. Projetos, planos plurianuais impositivos feitos iguais aos da época militar, onde ciclovias não caiam. Precisamos de metas e não de sonhos de ladrões da Pátria.

  12. Carlos Newton, acho que Jobim dizia assim “Viver no exterior é bom, mas é uma merda. Viver no Brasil é uma merda, mas é bom.
    E precisamos acabar com o complexo de Vira Lata do qual falava Nelson Rodrigues para os que achavam tudo la fora melhor. “Este céu este luar

    • Me desculpe discordar, Carmen. Todos os países têm suas mazelas, mas igual ao Brasil são poucos! É que as pessoas acostumam. Eu acho que o complexo de vira lata é consequência de achar que aqui é ruim mas é bom. É muito ruim e precisa mudar!
      Outros países tb são belos e oferecem qualidade de vida.
      Abraços

    • Lá fora é bom. Lá fora quer dizer California, Virginia, Paris, mesmo Lisboa. Aqui no Rio, tudo parece sujo, as ruas são esburacadas e há lixo para todo lado. Os ladrões vivem como se estivessem no Paraíso.
      Lá fora, dona Carmen, há respeito pelo cidadão, insegurança é palavra só conhecida em dicionãrio.
      O Tom Jobim disse que viver aqui é bom porque ele é do tempo em que o Brasil era bom. Atualmente não há do que se orgulhar por ter nascido em nossa terra de políticos ladrões. Até juizes do STF são prostitutos!

  13. Minha Terra
    Waldemar Henrique – Gravado por Francisco Alves

    Esse brasil tão grande, amado
    É meu país idolatrado
    Terra de amor e promissão
    Toda verde, toda nossa
    De carinho e coração
    Na noite quente, enluarada
    O sertanejo está sozinho
    E vai cantar pra namorada
    No lamento do seu pinho
    E o sol que nasce atrás da serra
    A tarde inteira rumoreja
    Cantando a paz da minha terra
    Na toada sertaneja
    Este sol, este luar
    Estes rios e cachoeiras
    Estas flores, este mar
    Este mundo de palmeiras
    Tudo isto é teu, ó meu brasil
    Deus foi quem te deu
    Ele por certo é brasileiro
    Brasileiro como eu.

  14. As chamadas “elites econômicas, no Brasil” odeiam mesmo é o Povo Brasileiro.
    Aquele Povo fruto da Máquina de Moer Gente que o Prof. Darcy Ribeiro falava em sua Obra O Povo Brasileiro.
    Só uma coisa irá, em duas ou três gerações, eliminar esta segregação sócio-econômica.
    A universalização, de verdade, do Ensino Público Brasileiro, nas etapas do Ensino Fundamental e Médio, com a extinção de toda e qualquer escola de ensino privado nestas etapas, que só faz criar castas, que na primeira oportunidade querem excluir o Povo Brasileiro, aquele segundo eles chamados de povinho.

    Escolas privadas no ensino fundamental e médio produzem tudo de ruim que conhecemos como preconceitos e exclusões sociais.

    Ainda não nasceu o Brasileiro que irá mexer com isto e encaminhar a solução de muitos de nossos males.

  15. Newton, creio que o maior problema nosso ainda é o ódio que existe entre nós represado desde a Proclamação da República e a influência exercida pelas grandes potências.(Disse Brizola em conferência na UNE Praia do Flamengo em 1962, depois de emcampar duas subsidiárias americanas: “A Oligarquia Brasileira comprometida com o capital internacional, jamais me perdoará, pois descendo das camadas mais humildes do povo brasileiro e cheguei a condição de governante de um estado poderoso da federação. Mas estou preparado para pagar o preço”). Em 1964 começou o “calvário do Brasil”. Hoje se conta nos dedos os que têm consciência de Pátria. A Internet inventada pelos americanos desestabilizou o mundo começando pela “primavera árabe”. E entre nós muitos já se sentem súditos americanos. Toda a cultura americana já está implantada no Brasil. Hoje ninguém ou quase ninguém come feijoada, comem “hamburgão”. Não chamamos mais cachorro nem cadela, chamamos “pet”. Não pronunciamos mais noventa. Pronunciamos (noveinta com cacoete americano). Acredito que nas próximas eleições possa haver uma surpresa. A interferência americana vai haver certamente. Estamos todos dominados pelos americanos. O Nelson Rodrigues de quem privaste da intimidade sempre terá razão: “Os brasileiros têm complexo de “Vira-Latas”. Já tem gente negociando com Israel, Canadá e Estados Unidos. Negociando para entregar. Eu falei em dois pesos pesadas que viriam para as eleições um já veio: Joaquim Barbosa. Veio mas não sabemos até agora se vai. O outro ficou pelo caminho só um milagre fará que ele entre na corrida. Quando começarem as eleições vou dizer o nome.

    • Caro Antônio Santos Aquino,
      O artigo do CN em sua análise esta certíssimo.
      Os EUA penetram nos países de um povo atrasado, também através da música e da cultura. Conseguiram criar aqui no Brasil o dia do Halloween.
      Temos um candidato que já demonstrou que se ganhar, o Brasil será a principal matriz dos EUA.
      Um abraço

  16. CN, não concordo com a referência a “elite”.
    Os imigrantes que vejo são médicos, dentistas, enfermeiros, cozinheiros, programadores de computador…
    Pessoas que estudaram, trabalharam mas não estão conseguindo viver com um mínimo de qualidade no Brasil.

    • Desculpe, Teresa, não me fiz entender. Eu me referia aos milionários brasileiros que ganham dinheiro aqui e vivem fora, em nenhum momento me referi aos emigrantes.

      Abs.

      CN

  17. Caro Carlos Newton,

    “É nesse clima de baixa-estima que a nação vai às urnas para escolher o menos pior. Pretendo votar no candidato que apresente os melhores planos para conter a dívida pública e aprimorar a Previdência, com uma reforma que não mantenha privilégios de nenhuma classe profissional.

    Gostaria que esse candidato retomasse os CIEPs de Brizola, Darcy e Niemeyer, transformar os presídios em colônias agrícolas e polos industriais e prestadores de serviços às comunidades. Que investisse em energia solar e eólica, ferrovias, portos e rodovias, para diminuir o custo Brasil. E que adotasse um plano de carreira no serviço público, com progressões por mérito e produtividade.”

    É um programa-desafio político que exige grandes esforços das atuais e futuras gerações para diminuir a dimensão dos problemas por que passa o país. No entanto, é um ideal que não pode ser deixado de lado, e com o qual humildemente concordo.

    Cordialmente,
    Christian.

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