Nota 10 para Dilma (mas não é adesão)

Helio Fernandes

Não é adesão, como alguns “paulistas” vão dizer logo, aqui mesmo. Mas a declaração da presidente, “não quero ver Eduardo Cunha por perto”, é merecedora dos maiores elogios. Ele é o rei do “lobismo”.

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A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA

Fui o primeiro, logo depois da posse da presidente Dilma, a alertá-la sobre a coordenação-intimidação para derrubar Marco Maia, candidato do PT-PMDB. Deputados “da base”, não tendo recebido os cargos que “pretendiam” e que alegavam que “mereciam”, procuravam formar um bloco e criar problemas para o Planalto.

Enquanto esses lobistas cuidavam do próprio interesse, o Planalto “acordou” tarde. Agora, se sentindo abandonado, o próprio Marco Maia se movimenta, percorre o país, implantando sua candidatura.

O Planalto-Alvorada ainda não percebeu: o que se trava não é a guerra pela presidência (que tem a sua importância compreensível), mas alguma coisa sem limite. Se derrotarem o governo e ganharem a presidência, Dona Dilma perderá tudo na Câmara, quer dizer, no Congresso. Um grupo minoritário, se juntou, não para fazer oposição, mas para arrancar compensação.

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DÓLAR “FUTURO” E À VISTA

O primeiro movimentou ontem 14 BILHÕES, o segundo, 1 BILHÃO E 700 MILHÕES. Notem a diferença. O dólar à vista fechou em 1,68, e isso porque subiu meio por cento. Há mais ou menos 2 meses e 15 dias, não sai de perto de 1,70.

Mantega não perdeu tempo: “Os swaps vão frear a queda do dólar”. Ah! Mantega. E a taxação do compulsório, só em abril?

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