Lava Jato investiga repasses de R$ 132 milhões da Oi para grupo ligado a Lulinha

MPF aponta que pagamentos não têm justificativa plausível

Dimitrius Dantas
O Globo

A Polícia Federal (PF) realiza nesta terça-feira, dia 10, mais uma fase da Operação Lava-Jato. São cumpridos 47 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Distrito Federal. A PF e o Ministério Público Federal (MPF) investigam pagamentos suspeitos de R$ 132 milhões da Oi para empresas do filho do ex-presidente Lula, Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha.

Essa é a 69ª fase da Operação Lava-Jato e foi batizada de “Mapa da Mina”, um desdobramento da 24ª fase, que levou o ex-presidente Lula para depoimento . De acordo com o Ministério Público Federal, tais pagamentos foram realizados sem justificativa econômica plausível enquanto o grupo Oi/Telemar foi beneficiado por diversos atos praticados pelo Governo Federal.

SEM COTAÇÃO – Contratos e notas fiscais colhidas pela operação, além da quebra de sigilo bancário e fiscal que demonstrariam que as empresas do grupo Oi/Telemar contrataram as empresas de Lulinha sem cotação de preços e com pagamentos acima dos valores contratados e praticados no mercado, bem como teriam realizado pagamentos por serviços não executados.

“Entre 2005 e 2016 o grupo Oi/Telemar foi responsável por 74% dos recebimentos da  Gamecorp”, afirma o MPF, citando uma das empresas de Lulinha. Fabio Luis Lula da Silva é sócio de Fernando Bittar , Kalil Bittar e Jonas Suassuna em pelo menos nove empresas.

ATIBAIA – Fernando Bittar e Jonas Suassuna também aparecem como proprietários do sítio de Atibaia, que levou à condenação do ex-presidente Lula a 17 anos, um mês e dez dias de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

De acordo com a Lava-Jato, as evidências apontam que os serviços contratados pelo grupo econômico foram contratados em patamares ínfimos ou sequer foram prestados. “O montante dos repasses apurado até o momento chega a R$ 193 milhões, ocorridos entre 2005 e 2016”, afirma a Polícia Federal.

PAGAMENTOS  – Segundo o MPF, o grupo Oi/Telemar teria sido beneficiado pelo Governo Federal em algumas decisões políticas e administrativas. Além dos pagamentos para empresas ligadas ao filho do ex-presidente Lula, a Lava-Jato também apura pagamentos para a RT Serviços Especializados, empresa que teria sido utilziada para o custeio de despesas do ex-ministro José Dirceu.

Além da Oi, os investigadores também apuram indícios de irregularidades da empresa Vivo. Dados bancários indicam o pagamento de R$ 40 milhões de uma das empresas do grupo. A operação foi batizada de “Mapa da Mina”, em razão de um arquivo eletrônico de apresentação financeira interno da empresa encontrado durante a deflagração da 24ª fase da Operação.

TRANSPARÊNCIA – Os mandados expedidos pela 13ª Vara Federal, em Curitiba, estão sendo cumpridos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em nota, a Oi diz que “atua de forma transparente e tem prestado todas as informações e esclarecimentos que vêm sendo solicitados pelas autoridades, assegurando total e plena colaboração com as autoridades competentes”.

7 thoughts on “Lava Jato investiga repasses de R$ 132 milhões da Oi para grupo ligado a Lulinha

  1. Este imbecil já deveria estar preso.
    Catador de bosta de elefante no zoológico de São Paulo, não tem formação, nem preparo para nada.
    Bandido, igual ao pai.
    Todos ladrões e canalhas.

  2. Qual teria sido os prejuízos das crias de Bolsonaro com as rachadinhas?

    Queiroz movimentou mais de um milhão de reais, troco para o petista. Lá pelas tantas, é o dinheiro que a Gleisi tem na bolsa!

    Por outro lado, os filhos do presidente são uns idiotas e imbecis – burros, para usar o termo adequado.
    O filhote de Lula embolsou mais de 130 milhões advindos da pré-falida OI, em recuperação judicial, que é a campeã em reclamações junto ao PROCOM.

    Simplesmente mais de 130 vezes os desvios através das rachadinhas, práticas useiras e vezeiras pelos parlamentares, de modo a melhorar seus “parcos e irrisórios” vencimentos.

    Lulinha mais esperto, certamente mais corajoso, decidiu ir pelo atalho, e não receber tostões a cada mês.

    Enfim, sempre permanecerá a questão em aberto:
    Bolsonaro e Lula não foram bons pais por que seus filhos tiveram desvios de caráter?
    Ou, quem sabe, ambos deram educação à prole, porém a gurizada veio com defeito de fábrica?!

