Novamente Djokovic e Nadal na final

Helio Fernandes

Mas o sérvio, pela primeira vez nos últimos 38 jogos, ameaçado de ficar pelo caminho. Empolgante, angustiante, emocionante, qualquer palavra vale, nenhuma partida deste 2011 chega perto dessa.

E também o jogo mais alternativo, os dois estiveram perdendo, ganhando, empatando, ninguém sabia o que ia acontecer. Djokovic venceu o primeiro set com duas quebras, perdeu o segundo também com duas quebras.

Não era o esperado ou imaginado, mas diante do que aconteceu, tiveram que ir para o terceiro, onde na verdade tudo aconteceu ou aconteceria. E Murray teve as maiores chances de ir à final, só que errou mais do que o permitido.

Esse foi realmente admiravel. Djokovic quebrou Murray, fez 3/2, parecia resolvido. Mas o escocês fez 4/3 e tinha o saque. Confirmando, ficaria num 5/3 bastante confortável. Perdeu bolas incríveis, desperdiçou o saque, o inacreditável: cometeu duas duplas faltas.

O sérvio foi sacar em 5/4, Murray marcou 40 a 0, bastava uma bola para ganhar o jogo, ir à final, vencer o sérvio depois de  37 vitorias. Só que perdeu todas, o placar em 5/5.

Djokovic sacando fez 6/5, Murray aproveitou, 6/6, decisão no tiebreak. Aí toda a sensação desapareceu, se esvaneceu, só o vencedor se emocionou, 7/2, que tiebreak.

 ***

PS – Ótimo jogador o sérvio, mas que ator. Durante as 3 horas de 1 minuto, se exibiu jogando e atuando.

PS2 – Vibrava quando ganhava o ponto, fingia que não podia andar, “alongava” a perna, batia no peito a cada bola que acertava.

PS3 – Faltou a Murray um treinador para dizer, “não pode trocar bolas longas”, como no belo filme de “Estrada da Perdição”. Como é um grande ator, o servio estava em casa.

PS4 – É evidente, Djokovic não é nenhum Paul Newman. Mas gostaria de ser, com ou sem raquete.

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