Nova biografia mostra Carlos Lacerda como um líder cada vez mais atual

Resultado de imagem para CARLOS LACERDAJosé Carlos Werneck

“A história é contada pelos vencedores”, escreveu George Orwell, em artigo publicado em 1944 na revista britânica “Tribune”. Embora contestada por diversos historiadores, a assertiva ajuda a entender o papel reservado ao jornalista político e escritor Carlos Lacerda, na história do Brasil.

“Lacerda, a Virtude da Polêmica”, livro do jornalista Lucas Berlanza lançado recentemente, se propõe a mostrar o outro lado da história e a ser uma introdução ao pensamento político de Lacerda, considerado pelo autor como “injustiçado” por alguns acadêmicos e políticos.

AMADO E ODIADO – O autor tem apenas 27 anos e é, presidente do Instituto Liberal. Seu livro pretende resgatar as ideias do líder máximo da antiga UDN, que até hoje é visto e odiado pelos esquerdistas, que o têm um personagem maldito.

Opositor ferrenho do populismo autoritário de Getúlio Vargas, bem como de seus herdeiros e aliados, que dominavam o jogo político entre 1945 e 1964, Lacerda, anticomunista visceral, é geralmente mostrado como o vilão da história.

Líder da oposição ao Governo de Getúlio Vargas, apelidado de “Corvo”, Carlos Lacerda foi o principal líder de oposição ao governo de Getúlio Vargas. Chamado de “reacionário” e “fascista” por inimigos políticos, que colecionou em profusão, e considerado por muitos como pivô da crise que acabaria levando Getúlio ao suicídio em 1954, ele ainda foi considerado “golpista”, por ter apoiado o movimento de 1964, do qual logo se afastou e que cassou seus direitos políticos.

PERSONAGEM MALDITO – Líder mais importante da extinta UDN (União Democrática Nacional), que estava à frente da oposição a Getúlio, e brilhante jornalista, autor de artigos demolidores contra seus adversários publicados no Correio da Manhã e depois na Tribuna da Imprensa, jornal por ele fundado em 19 de dezembro de 1949, Lacerda é visto até hoje pelas esquerdas como um personagem maldito.

Mesmo após sua morte precoce, em 1977, aos 63 anos, antes da anistia, suas ideias ressurgem e Carlos Lacerda é sempre citado quando se fala na defesa das liberdades individuais, da livre iniciativa, e, principalmente, da lisura na gestão pública, qualidade lembrada até mesmo por seus mais ferrenhos adversários.

Berlanza diz que não teve a pretensão de produzir uma biografia completa de Lacerda nem de aprofundar a sua experiência no Executivo, como governador do antigo Estado da Guanabara (1960-1965). Mas apresenta aos leitores uma síntese de sua vida e de suas realizações num dos períodos mais polarizados da vida política do País, marcado por ameaças de guerra civil, golpes e conflagrações oriundas de todos os lados.

SIMPATIA – O autor não nega sua simpatia pelas ideias de Carlos Lacerda, nem seu propósito de resgatar a memória e fazer uma “desideologização” do polêmico personagem. Seu admirador desde a faculdade, Berlanza chegou a ter recusado um artigo sobre o líder udenistas pelos organizadores de um evento abordando a história da Imprensa brasileira, depois criou um site chamado “Sentinela Lacerdista” e se tornou um pesquisador minucioso e dedicado da trajetória política do líder udenista.

Mas tudo isso não torna o livro um panfleto lacerdista. Ao contrário. A afinidade entre autor e personagem é sua maior virtude, porque permite uma análise s das ideias de Lacerda, despida de preconceitos e sob o ponto de vista de seus admiradores.

Para o autor, o pragmatismo de Lacerda levava-o a afastar-se das perigosíssimas generalizações teóricas e a rejeitar os medíocres e batidos rótulos de “direita”, “liberal” e “conservador”, atualmente motivo da permanente e monótona dicotomia entre militantes nas redes sociais. Para ele, o mundo não poderia ater-se a opção de ficar prisioneiro entre as ideias de Adam Smith, no século XVIII, e Karl Marx, no século XIX.

NOVO LIBERALISMO – Apesar de sua notória rejeição às esquerdas e ao comunismo, Carlos Lacerda pregava um liberalismo com um senso de notável preocupação social, mais próximo do social-liberalismo do não menos brilhante diplomata, escritor e filósofo José Guilherme Merquior, do que do liberalismo radical pregado por Roberto Campos nas últimas décadas de vida.