    Independente da causa de estarem sendo investigados, a verdade é que Lulinha mostrou como se faz para enriquecer, pois sabe-se lá, quanto que a União irá trazer de volta para os cofres do povo, a quantia que o filho de Lula que se parece com Ronaldinho no futebol, um craque, seria o mesmo nos “negócios”.

    Pelo menos foi assim que Lula explicou o progresso do filho.
    Curiosamente, antes de o pai ser presidente, o mancebo não demonstrava seus pendores comerciais, a sua genialidade … mas isso é outra conversa.

  3. Pessoal, se informem:

    O filho do ex-presidente Lula foi investigado em dois inquéritos, sobre supostos benefícios recebidos pela Gamecorp, da qual era sócio, da empresa Oi, que teria se aproveitado uma autorização do governo Lula para nascer da fusão entre a Telemar e e a Brasil Telecom.

    E investigado nestes dois inquéritos, ambos arquivados a pedido do próprio Ministério Público.

    Um, criminal, na 10ª Vara Criminal de São Paulo, no qual o procurador da República Patrick Montemor Ferreira pediu o arquivamento do inquérito por falta de provas.

    Outro, cível, na na Justiça Federal em Brasília, foi aberto em 2006, teve seu arquivamento em 2010, pedido pelo procurador Marcus Goulart, foi mantido ativo por decisão da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal e, afinal, arquivado outra vez por manifestação do procurador Bruno Vieira, que passou a cuidar do inquérito civil na Procuradoria da República no Distrito Federal, ratificou as conclusões de Goulart e do inquérito policial, de que não havia qualquer evidência de ilicitude nos negócios da empresa de games de que Fábio era sócio com a Oi.

    Agora a Lava Jato do Paraná novamente tira da cartola uma busca e apreensao de 2016.

    Se não há provas da eventual origem ilícita do dinheiro (demonstrado pelo arquivamento dos processos) ganho por Fernando Bittar, sócio da Gamecorp ele não comete crime ao usá-lo como bem entender. Ainda que fosse usado na compra do sítio, a jurisdição sobre os contratos que a pudessem tornar suspeita seriam os processos anteriores, jamais Curitiba.

    A caracteri’stica de uma armacao (mais uma..) é indisfarçável.

    O tempo decorrido é tanto que nem mesmo para finalidades fiscais qualquer empresa teria o dever de guardar documentos.

    O alvo não é o filho de Lula, é Lula, e da maneira mais sórdida que se pode fazer, atingindo seu filho.

    A “Justiça” do Paraná caminha, a passos largos, para ser apenas outro centro de criação de memes antilulistas. Vai acabar na CPI das Fake News,

    Cleber

  4. E o.sitio de Atibaia não tem nada a ver com isso, o Suassuma e o Bitar eram donos por acaso.
    O bandido luiz inacio ladrão da silva quernquenacreditemosnquenas obras feitas no sítio era por causa dos “verdadeiros” donos.
    O cara nasce.no mato.e quer ser malandro.do Estacio.aí é preso com a boca na botija, e vem.dar uma de perseguido político.
    Ele pensa que é um Sarney, um Maluf ou um Collor que são como gatos pois sabem esconder o que fazem.
    O bandido luiz inacio tratou muito mal.suas roubalheiras e como matuto fez como gato otario que se econde atrás da porta e deixa o rabo aparecendo.
    Esse basbaca não sabe o que é politica, muito menos o que é vida pública pois somente aprendeu a ser ladrão, desde criança, e pior, ensinou aos filhos a mesma coisa.
    Salafrário é o que todos sabem que ele é, junto com dilma, dirceu, gleisi, benedita, mantega, toffoli, vacari e muitos outros petista ladrões sem vergonha.
    Moro caiu do céu e pegou o matuto metido a malandro e o enfiou na cadeia para o bem.do Brasil.e.felicidade geral da nação.

  5. Me chama atenção nesta reportagem, o destaque dado aos donos da Gamecorp.

    Enquanto que as empresas Oi, Telemar, Brasil Telecom e Vivo, é como se não tivessem donos.

    E caso tenham. Não seria o caso de ter sido dado igual destaque? Ou não?

  6. Coitado do Jacó Bitar, pai dos rebentos amigos dos rebentos do Lula. Foi só ter sido diagnosticado om Alzheimer em estado avançado para ser indicado pela quadrilha como o provedor do dinheiro para a compra do sítio. Sabe como é, né, ele não poderia testemunhar nada pois não se lembra de nada. É fato, já sabido e agora comprovado que o sítio é de Lula, comprado com propina da OI e reformado com propina da Odebrecht e OAS. Lula não engana ninguém, quer dizer, só aqueles que querem ser enganados. Ele é tão sem vergonha que envolveu a família inteira em suas falcatruas. É bem capaz do filho ir parar na cadeia por culpa dele. Não seria novidade nenhuma; já matou a mulher de vergonha e desgosto.

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