Nova ministra da Agricultura precisa saber calcular as doses da Lei do Veneno

Nova ministra foi defensora ferrenha da “Lei  do Veneno”

Eduardo Bresciani
O Globo

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou nesta quarta-feira, dia 7, que a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) comandará o Ministério da Agricultura. Ela é coordenadora da frente parlamentar da agropecuária, a chamada bancada ruralista, e presidiu a comissão especial que aprovou o projeto que flexibiliza a regulação de agrotóxicos, proposta que ganhou o apelido de “PL do Veneno”, da qual era uma das principais defensoras.

A indicação dela ocorreu após reunião do presidente eleito com a bancada no Centro Cultural do Banco do Brasil, onde trabalha a equipe de transição. Ela é a primeira mulher anunciada para compor o primeiro escalão, que já tem cinco homens escalados. “Quero agradecer a todos vocês e, com muito prazer, eu anuncio aqui Tereza Cristina como ministra da Agricultura”, disse Bolsonaro aos parlamentares ruralistas no encerramento da reunião.

“HOMOLOGAÇÃO” – Vice-presidente da frente parlamentar, o deputado Alceu Moreira (MDB-RS) anunciou a indicação ao deixar a reunião com o presidente eleito. Segundo ele, ficou acertado que a pasta do Meio Ambiente continuará a existir de forma autônoma, mas o nome do titular terá de ser “homologado” por Tereza Cristina.

A deputada se aproximou de Bolsonaro depois de ter levado a ele uma declaração formal de apoio da frente parlamentar na semana antes do primeiro turno das eleições. O apoio foi tido pelo presidente eleito e seu time como fundamental para desmontar o discurso de que ele não conseguiria sustentação no Congresso. Tereza Cristina era líder da bancada do PSB até outubro do ano passado. Ela deixou a legenda depois de decidir votar contra o prosseguimento da denúncia contra o presidente Michel Temer.

NO COMANDO – Ela entrou no DEM em dezembro, em uma articulação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e assumiu o comando da bancada ruralista em fevereiro de 2018. A reunião em que foi feito o anúncio contou com a presença de 30 deputados e senadores da bancada. Na entrada da reunião, eles já haviam anunciado que pediriam a Bolsonaro a nomeação da colega para a pasta da Agicultura.

O cargo era disputado por duas alas do agronegócio. Enquanto a frente e algumas entidades fizeram lobby por Tereza Cristina, a União Democrática Ruralista (UDR) ofereceu o nome do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) para a função. O presidente da UDR, Nabhan Garcia, também já foi cotado para a função. Tereza Cristina esteve pela manhã no Centro Cultura Banco do Brasil para se reunir com Onyx Lorenzoni, que coordena o grupo.

TWITTER  – Ela tinha se oferecido para ajudar de forma voluntária na transição. A deputada não participou da reunião que sacramentou seu nome para o ministério. Bolsonaro confirmou a indicação da deputada por meio de seu Twitter. “Boa noite! Informo a todos a indicação da senhora Tereza Cristina da Costa Dias, Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, ao posto de Ministra da Agricultura”, escreveu.

Mais cedo, também no Twitter, o presidente eleito disse não estar preocupado com cor, sexo ou sexualidade de quem está em sua equipe . Ele afirmou estar mais preocupado “com a missão de fazer o Brasil crescer, combater o crime organizado e a corrupção, dentre outras urgências”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA única coisa que dá certo no Brasil é a agricultura, nossa maior arma comercial. É preciso estimular o setor, mas sem exageros. Esperamos que a ministra Tereza Cristina saiba calcular as doses exatas da Lei do Veneno, para aumentar a produção sem prejuízos ao consumidor. (C.N.) 

9 thoughts on “Nova ministra da Agricultura precisa saber calcular as doses da Lei do Veneno

  1. O título — “Nova ministra da Agricultura precisa saber calcular as doses da Lei do Veneno” — nada tem a ver com o teor do artigo. Nada.

    Publica-se uma estrovenga dessas e o leitor fica como bobo tentando entender o que lei do veneno tem a ver com a ministra, exceto que ela apoiou o O Projeto de Lei 6299/02 que aqueles que não gostaram, apelidaram de lei do veneno, e aqueles que gostaram consideram a salvação da lavoura.

    Vou citar um exemplo. Suponhamos que você use um certo defensivo agrícola durante duas colheitas. Vem o Ministério da Agricultura (sempre a reboque!) e diz que não pode. Como você não pode ficar sem o uso do tal defensivo agrícola, e o MA não resolve o impasse, lá se vão 5 a 10 anos de discussão inútil.

    O novo PL vai agilizar isso. Vai tornar rápido as decisões.

    Mas a turma do meio ambiente que só sabe comer verdurinhas de fundo de quintal, não quer nem saber: melhor para eles, pior para o Brasil que exporta.

    Vão plantar batatas!
    Sem defensivo agrícola?
    Quero ver colherem 10 quilos!

      • Faço-lhe uma sugestão.