Adepto da austeridade fiscal, para controlar a inflação, que já se mostrava presente à época, Lacerda criticou duramente a construção de Brasília, transformando Juscelino em seu arqui-inimigo, assim como criticou a construção do Maracanã pelo prefeito do então Distrito Federal, Marechal Angelo Mendes de Moraes, para a Copa do Mundo de 1950, que julgava um gasto desproporcional.

CONTRA AUTOCRACIAS – Crítico severo da centralização administrativa e da autocracia de Getúlio e de Juscelino, Carlos Lacerda era visceralmente contrário ao “economicismo”, que, para ele, tinha igual base filosófica do materialismo de Karl Marx. Em seu entender, era a Economia que deveria subordinar-se à Política e não o contrário.

O ex-governador do estado da Guanabara era totalmente contrário a ideia de um “País Rico abrigando um Povo Pobre”.

PELA EDUCAÇÃO – Muitas décadas à frente, o autor do substitutivo que instituiu a Lei de Diretrizes e Bases da Educação era um fervoroso entusiasta dos investimentos em Educação para promover rapidamente o desenvolvimento e o bem-estar da população. Ao mesmo tempo, Lacerda já condenava o ensino superior gratuito, em prejuízo do ensino básico, e a doutrinação ideológica nas escolas, temas atualíssimos.

Carlos Lacerda morreu há 42 anos sem ter realizado seu desejo de se tornar presidente do Brasil, cargo que iria disputar nas eleições de 1965, canceladas pelo Regime Militar.

23 thoughts on “Nova biografia mostra Carlos Lacerda como um líder cada vez mais atual

  1. Mais um comunista. Liberal é aquele que entende que o governo colocou dinheiro público lá vem a corrupção de mãos dadas. Veja o FIES, socialmente perfeito, mas a corrupção é maior que 5 anos de Bolsa Família, que também tem índices elevados de corrupção. Ou seja, o dinheiro público não alcança a população como deveria, a corrupção não deixa. Veja os artistas (Rouanet), mídia (publicidade), ONG e demais projetos, todos com um único intuito: meter a mão no dinheiro púbico, simples. A esquerda não se importa com o pobre, o que importa é dinheiro no bolso, se der para ajudar o pobre tudo bem, mas se não der faz como na Venezuela, expulsa para outros países.

  2. Lucas Berlanza, autor do livro Lacerda, a Virtude da Polêmica, deixa de lado o início do seu homenageado como divulgador do comunismo na década de trinta!

    Lacerda foi o porta-voz da Intentona Comunista, de 35, a ponto que ao ser desmanchada por Getúlio, Lacerda se viu obrigado a se esconder.

    Não se pode negar, sob pena de afrontar a História, seus fatos e documentos, que Lacerda era um golpista por natureza:
    desde os esforços que dispendia para derrubar Vargas, de impedir a posse de JK e depois de Jango, Lacerda não agia como político ou defensor da democracia, mas como vingança contra Getúlio, que o obrigou a escafeder-se para não ser preso em 35.

    Digam o que disserem, mas Lacerda pode ter sido bom para os fluminenses, agora como figura nacional mais agiu contra a democracia, o povo, as instituições, que preservá-las ou protegê-las.

    Mais se tem críticas a Lacerda que elogios, diante da sua vaidade, arrogância, prepotência, e de ser o dono da verdade.

    Aliás, temos atualmente alguém que se assemelha – de longe, claro – com Lacerda, Ciro Gomes.
    “O mundo começa e termina em mim”.

    Justamente pela falta de conhecimentos históricos, e os mais simples, que jamais entendi o PDT aceitar Ciro Gomes nas suas fileiras, e como candidato pelo partido na última eleição para Presidente da República.

    Mas essa é outra questão.

    Na minha modesta opinião, mas apresentar Lacerda com outra roupagem, maquiado, de modo que os mais desinformados aceitem essa nova versão do “Corvo”, deixa de contribuir à verdade histórica, à realidade brasileira, naquele período tão conturbado e de constantes tentativas de golpe, onde Carlos Lacerda sempre esteve presente nessas intenções!

    • Caro amigo Bendl.

      Só pode ser provocação..

      Compara’ CIRO GOMES com Lacerda..

      Realmente,ERVA do teu chimarrão não é boa.

      Única comparação é di governador
      X Governador

      Isso,guardadaas proporções..

      CIRO GOMES,foi governador do pequeno e inexpressivoCeará..

      Lacerda,GD governador dos fluminense s..
      Seus staff,era de primeira,deixou plano diretor pronto, homem di visão.

      Concordo contigo,foi o coveiro di Vargas,Jango..

      Obs. Seu pai que foi execrado no governo Vargas…

      Lacerda,a história já o julgou…

      Forte abraço…

    • Caro Bendl,
      Quem na época assistiu aos discursos do Lacerda via que ele expelia ódio. Em todas as tentativas de golpe dos governos de Getúlio até Jango, o Lacerda estava envolvido, por isso, com toda razão ele é tido como golpista.
      Lacerda fez muitas obras no Estado da Guanabara, hoje município do RJ. Um estado pequeno com ótima arrecadação e contou com a ajuda dos EUA que financiou várias obras através da Aliança para o Progresso. Diga-se de passagem que os três governadores que representaram a sociedade civil a favor do Golpe de 64 eram fortes aliados dos americanos.
      Um abraço e saúde

      • Prezado Jacob,

        Tem muita gurizada no blog, que comenta com bases apenas no que lê depois de tanto tempo.

        Quem morava no Sul à época de Lacerda governador da Guanabara, carece de informações a respeito, pois as notícias chegavam ao RS homeopaticamente, haja vista que sempre nos interessamos muito mais sobre o nosso Estado que os demais da Federação, e por um simples motivo:
        Não havia TV;
        As rádios do Rio não eram ouvidas no RS, em face da nossa distância;
        O interesse do gaúcho era sobre Vargas;
        No meu caso, no período que Lacerda foi governador, eu estava em Brasília, ainda por cima.

        Portanto, Lacerda não tinha uma admiração nacional, e dificilmente seria eleito presidente.

        Volto a dizer, se fez um bom governo para a Guanabara, a sua imagem de golpista jamais será deixada de lado.

        Abração.
        Saúde.

  3. Vou largar tudo que estou fazendo e dedicar o meu tempo precioso para ler a vida de Carlos Lacerda (Carlos who?).
    Se tiver que ler biografia, leria de novo a de Einstein de Walter Isaacson ou o famoso livro de Voltaire que teve vários nomes: Dicionário Filosófico, Cartas de Inglaterra. Esses livros nos levam a épocas passadas, conhecemos os hábitos da época, o conhecimento científico e artístico. Outra coisa boa para quem gosta de poesia é o Juca Mulato de Menotti del Picchia. Mas Lacerda? Nem que a vaca tussa!

    • Quem fica achincalhar o ilustre cearense CIRO GOMES, não sou EU.

      Quem falou em novo “corvo”,deixa de ser preguiçoso,e vá ler..o que está escrito acima..
      e ainda fica batendo palmas pros malabarista,mistificador,entreguistas, Rolando Lero.

      De manhã,diz uma coisa,de tarde bem outra,a noite tá di porre..

      Sim,entreguista,sim senhor..entreguista

      Falam em nacionalismo, não vender a Petrobras, pré sal,etc .A pouco tempo,escreveu e defendeu,aqui neste blog teses de karl Marx.

      Mas fica, ferrenhamente defendendo o ultra direitistas Bolsonaro e famiglia.

      Quem é incoerente???

      Você não acha contradição ????

      A troco di que, Bolsonaro fez pacto com Toffoli,e outros, para blindar VC ??

      Esses esvaziamento do Dr° Sérgio Moro??
      Essas manobras,di trocar o pessoal do COAF,Receita, Polícia Federal, é para favorecer VC..????

      Quem sabe, é para blindar o investidor Queiroz…??

      Blindar os meus amigos Milicianos ??

      Blindar meu vizinho di condomínio..???

      Quem sabe,os meus filhos ???

      Hum…???

      Por,derradeiro, vergonhoso,esses embusteiros ,consegue enganar tantos trouxas.

      Parafraseando o. Dr° Carlos de Jesus..
      O altíssimo seja louvado..

      • Meu caro conterrâneo, Souza,

        Apesar de seres gaúcho como eu, e se nos pisam no pala a gente berra, discutir sobre políticos e política é total perda de tempo, para eu dizer o mínimo.

        Sei da tua preferência por Ciro Gomes, e a respeito.
        Mas tenho sobre este político a minha opinião, que é diferente da tua.