        Primeiro, indague o que você quer dizer por agrotóxicos. Porque essa palavra é tão genérica quanto o próprio genérico das medicações que levam esse nome. Você quer dizer o que, com a palavra? Defensivos agrícolas, pesticidas, praguicidas, biocidas, agroquímicos, produtos fitofarmacêuticos ou produtos fitossanitários?

        Segundo, imagino que você deve ter ido ou vai com frequência a algum supermercado. Na seção de verduras, você encontra em quantidades que atende ao consumir, couve, cenoura, batata, brócoli, beterraba, tomate, etc., produzidos sem alguma das parafernálias que eu citei acima?

        Finalmente, eu não sei qual a sua profissão, mas posso assegurar a você com absoluta convicção e segurança, que não haveria nada a ser adquirido, de carne, leite, ovos e produtos hortifrutigranjeiros que não leva alguma coisa que você chama de agrotóxico.

        A propósito, no mundo inteiro é assim. Sem desejar ofende-lo, respeitosamente, mas com firmeza, você não sabe do que escreveu quando comentou sobre agrotóxicos.

        Não existe nada sem agrotóxico. Nada. Aliás, tem sim: matinho. E olha lá…

      • Verdade, Net.

        -Quando você joga a semente no solo, antes que ela pense em geminar, já estará sofrendo ataque de pragas. No dia seguinte ao seu lançamento no solo, já estrá sendo perseguida pelos insetos, pelas aves e pelos nematoides.
        -Para que se tenha uma ideia, basta pegar na internet qualquer publicação da Embrapa, que ensine a fazer qualquer cultivo, que você verá a quantidade de insetos, fungos e bactérias que a perseguirão até chegar a mesa dos brasileiros.
        -Não dá para cultivar sem agrotóxicos a nível de país, mas os governantes DEVEM fiscalizar as dosagens existentes nos alimentos. Afinal, de nada adianta proibir, se não houver fiscalização e punição. Um exemplo: É proibido prefeito roubar e ministro do Supremo julgar com parcialidade….

        Veja neste link da EMBRAPA as principais pragas do tomateiro para que o senhor tenha uma ideia do que seja o desafio de plantar e de produzir com eficiência e lucro:

        https://halley.adm-serv.ufmg.br/ica/wp-content/uploads/2017/06/Pragas_de_tomate.pdf

        Abraços.

        • Esse material ACIMA é bem interessante e ILUSTRADO. Nele até mesmo um leigo em agricultura poderá ter uma ideia do que seja plantar e produzir.

  2. -ASNEIRAS!
    -Se a tartaruga de ciclo migratório quadrienal tivesse vencido a eleição presidencial, aí sim, esse pessoal da Globo e da Folha de São Paulo poderia exigir uma ecoxiita no Ministério da Agricultura.
    -Portanto, o programa que foi aprovado pelos eleitores brasileiros foi o programa do Bolsonaro.

    -Reclamam, mas se esquecem que quem está no poder AINDA é o vice escolhido pelo PT e pelo Lula e assim permanecerá até o dia 31 de dezembro próximo; nesse período, a esquerda precisa se conscientizar que ainda estará habitando o PARAÍSO DAS IGUALDADES E DA QUALIDADE DE VIDA, pregado durante a ditadura pelo seu messias encarcerado, que fora cantado em prosa e verso durante os últimos 35 anos como um verdadeiro canto de sereia, destinado a hipnotizar os mais ingênuos e a manipular os desinformados.

    PS: O tempo que permaneceram no poder foi pouco (ou melhor ESTÁ SENDO pouco) para banir todo o agrotóxico do país?

  3. Impérios contra-atacam: Rússia, Índia e China abandonam o dólar

    As três maiores nações em desenvolvimento, ou seja, Rússia, China e Índia, mostraram ao mundo como se livrar da dependência do dólar. O comércio bilateral em moedas nacionais destes países abre perspectivas para outras economias em crescimento, para que sejam capazes de se livrar da hegemonia do dólar.

    https://goo.gl/2xwdrg

  4. Parabéns ao Sr. Eduardo e aos que o apoiaram.
    A matéria é até razoável, mas o título é tendencioso e maledicente.
    O projeto de lei em questão exige que o defensivo tenha sido aprovado em pelo menos três países de primeiro mundo, para que se possa utilizá-lo no Brasil, até que se façam os exames necessários aqui na banania.
    Mas os inimigos da humanidade, os comunistas, não concordam.

    Repito, comunistas são inimigos da humanidade e do ser humano.

    Só conseguem impor está m….. de regime á força.
    E ainda ficam idolatrando líderes fardados: Stálin, Mao, Fidel, Che, …..

    Ah, mas o Jean Paulo Satre faz campanha pelo maoismo………
    Danem-se ele e todos os outros apologistas do caos, como dizia Nelson Rodrigues:
    “Sou um ex-covarde. “
    Sempre que puder, não deixarei os idiotas da sevidão comunista sem resposta.
    Já falaram sozinhos por muito tempo, como se isto lhes desse alguma razão.

    Ímpios, acham que podem nos rotular, e ainda se chamam de progressistas e democráticos.
    Em todos os lugares que estes malditos floresceram a liberdade, o progresso e a democracia morreram.

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