        Dito isso, quando comparei Ciro a Lacerda não foi no aspecto de governança, mas de temperamento.
        Acrescentei também a instabilidade ideológica de Lacerda, sendo inicialmente adepto do comunismo e depois de se transformar em ultradireitista.

        Da mesma forma, Ciro tem um modo de falar, de se expressar contundente, de não aceitar debates, mas de impor a sua palavra, e Lacerda era do mesmo jeito, embora muito mais sutil que Ciro, com tirocínios surpreendentes.

        Há um episódio quando Lacerda era deputado federal, que ao subir no “púlpito” para discursar, nesse seu caminho um deputado da oposição grita:
        – V.Exª é um purgante!
        Foi quando Lacerda lhe respondeu:
        – E V.Exª é o efeito!

        Jamais Ciro ou Bolsonaro responderiam dessa forma, jamais.
        Iriam sair no tapa com o parlamentar. ou não, lá pelas tantas.

        Portanto, gaudério, só podemos imaginar como seria Ciro no Planalto, menos afirmar se ele seria melhor ou pior que Bolsonaro, convenhamos.

        Logo, desarmemos os espíritos.
        Criar inimizades por causa de safados, corruptos, incompetentes, mentirosos, enganadores, demonstraremos que somos piores que esse pessoal que nos rouba, explora e manipula.

        Um forte abraço.
        Saúde.

  4. Infelizmente neste país quem tem inteligência acima da média sofre retaliações no campo político como Carlos Lacerda. Principalmente da esquerda que somente se sustenta com demagogias, o que seduz facilmente os frágeis culturais e emocionais.

    É sabido que ele foi o melhor governador da Guanabara e seria o melhor presidente da república deste país.

    A cultura dele era vastíssima e incluía o principal: algum conhecimento da alma humana. Da nossa natureza.

  5. Excelente Artigo do Dr. JOSÉ CARLOS WERNECK sobre o lançamento do Livro ” LACERDA, a virtude da Polêmica” – do Jornalista Sr. LUCAS BERLANZA.

    Por ser filho de um pequeno Cabo Eleitoral da UDN-SC, e por falarmos muito em POLÍTICA e Administração Pública em casa, logo ouvi sobre o nosso Líder Nacional Dep, Fed. CARLOS LACERDA UDN-DF.
    Líamos seu Jornal TRIBUNA DA IMPRENSA.

    Quanto mais lia seus excelentes Livros Políticos, entre outros, ” O Poder das Ideias” baseado no seu Programa para o Governo do Estado da Guanabara, “Desenvolvimento do Vale do São Francisco” onde trata principalmente dos problemas do Nordeste, o grosso Volume dos seus “Discursos Parlamentares” onde dava sua Visão de como resolver os principais Problemas Nacionais que é basicamente elevar bastante o Padrão de Vida do POVO, seu ” DEPOIMENTO” que é magnífico e seu Testamento Político, etc, e vendo o seu excelente Governo do Estado da Guanabara (1960 – 1965), louvado por Partidários e Adversários, quanto mais conhecia sobre suas Ideias Políticas, mais me tornava LACERDISTA.

    Oriundos da Colônia Italiana do RS, onde o PSD e o PTB eram majoritários, não éramos Fanáticos.
    Discutíamos tudo RACIONALMENTE.

    Papai me explicava, e eu até hoje concordo, que para o Brasil sair do Sub-Desenvolvimento (POBREZA) o melhor caminho seria o NACIONAL DESENVOLVIMENTISMO com ênfase na INICIATIVA PRIVADA NACIONAL.
    O NACIONAL DESENVOLVIMENTISMO usa o ESTADO como indutor do crescimento, principalmente INDUSTRIAL. O Modelo do grande Presidente VARGAS (1930-1945 e 1951 -1954) era semi-ESTATAL com viés ESTATAL e um Capitalismo de Mercados exageradamente REGULADO.

    O grande Gov. CARLOS LACERDA propunha um NACIONAL DESENVOLVIMENTISMO semi-Estatal mas com forte Viés na INICIATIVA PRIVADA NACIONAL e um Capitalismo de Mercados menos REGULADO, mais LIVRE.
    Por isso éramos LACERDISTAS.

    Seu Modelo é ainda mais eficiente do que o do grande Presidente VARGAS.

    E foi por seu NACIONALISMO, por defender com prioridade o CAPITAL BRASILEIRO, que LACERDA sempre dizia que era o BOM, que ele infelizmente foi vetado para chegar a Presidência da República, pelos PODERES.

    Como Pessoa Humana, como Gênio Político que era, não devia ser de convívio fácil, mas suas IDEIAS e seu pulso firme no Governo, são as melhores que havia no País.

    Escrevia duro, mas sempre com a Verdade. Exagerou muitas vezes, deve ter cometido Injustiças, mas nunca de forma consciente.

    Vale a pena ler este Livro.

  6. Carlos Lacerda foi quem levou Getúlio Vargas ao suicídio, mas devemos levar em consideração a sua inteligência e sua competência administrativa.

    Lacerda foi um um grande tribuno, que, era o maior trunfo dele.

  7. Ainda devo ter o jornal impresso “Tribuna da Imprensa” onde o jornalista Helio Fernandes escreveu falando que o Carlos Lacerda não tinha formação superior, ou seja, nunca frequentou uma Universidade.
    Verdade?

    O mesmo jornalista também escreveu falando sobre a dura carta que o Armando Falcão escreveu para o Roberto Marinho e nela relata que o poderoso proprietário das Organizações Globo não tinha formação superior.

  8. Prezado Colega Sr. JOÃO DA BAHIA,

    O Gov. CARLOS LACERDA conta em seu magnífico Livro “DEPOIMENTO” que desde Estudante Secundarista começou a trabalhar no Jornalismo e na vida Política Partidária. Entrou para a Faculdade de Direito da então UNIVERSIDADE NACIONAL -RJ hoje UFRJ, frequentando-a com muitas ausências devido ao trabalho. Ao terceiro ano chegou a conclusão “Que as causas que lhe interessavam não davam Dinheiro e as que davam Dinheiro não lhe interessavam”, e saiu da Faculdade de Direito, dedicando-se exclusivamente do Jornalismo/Política.
    Possuía uma Mente prodígiosa, era um Estudante Autodidata competente, dede jovem falava fluentemente o Francês, o Inglês, o Espanhol, o Italiano, quebrava o galho em Alemão e sobretudo falava e escrevia maravilhosamente o Português.

    Abração.

  9. José Carlos Werneck, qualquer livro que se escreva sobre Carlos Frederico de Lacerda é sem dúvida para ganhar dinheiro. Lacerda que creio seja teu parente é uma figura poítica da história. Leva uma vantagem muito grande sobre outros políticos. Fez curso de Fonoaudiologia com a primeira fonoaudióloga brasileira de prenome Terezinha e com uma portuguesa que me parece chamar-se Ester. Portanto era um orador poderoso e culto. Vi e vivi sua época de 1950 até sua morte. Acompanhei bem de perto sua vida política. Sua familia apoiou a Revolução de 1930. Seu pai Maurício de Lacerda foi nomeado por Getúlio Embaixador Plenipotenciádio para os Paises do Prata. Rompeu com Getúlio por terem seus irmãos Paulo e Fernando comunistas convictos; que faziam propaganda ostensiva no Cáis do Porto e nas Fabricas serem presos pelo Chefe de Polícia Batista Luzardo.( Maragato que notabilizou-se como guerreiro, médico e advogado na Revolução de 1923. Tendo sido desafiado por Flores da Cunha para um duelo, exigiu que as regras fossem uruguais, com luta até à morte. .Luzardo depois de fazer vista grossa por algum tempo, pergunta a Getúlio o que devia fazer. Getúlio responde: Cumpra-se à lei.. Dizem que foram maltratados. Interessante é que Maurício morreu sendo nomeado para um cargo que já exercera na Prefeitura do Distrito Federal. (Tenho uma visão histórica pouco favorável sobre Lacerda. Principalmente sobre as mortes do Major Rubens Vaz e de Gregório Fortunato. E também pela tentativa de assassinato de Jango e sua família no Bairro de Jacarepaguá. No Inquérito Policial Militar mforam em que foram envolvidos o inspetor Cecil Borer, Diretor do DOPS, seu irmão Charles e o Coronel Gustavo Borges, Secvretário de Segurança do Estado da Guanabara e o principal responsavel pela colocação das armas no sítio do português Alberto Pereira da Silva que ficava ao lado do de Goulart. Nada se apurou diretamente sobre Lacerda, mas sem dúvida alguma , ele, como governador não poderia estar alheio a iniciativa segundo o SFICI, que em informe a Goulart, incriminou Sandra Cavalcanti e Nina Ribeiro. Com o golpe de 1964 tudo foi abafado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *